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Afinal, qual a melhor farinha para diabéticos e quais são as 3 proibidas pela nutricionista?
Clarice MunizPor  Clarice Muniz  | Redatora

Sou jornalista e assessora de imprensa especializada em conteúdos de saúde e bem-estar. Adepta da comida de verdade, costumo preparar as minhas refeições diariamente, seguindo as recomendações de cuidados e saúde de especialistas. Sou fã de pimenta. Se você não curte comida picante, não se arrisque em tirar uma provinha da minha panela.

Conheça as propriedades das farinhas mais usadas para os casos de quem tem diabetes e quais são as opções com menos carboidratos 

Afinal, qual a melhor farinha para diabéticos e quais são as 3 proibidas pela nutricionista?

Nutricionista explica as propriedades das melhores e das piores farinhas para diabéticos (Foto: Shutterstock)

Você pode até justificar que come pouca farinha no dia a dia, mas para quem é pré-diabético ou tem diabetes, alguns detalhes na alimentação podem fazer toda a diferença.

Seja no preparo de receitas em casa, seja para engrossar um molho, algumas dicas também são muito eficientes para te ajudar a escolher os alimentos que são mais interessantes para a sua saúde em um restaurante ou no supermercado.

Portanto, conhecer as melhores farinhas para esse caso específico é realmente essencial para quem precisa controlar os níveis de açúcar no sangue, conforme explica a nutricionista Patrícia Leite (@nutricionistapatricialeite).   

"Por mais que a farinha não seja tão presente no dia a dia, sempre entra numa receitinha. E é importante que a gente saiba as melhores opções", ressalta. 

Saiba quais são as melhores farinhas para quem tem diabetes

A especialista listou as 4 melhores farinhas indicadas para quem é diabético, revelou qual é a mediana e as três proibidas. Confira! 

1. Farinhas de oleaginosas:

Farinhas de oleaginosas, como a de amêndoas ou amendoim, são ótimas alternativas para quem tem diabetes, pois ajudam a controlar o açúcar no sangue e promovem a saciedade.

"Essas farinhas têm uma baixíssima quantidade de carboidrato, nutriente que mais impacta o açúcar do sangue", explica.  

Essas farinhas são ricas em fibras, gorduras saudáveis para o coração e proteínas. O amendoim pode ser processado em casa para uma versão mais econômica da farinha de amendoim. 

2. Farinha de linhaça ou chia:

A farinha de linhaça, presente em muitas receitas, e chia são ótimas opções para diabéticos ou pessoas com pré-diabetes, pois têm baixo teor de carboidratos, alta quantidade de fibras e gorduras saudáveis, especialmente ômega-3, que é anti-inflamatório.

A linhaça pode ter um sabor forte, mas ao ser moída, o gosto melhora. A chia, por ser mais neutra, pode ser uma alternativa. Ambas ajudam a controlar o colesterol, melhorar a saúde intestinal e cerebral, e enriquecem a dieta com vitaminas, minerais e proteínas.

Além disso, essas farinhas conferem uma textura interessante a massas e bolos devido à sua capacidade de absorver água e formar uma gelatina devido a presença de pectina.

3. Farinha de psyllium:

A farinha de psyllium é uma excelente opção para diabéticos, pois possui uma quantidade muito alta de fibras, baixo carboidrato e pouca gordura.

Embora não seja tão usada como farinha principal, pode ser adicionada a biscoitos, bolos e panquecas para melhorar a saciedade, controlar o peso e reduzir o índice glicêmico.

O psyllium também auxilia na saúde intestinal e pode dar uma textura semelhante ao glúten nas receitas, tornando-o uma opção versátil e nutritiva.

4. Farinha de coco:

A farinha de coco é uma boa opção, mas deve ser usada com cautela, pois absorve muito líquido e altera a textura das massas. Ela é rica em fibras e gorduras saudáveis, mas contém pouca proteína e carboidrato líquido.

Por ser muito absorvente, normalmente é usada para ajustar a consistência das receitas, não como a única farinha. Pode deixar as preparações mais secas, por isso é recomendada em combinação com outras farinhas.

5. Farinha de aveia:

A farinha de aveia, presente em diversas receitas, é uma opção melhor, pois é rica em fibras, contém beta-glucana que ajuda a controlar o colesterol e possui mais proteína do que a farinha de trigo, o que reduz o impacto no açúcar do sangue.

Para melhorar ainda mais o controle glicêmico, pode-se optar pelo farelo de aveia, que tem menos carboidrato.

O efeito da farinha de aveia depende da quantidade usada e da combinação com outros ingredientes, como fibras adicionais (psyllium, chia) ou proteína (ovo), que ajudam a reduzir o impacto no açúcar do sangue e tornam a refeição mais nutritiva.

6. Farinha de trigo integral: 

A farinha de trigo integral não é a melhor opção para consumo diário, especialmente para diabéticos. Embora tenha mais fibras e um pouco de proteína em comparação à farinha branca, ela ainda é rica em carboidratos (mais do que a aveia!), e pode aumentar os níveis de açúcar no sangue.

Pode até ser uma escolha melhor que a farinha branca, mas não deve ser consumida em excesso. Em situações ocasionais, como em restaurantes, é uma opção melhor que a farinha branca, mas não é recomendada para uso diário.

Farinhas que pessoas com diabetes têm que evitar

Para quem tem diabetes ou pré-diabetes, as farinhas que devem ser evitadas incluem:

  • Farinha de arroz;
  • Amido de milho (Maizena);
  • Farinha de trigo branca. 

Essas opções são ricas em carboidratos, mas quase não contêm fibras, proteínas ou gorduras, o que faz com que se transformem rapidamente em glicose e aumentem os níveis de açúcar no sangue.

Sem componentes para retardar a absorção, esses carboidratos entram rapidamente na corrente sanguínea.

Em situações específicas, a nutricionista recomenda adicionar fibras à refeição, como saladas ou psyllium, para reduzir o impacto glicêmico e controlar a quantidade consumida.

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