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8 coisas espetaculares que você só vai ver no Natal do Brasil

O Natal é celebrado em quase todo o planeta, mas tem algumas tradições muito comuns no Brasil que só vemos por aqui

As tradições de Natal no Brasil é o que tornam a festa mais especial por aqui (Créditos: Shutterstock)

Dezembro é um mês repleto de tradições de Natal e Ano-Novo. Tem a árvore com enfeites brilhantes dentro de casa até o ano seguinte, o Papai Noel que traz presentes no dia 25 e também as simpatias de Ano-Novo para ter sorte na virada. Enquanto alguns costumes “importamos” de fora, como o hábito de servir peru no Natal, outros são exclusivamente brasileiros. Só que eles são tão comuns de norte a sul do país que às vezes até ficamos surpresos de saber que praticamente só tem aqui. Para provar que sim, o nosso Natal é maravilhoso e muito brasileiro, confira no TudoGostoso 8 coisas espetaculares que você só vai ver no Natal do Brasil.

Natal no calor do verão

O primeiro ponto não chega a ser uma exclusividade, já que todo o hemisfério sul do mundo está em pleno verão durante o Natal. Só que nós festejarmos o Natal durante a estação mais quente do ano acabou tendo efeito no nosso jeito de celebrar a data. Por aqui nós não temos neve para fazer bonecos ou desenhar anjos no chão e nem precisamos usar suéteres temáticos durante a festa.

Mesmo ainda precisando passar horas na cozinha para fazer os pratos quentes mais típicos, não dispensamos umas receitas mais refrescantes para amenizar o calor. Por aqui também ninguém vai questionar quem chega na festa da família de short, vestido ou até usando chinelo. Nas cidades do litoral, as praias ficam lotadas na manhã do dia 25 com famílias inteiras que às vezes até levam sobras da ceia da véspera para almoçar por lá.

Comemoração no dia 24

Por causa da origem da celebração, tradicionalmente o Natal deveria ser comemorado no dia 25. Mas, no Brasil, a festa começa no dia 24 de dezembro. Em outros países, na verdade o costume é inclusive dormir cedo no dia 24 para no dia 25 de manhã trocar os presentes que “aparecem” debaixo da árvore e depois arrematar com um almoço de família. No Brasil, uma tradição antiga criada pela Igreja Católica era de jejuar no dia 24 e comer apenas no dia 25.

Como o fim do “prazo” era na virada entre os dias, surgiu o costume de esperar até meia-noite para comer uma ceia farta para saciar a fome. Hoje em dia são poucas pessoas por aqui que fazem esse jejum completo, mas não dispensamos a ceia de Natal completa e nem a festa na “noite feliz” do dia 24. Por isso, virou costume fazer a festa principal no dia 24, muitas vezes até começando a comer antes da meia-noite, e no dia 25 celebrar com a família novamente no almoço com as sobras de Natal.

Uva passa no arroz

Natal é tempo de celebração e harmonia, mas também de polêmicas! Uma das receitas mais tradicionais da ceia de Natal é o arroz com passas. Para muita gente, é um prato que não pode faltar na mesa. Só que, em um clássico de ame ou odeie, o ingrediente adocicado no meio no prato salgado não agrada todo mundo. Só que essa tradição de colocar uva passa no arroz tem uma origem mais antiga do que imagina.

Na Roma Antiga, a uva era um símbolo de prosperidade e a passa, preservada para durar mais, era usada em momentos de celebração do sucesso de colheitas. Desde então ela passou a ser usada em receitas festivas e, no caso do Brasil, entrou para incrementar (ou estragar, dependendo do gosto) o simples e clássico arroz branco. Algumas famílias, a fim de evitar briga, optaram por servir o arroz simples e deixá-las passar em um recipiente à parte, assim cada um pode comer da forma que preferir.

Arroz com passas é polêmico, mas faz parte da ceia brasileira (Créditos: TudoGostoso/Gilda Ferreira Machado)

Presépio e Missa do Galo

Muitas tradições natalinas no Brasil ainda são bem católicas, algumas praticadas apenas pelos devotos e outras que viraram tão costumeiras que até quem não é religioso mantém. Um bom exemplo é o presépio que faz parte da decoração de muitas casas com suas estatuetas de tamanhos e cores diferentes que colorem as salas tanto quanto a árvore de Natal.

Já um evento que tem em todo Natal no Brasil é a Missa do Galo, que acontece justamente na meia noite da virada do dia 25. Os mais devotos acompanham presencialmente ou pela TV antes mesmo de iniciar a ceia, outros acompanham mais casualmente depois das suas refeições.

Bacalhau ao lado do pernil ou Chester

Tipicamente as carnes mais consumidas na ceia de Natal são o peru, o Chester e o tender, ou seja, aves e porcos. O motivo para isso está principalmente no jejum católico que antigamente incluía se abster da carne vermelha nos dias anteriores ao Natal. Mas tem um outro tipo de carne branca que está frequentemente na mesa no dia 24 sem substituir o protagonista do jantar: o bacalhau.

A origem deste costume também não é necessariamente brasileira, já que os peixes eram substitutos claros para a carne vermelha. Só que muitos lugares do ocidente acabaram ou deixando esse hábito para lá ou usando outros tipos de peixes. O Brasil segue os passos de Portugal de servir receitas de bacalhoada para o Natal e para outras ocasiões festivas como o almoço de Sexta-feira Santa na Páscoa.

O amado chocotone

No Brasil nós comemos panetone no Natal por causa dos italianos, já que a tradição veio de lá com os imigrantes. A receita de panetone caseiro mais tradicional leva passas e mais frutas cristalizadas. Na Itália, o preparo é levado tão a sério que só pode ser chamado de panetone se seguir rigidamente à receita protegida por lei e se feito com pelo menos 20% de frutas cristalizadas na sua composição.

Por aqui não temos essa regra e ainda temos o costume brasileiro de dar o nosso toque pessoal para as receitas. E justamente porque as frutas cristalizadas não são tão populares por aqui que algumas pessoas e lojas resolveram trocar o ingrediente por algo bem mais amado por aqui, as gotas de chocolate. Com isso nasceu o chocotone que é sucesso de venda todos os anos e tem ainda quem leve para outro nível fazendo chocotone recheado com bastante chocolate cremoso e cobrindo com mais chocolate até dizer chega.

O brasileiro pegou o panetone italiano e transformou o seu colocando muito chocolate e brigadeiro (Créditos: Shutterstock)

Mesa completa só com farofa, salpicão e rabanada

Até uma ceia de Natal simples e barata no Brasil tem alguns pratos clássicos e bem específicos que nunca faltam na mesa por aqui, mas que são desconhecidos de outros lugares do mundo. A farofa de Natal pega um clássico acompanhamento de refeições e coloca um sabor festivo. Ela combina tão bem com as carnes que é comum servir a farofa em torno do prato do peru ou tender e chega a ser difícil imaginar comer de outra forma.

O salpicão tem uma origem distante na França, mas é um prato bem brasileiro que não falta nas festas de fim de ano. Fazer um salpicão simples no Natal bem refrescante é uma daquelas receitas para amenizar o calor do verão. A rabanada é um doce não particularmente brasileiro, já que vem da torrada francesa, french toast, e tem a sua versão em Portugal, como chegou aqui depois. Mas é difícil encontrar um país com o mesmo costume de comer esse pão amanhecido e frito com leite condensado em tudo quanto é momento nas festas de fim de ano. Afinal, as receitas de rabanada aparecem no café da manhã de Natal, no café da tarde pré-ceia e também como sobremesa no fim do dia 24.

O tio do pavê

É pavê ou… Você com certeza já conseguiu terminar essa frase sozinho. Não tem ceia de Natal em família no Brasil sem que um parente, normalmente um pai ou tio, faça o clássico trocadilho com o nome do doce. A piada infame que virou tradição sempre na hora de servir a sobremesa só é possível por causa do nosso idioma no seu jeito mais informal e do humor brasileiro.

Além disso, o próprio pavê é brasileiro. Como muitos doces por aqui, existe aquela inspiração francesa. Seu nome vem de uma versão abrasileirada do “pavage”, palavra francesa que significa pavimento, uma referência a forma de montar a sobremesa com camadas de biscoito e creme. As receitas de pavê podem ser servidas em qualquer época do ano, mas virou tradição de Natal por ser uma sobremesa perfeita para família grande. E vamos combinar, a clássica piadinha do tio de pavê também não pode faltar, não é?

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