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Arroz requentado é mais saudável? Entenda por que as sobras de ontem podem fazer mais bem do que você imagina
JoannaPor  Joanna  | Redatora

Quem a vê assumindo o papel de chef nas viagens com os amigos não imagina que a Joanna descobriu o seu talento com as panelas reproduzindo receitas do Instagram e TikTok. Tornou-se expert em receitas na prática e, agora, também é a grande responsável pelas sobremesas nos almoços em família

O arroz requentado pode causar uma resposta glicêmica menor em algumas pessoas.

Arroz requentado é mais saudável? Entenda por que as sobras de ontem podem fazer mais bem do que você imagina

Requentar o arroz não serve apenas para evitar desperdício. (créditos: Shutterstock)

Você já olhou para aquele arroz que sobrou do almoço e pensou em jogar fora? Antes de descartar, saiba que o arroz do dia seguinte pode trazer alguns benefícios para a sua saúde. Depois de passar pela geladeira e ser reaquecido da maneira correta, ele forma o amido resistente, um tipo de carboidrato que é digerido de forma diferente pelo organismo. Mas será que isso significa que o arroz requentado é realmente mais saudável?

O que muda no arroz depois que ele esfria?

Durante o cozimento, o calor faz com que o amido do arroz absorva água e fique mais fácil de ser quebrado pelas enzimas digestivas. Por isso, o organismo consegue digerir esse carboidrato com mais rapidez.

Quando o arroz esfria, acontece um processo chamado retrogradação do amido. Parte das moléculas se reorganiza e forma o chamado amido resistente, que passa a ser digerido de uma maneira diferente.

Por resistir parcialmente à digestão no intestino delgado, esse tipo de amido chega ao intestino grosso, onde é fermentado pelas bactérias da microbiota intestinal. Estudos mostram que esse processo pode trazer benefícios para a saúde intestinal e a uma absorção mais lenta dos carboidratos.

O que a ciência descobriu sobre o arroz requentado?

Um estudo publicado na revista Asia Pacific Journal of Clinical Nutrition avaliou como o resfriamento do arroz branco cozido poderia influenciar a formação de amido resistente e a resposta glicêmica.

Os pesquisadores compararam o arroz recém-preparado com uma versão que ficou 24 horas refrigerada e depois foi reaquecida. O resultado mostrou que o arroz resfriado e aquecido novamente apresentou uma quantidade maior de amido resistente.

No estudo, o arroz fresco tinha aproximadamente 0,64 g de amido resistente a cada 100 g. Já a versão refrigerada por 24 horas e reaquecida chegou a cerca de 1,65 g por 100 g.

Além disso, entre os participantes saudáveis avaliados, essa preparação também apresentou uma resposta glicêmica menor em comparação ao arroz consumido logo após o preparo.

Apesar dos resultados, o efeito varia conforme o tipo de arroz, a quantidade consumida e os outros alimentos presentes na refeição.

Arroz requentado ajuda no controle da glicose?

O amido resistente pode ser um aliado dentro de uma alimentação equilibrada, mas não transforma o arroz em um alimento “livre” para consumo sem controle.

A quantidade ingerida e a composição do prato continuam fazendo diferença. Uma refeição com fibras, proteínas e outros nutrientes tende a ter uma digestão mais lenta e maior poder de saciedade.

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O ideal é sempre combinar arroz com fibras, proteínas e gorduras boas. (réditos: Shutterstock)

O ideal é sempre combinar arroz com fibras, proteínas e gorduras boas. (réditos: Shutterstock)

Como guardar e requentar o arroz com segurança

O aumento do amido resistente depende do resfriamento adequado. Deixar o arroz pronto em cima do fogão por muitas horas não produz o mesmo efeito e ainda pode favorecer a multiplicação de bactérias.

Para aproveitar as sobras com segurança:

Coloque o arroz em um recipiente limpo e fechado.

Divida em porções menores para acelerar o resfriamento.

Leve à geladeira o quanto antes, de preferência até duas horas depois do preparo.

Consuma em poucos dias e observe cheiro, aparência e textura antes de comer.

Reaqueça bem e evite aquecer a mesma porção várias vezes.

O estudo que avaliou o aumento do amido resistente utilizou arroz refrigerado por 24 horas. Portanto, deixar o alimento “descansando” fora da geladeira não traz o mesmo resultado e ainda aumenta o risco de intoxicação alimentar.

Quem precisa ter mais atenção?

Pessoas com diabetes, pré-diabetes ou resistência à insulina podem se beneficiar de estratégias que ajudam a reduzir o impacto dos carboidratos na refeição, mas cada organismo responde de uma forma.

Nesses casos, é importante observar a quantidade consumida, a composição do prato e buscar orientação profissional quando necessário.

Bolinho de chuva
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O arroz requentado pode ser uma forma interessante de aproveitar melhor as sobras e incluir mais amido resistente na alimentação. Mas nenhum alimento sozinho muda a qualidade da dieta. O equilíbrio das escolhas feitas ao longo do dia continua sendo o principal fator para a saúde.

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