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Cúrcuma e gengibre funcionam mesmo? Pesquisadores analisam se os benefícios das duas especiarias “milagrosas” são reais ou exagero
JoannaPor  Joanna  | Redatora

Quem a vê assumindo o papel de chef nas viagens com os amigos não imagina que a Joanna descobriu o seu talento com as panelas reproduzindo receitas do Instagram e TikTok. Tornou-se expert em receitas na prática e, agora, também é a grande responsável pelas sobremesas nos almoços em família

Especialistas avaliam o que é fato e o que é mito sobre os supostos benefícios do gengibre e da cúrcuma.

Cúrcuma e gengibre funcionam mesmo? Pesquisadores analisam se os benefícios das duas especiarias “milagrosas” são reais ou exagero

A verdade sobre os benefícios do gengibre e da cúrcuma. (créditos: Shutterstock)

Quem gosta de cuidar da saúde provavelmente já ouviu falar dos benefícios da cúrcuma e do gengibre. Eles aparecem em sucos detox, shots matinais, chás, receitas fitness e até em cápsulas. Mas será que essas especiarias realmente fazem tudo o que prometem?

A resposta é sim, elas realmente têm propriedades ótimas para a saúde. Por outro lado, a ciência reforça que elas não são milagrosas e muitas pesquisas ainda estão tentando entender até onde vão esses benefícios.

Por que cúrcuma e gengibre ficaram tão populares?

A cúrcuma e o gengibre são raízes usadas há séculos na culinária e na medicina tradicional, principalmente na Ásia. Além de dar sabor aos pratos, ambas especiarias são associadas a benefícios como:

  • Alívio de dores
  • Melhora da digestão
  • Fortalecimento da imunidade
  • Redução de inflamações

Com o tempo, essas tradições chamaram a atenção dos pesquisadores e começaram a surgir estudos científicos sobre o tema.

Gengibre: muito além do chá para enjoo

O gengibre é uma das especiarias mais conhecidas no mundo. Originário do sul da Ásia, ele é usado há gerações como remédio natural contra náuseas, dores e desconfortos digestivos. Seu aroma e sabor característicos vêm de substâncias naturais como zingibereno, linalol, geraniol, shogaóis e zingerona, compostos associados a efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios.

Estudos realizados por pesquisadores da Universidade Nacional de Seul indicam que o gengibre pode ajudar no controle de náuseas e vômitos, no funcionamento do intestino, na redução de dores e inflamações, na melhora de fatores ligados a doenças metabólicas e até na possível proteção contra alguns tipos de câncer. 

No entanto, existe um ponto de atenção. A maioria das pesquisas utiliza quantidades muito diferentes da raiz, variando entre miligramas e vários gramas, o que dificulta definir a dose ideal para obter efeitos reais. Além disso, muitos estudos foram feitos com poucos participantes, o que limita a confiança total nos resultados.

Cúrcuma: o “açafrão-da-terra” da saúde

A cúrcuma, também chamada de açafrão-da-índia, é outra raiz asiática que conquistou o mundo. Ela é responsável pela cor amarela vibrante de muitos pratos e possui um sabor levemente picante, além de ser bastante valorizada por suas propriedades antioxidantes. Entre seus principais compostos estão a turmerona, a ar-turmerona e a curcumina, sendo esta última a mais estudada e considerada a principal responsável pelos benefícios atribuídos à cúrcuma.

Pesquisas científicas indicam que a cúrcuma pode contribuir para a proteção do coração, a saúde do cérebro, a melhora do colesterol e a redução de inflamações, especialmente em pessoas com doenças metabólicas. No entanto, assim como acontece com o gengibre, as evidências ainda são limitadas, já que faltam estudos maiores e de longo prazo para confirmar todos esses efeitos com total segurança.

Cúrcuma e gengibre são mesmo superalimentos?

Gengibre e cúrcuma costumam ser chamados de superalimentos e isso não é totalmente errado. Eles realmente possuem compostos antioxidantes, ação anti-inflamatória, potencial nutritivo, baixas calorias e muita versatilidade na cozinha. No entanto, isso não significa que vão “curar tudo”. Esses ingredientes não substituem remédios, não fazem milagres sozinhos e também não compensam uma alimentação desequilibrada.

Um dos maiores desafios para a ciência atualmente é definir qual é a dose ideal, por quanto tempo consumir e quem realmente se beneficia mais do uso dessas raízes. Isso acontece porque, em excesso, seus compostos também podem causar efeitos indesejados, como irritação no estômago, interferência em medicamentos, desconfortos intestinais e riscos para pessoas com problemas gástricos.

Como consumir de forma segura no dia a dia?

A melhor forma de aproveitar a cúrcuma e o gengibre é usá-los de maneira natural e equilibrada na rotina, seja em chás, temperos, sucos, receitas ou no preparo de carnes, legumes e arroz. Assim, é possível incluir esses ingredientes no dia a dia sem exageros, aproveitando seus sabores e benefícios de forma simples e segura.

Uma dica é combinar a cúrcuma com pimenta-do-reino, já que essa mistura ajuda na absorção da curcumina pelo organismo. Além disso, para quem pensa em usar cápsulas ou suplementos, o ideal é conversar antes com um profissional de saúde, garantindo um consumo adequado e evitando possíveis efeitos indesejados.

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