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Sou nutricionista ginecológica e garanto: "Não faz sentido comer mais brócolis se você não fizer lanches nutritivos"
Clarice MunizPor  Clarice Muniz  | Redatora

Sou jornalista e assessora de imprensa especializada em conteúdos de saúde e bem-estar. Adepta da comida de verdade, costumo preparar as minhas refeições diariamente, seguindo as recomendações de cuidados e saúde de especialistas. Sou fã de pimenta. Se você não curte comida picante, não se arrisque em tirar uma provinha da minha panela.

Especialista destaca como a escolha de determinados nutrientes podem ser aliados para a saúde da mulher

Sou nutricionista ginecológica e garanto: "Não faz sentido comer mais brócolis se você não fizer lanches nutritivos"

"Sabemos que vegetais crucíferos ajudam a melhorar a excreção natural de estrogênios", afirma especialista (Foto: Shutterstock)

As cólicas menstruais são um dos incômodos bastante comuns entre as mulheres. Para algumas, as dores se tornam insuportáveis, para outras, menos dolorosas.

Ainda que alguns medicamentos e artifícios como uso de bolsa de água quente possam amenizar o problema, a alimentação também pode ser uma importante aliada.

De acordo com a nutricionista ginecológica Candela Martínez, uma dieta contendo alimentos saudáveis pode ser a chave para fortalecer a saúde da mulher.

No entanto, é necessário que se ache o equilíbrio em relação aos demais alimentos que entram no cardápio. Confira a explicação da especialista sobre o assunto. 

Certos nutrientes influenciam tanto a função ovariana quanto a endometrial

Em entrevista ao site espanhol La Voz de La Salud, a nutricionista cita que alguns nutrientes influenciam tanto a função dos ovários, quanto a do endométrio.

"Mas os processos de excreção hormonal são frequentemente influenciados por outros fatores ainda mais intimamente ligados à nutrição, como a função hepática", afirma.

Como exemplo, ela destaca que os estrogênios são excretados pelos rins e pelo fígado. "A dor menstrual está relacionada à secreção de certas substâncias, como as prostaglandinas pró-inflamatórias, que podem ser reduzidas por meio da dieta", explica.

A nutricionista afirma que a nutrição ajuda a condicionar tanto a saúde hormonal quanto os processos inflamatórios do corpo, do sistema imunológico e que impacta até para as mulheres que desejam engravidar.

Síndrome do ovário policístico está associado à resistência à insulina

A especialista acrescenta que a síndrome do ovário policístico, em até 80% dos casos, está associada à resistência à insulina. "Isso, a longo prazo, nos predispõe ao diabetes tipo 2, assim como nos predispõe ao diabetes gestacional durante a gravidez", alerta.

"É verdade que geralmente recomendamos uma dieta rica em gorduras saudáveis, porque, em última análise, a função hormonal ovariana é altamente influenciada pelos ácidos graxos essenciais que ingerimos", acrescenta, citando ainda que nesses casos é necessária uma dieta com menor índice glicêmico.

Mas sem restringir completamente os carboidratos, ressalta a nutricionista: "Nunca deve ser recomendado. Os carboidratos devem ser incluídas, mas devem ser carboidratos de qualidade." 

É verdade que comer brócolis ajuda a reduzir as cólicas menstruais?

Candela afirma que, mais do que alimentos específicos, é necessário falar sobre hábitos. "Não faz sentido comer mais brócolis se você tiver lanches menos nutritivos", destaca. E quais seriam esses hábitos para amenizar as cólicas menstruais? Ela responde.

"Uma dieta rica em antioxidantes, sempre incluindo frutas e vegetais. Dependendo da pessoa, também pode haver vegetais mais aconselháveis. Sabemos que vegetais crucíferos como brócolis, couve-flor, repolho romanesco e outros repolhos nos ajudam a melhorar a excreção natural de estrogênios", afirma.

Outro hábito importante é que essa dieta não seja rica em farinhas refinadas, acrescenta a especialista, dando como exemplo os grãos integrais ou alimentos com menor índice glicêmico como melhores opções.

"Também deve ser rico em ácidos graxos de qualidade, ou seja, ômega-3, encontrado principalmente em peixes oleosos, sementes de linhaça, nozes e óleos monoinsaturados de alta qualidade, como azeite de oliva extravirgem ou abacate, eles têm um impacto positivo em nossa saúde hormonal", finaliza.

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