Faz dieta, se exercita e ainda engorda? Entenda por que isso acontece. (créditos: Shutterstock)
Seguir uma rotina de alimentação equilibrada, praticar exercícios e, mesmo assim, ver o número da balança subir pode ser muito frustrante. Para muitas pessoas, essa sensação aparece justamente a partir dos 40 anos e, ao contrário do que parece, nem sempre tem a ver com falta de esforço.
Segundo o nutricionista Pablo Ojeda, especialista em obesidade, o corpo passa por mudanças naturais ao longo do tempo. “Você está comendo a mesma coisa de antes, mas ganhando mais peso agora? Existe uma explicação para isso”, afirma. “O fato do corpo não responder da mesma forma é uma das mudanças mais frustrantes depois dos 40”, explicou em uma publicação nas redes sociais.
Essa fase costuma marcar uma transição importante entre a vida adulta e a maturidade, trazendo transformações físicas, hormonais e até emocionais que impactam diretamente o peso.
O que muda no corpo depois dos 40 anos?
De acordo com o especialista, três fatores principais ajudam a explicar por que emagrecer se torna mais difícil com o passar dos anos.
1. Perda de massa muscular
Com o tempo, o corpo tende a perder músculo de forma gradual. E isso faz muita diferença no metabolismo.
“O músculo é o tecido que mais consome calorias”, lembra Ojeda. Quanto menos músculo, menor é o gasto energético do corpo, mesmo em repouso.
Na prática, isso significa que a pessoa pode continuar comendo a mesma quantidade de antes, mas passar a acumular mais gordura.
2. Alterações na forma como o corpo usa os carboidratos
Outro ponto importante é a mudança na sensibilidade à insulina. Com o avanço da idade, o organismo passa a processar os carboidratos com menos eficiência.
Isso favorece o armazenamento de energia em forma de gordura, especialmente na região abdominal, e dificulta o uso dessa energia no dia a dia. O resultado é aquela sensação de que “tudo vira barriga”, mesmo sem grandes exageros na alimentação.
3. Mais estresse, menos tempo para si
Depois dos 40, muitas pessoas enfrentam uma rotina mais intensa, com mais responsabilidades profissionais, familiares e financeiras. Com isso, sobra menos tempo para cuidar de si.
Esse cenário aumenta os níveis de estresse e, consequentemente, do hormônio cortisol.
“O que isso causa? Mais inflamação, mais retenção de líquidos, mais fome e mais acúmulo de gordura”, alerta o especialista.
A culpa não é sua
Diante dessas mudanças, Ojeda faz questão de ressaltar que o ganho de peso nessa fase nem sempre está ligado à falta de disciplina.
“Não é porque você come mais. É porque seu corpo agora responde de forma diferente”, afirma.
Muitas vezes a pessoa continua se esforçando, mas usa estratégias que funcionavam no passado e que já não são tão eficazes agora.
O que pode ser feito para reverter esse quadro?
É possível adaptar a rotina para essa nova fase da vida. Segundo o especialista, o corpo apenas “precisa de estímulos diferentes para funcionar corretamente novamente”.
Algumas atitudes que fazem diferença incluem:
- Priorizar exercícios de força para preservar a massa muscular
- Ajustar a alimentação às novas necessidades do corpo
- Dormir melhor e cuidar da saúde emocional
- Reduzir o estresse sempre que possível
- Manter acompanhamento profissional
Mais do que buscar resultados rápidos, o foco deve ser a saúde a longo prazo. O nutricionista destaca que entender esse processo ajuda a diminuir a culpa, ajustar expectativas e adotar hábitos mais adequados para cada fase da vida.
Afinal, cuidar da saúde vai muito além da balança.
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