A alimentação é uma das ferramentas mais acessíveis e eficazes para proteger o cérebro (Crédito: Shutterstock)
Você já teve a sensação de saber exatamente o que queria dizer, mas, no momento de falar, a palavra simplesmente “sumiu da cabeça”? Esse fenômeno tem nome: letologia.
Apesar do nome pouco conhecido, ele é bastante comum e se refere à dificuldade de acessar uma informação que está armazenada na memória, como um nome, palavra ou dado específico, mesmo quando você tem certeza de que sabe.
Embora seja um processo natural do cérebro, alguns hábitos, especialmente relacionados à alimentação, podem ajudar a prevenir e até reduzir a frequência desses “brancos”.
Bons alimentos para a memória
Estudos mostram que uma dieta equilibrada, rica em nutrientes antioxidantes, ácidos graxos essenciais e vitaminas do complexo B, pode ajudar a proteger os neurônios, melhorar a plasticidade cerebral e fortalecer as conexões sinápticas, que são fundamentais para a memória e o raciocínio.
A seguir, listamos 7 alimentos com potencial de melhorar a memória e a função cognitiva, aliados importantes para quem quer manter a mente afiada e reduzir os episódios de letologia.
1. Peixes gordurosos (salmão, sardinha, atum)
Esses alimentos são ricos em ômega 3, um tipo de gordura essencial que tem ação anti-inflamatória e está diretamente relacionada à manutenção da saúde cerebral.
O ômega 3 ajuda na formação das membranas celulares dos neurônios e está associado à melhora da memória, concentração e até à prevenção de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer
Estudos mostram que pessoas que consomem peixes ricos em ômega 3 com regularidade têm menor taxa de declínio cognitivo com o passar dos anos. Para melhores resultados, o ideal é consumir ao menos duas porções por semana.
2. Ovos
Os ovos são fonte de colina, um nutriente fundamental para a produção de acetilcolina, um neurotransmissor que participa de processos relacionados à memória e ao aprendizado. Além disso, os ovos contêm vitamina B12, essencial para o funcionamento adequado do sistema nervoso.
Para quem não tem restrições ao colesterol alimentar, o consumo regular de ovos pode ser uma maneira prática e eficiente de nutrir o cérebro e melhorar a agilidade mental.
3. Frutas vermelhas (mirtilo, morango, amora, framboesa)
Ricas em antioxidantes, principalmente flavonoides como as antocianinas, essas frutas ajudam a combater os radicais livres que danificam os neurônios e aceleram o envelhecimento cerebral.
Estudos mostram que a inclusão frequente de frutas vermelhas na dieta pode melhorar a comunicação entre as células cerebrais e favorecer a consolidação da memória.
Além disso, elas contribuem para a saúde cardiovascular, que também impacta positivamente a oxigenação do cérebro e o desempenho cognitivo.
4. Nozes e castanhas
As oleaginosas são fontes de vitamina E, zinco, selênio e ácidos graxos saudáveis, como o ômega 3 de origem vegetal.
A vitamina E, em especial, é um potente antioxidante que ajuda a proteger as membranas celulares do estresse oxidativo — um dos principais fatores associados ao declínio cognitivo com a idade.
Consumir uma porção pequena (cerca de 30g por dia) de nozes, castanha-do-Pará, amêndoas ou avelãs pode contribuir para preservar a função cerebral e melhorar a memória de curto e longo prazo.
5. Abacate
Embora seja uma fruta calórica, o abacate é uma excelente fonte de gorduras monoinsaturadas, que ajudam a melhorar o fluxo sanguíneo cerebral.
Uma boa irrigação do cérebro é essencial para garantir o fornecimento adequado de oxigênio e nutrientes às células nervosas.
O abacate também é rico em vitamina K e folato, nutrientes associados à prevenção do declínio cognitivo. Um consumo moderado, especialmente no café da manhã ou como base para cremes e molhos, pode ser benéfico para a mente.
6. Brócolis
O brócolis é conhecido por seus benefícios para a imunidade e desintoxicação do organismo, mas também é um aliado do cérebro. Ele contém vitamina K, colina, luteína e antioxidantes, que ajudam na proteção dos neurônios.
Além disso, é fonte de compostos bioativos que reduzem a inflamação e o estresse oxidativo no cérebro. Inserir o brócolis na alimentação semanal, seja cozido no vapor ou em preparações como refogados e tortas, pode favorecer a clareza mental e a memória.
7. Cúrcuma (açafrão-da-terra)
A cúrcuma contém curcumina, um composto com potente ação anti-inflamatória e antioxidante. Estudos mostram que a curcumina pode melhorar a memória e até estimular a formação de novos neurônios em áreas do cérebro associadas ao aprendizado.
O ideal é consumir a cúrcuma em preparações salgadas, como arroz, sopas, refogados e até em bebidas, como o “golden milk”, sempre acompanhada de uma pitada de pimenta-do-reino, que melhora sua absorção.
Alimentação e memória caminham juntas
A letologia é um fenômeno comum e não indica, por si só, problemas graves de memória. No entanto, cuidar da saúde cerebral é essencial para prevenir doenças neurodegenerativas e garantir uma mente ativa e funcional por muitos anos.
Além de manter uma dieta rica em alimentos naturais e nutritivos, manter o cérebro ativo com leitura, sono de qualidade, exercícios físicos e desafios cognitivos também é fundamental.
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