Saiba qual a quantidade de bebida alcoólica por semana pode prejudicar a saúde do seu cérebro (Foto: Shutterstock)
Alguns estudos já levantaram possíveis benefícios de bebidas para a saúde, como é o caso da cerveja. Mas não significa que incluir uma ou mais doses de algum tipo de bebida alcóolica seja o melhor caminho para uma boa saúde.
Existem outras possiblidades através de uma boa alimentação que não seja, necessariamente, a ingestão diária de taças de vinho, por exemplo.
Um novo estudo, realizado em março deste ano, levanta um sinal de alerta para quem usa as justificativas anteriores para beber com maior regularidade. Os cientistas identificaram os três principais fatores de risco modificáveis para demência, e o álcool está entre eles.
Porém, assim como outros fatores potenciais para aumentar o risco, algumas atitudes podem ser aliadas para minimizar os impactos no cérebro. Saiba mais detalhes sobre esses fatores de riscos modificáveis apontados no estudo e o que você pode fazer para se proteger.
Bebida alcoólica está entre os fatores de risco para a demência
O desenvolvimento da demência está relacionado a alguns fatores de risco que não podem ser alterados, como é o caso do envelhecimento e da genética. Porém, é importante saber que existem fatores de risco modificáveis e algumas medidas podem ajudar a minimizar esses impactos no cérebro (como o hábito de comer pipocas, acredite!).
Cientistas analisaram 15 fatores de risco modificáveis e em uma pesquisa, publicada na revista Nature Communications em março, e descobriram os que são mais prejudiciais.
Em comunicado, a coautora do estudo, Gwenaëlle Douaud, professora associada do Nuffield Department of Clinical Neurosciences da Universidade de Oxford, na Inglaterra, afirmou:
"Sabemos que uma constelação de regiões cerebrais se degenera mais cedo no envelhecimento e, nesse novo estudo, mostramos que essas partes específicas do cérebro são mais vulneráveis ao diabetes, à poluição do ar relacionada ao trânsito e ao álcool."
Os cientistas sugerem que algumas mudanças no estilo de vida podem ajudar a proteger o cérebro contra esses fatores de risco:
- Redução do consumo de álcool;
- Rotina saudável de dieta e exercícios para prevenir ou reverter o diabetes;
- Tentar evitar situações em que haja muita poluição do ar.
Conheça as influências que alimentam a degeneração
Em pesquisas anteriores, os cientistas identificaram um "ponto fraco" no cérebro, uma rede específica que se desenvolvem durante a adolescência e apresentam degeneração mais cedo. Essa rede cerebral é particularmente vulnerável à esquizofrenia e ao mal de Alzheimer.
Para o novo estudo, os cientistas examinaram os exames cerebrais de 40.000 adultos do Reino Unido com idades entre 44 e 82 anos para determinar como as regiões frágeis do cérebro eram afetadas por fatores genéticos e modificáveis.
Riscos para quem bebe mais de 14 unidades de álcool por semana
As pesquisas com imagens cerebrais mostraram que as pessoas que bebiam mais de 14 unidades de álcool por semana apresentavam uma perda de volume cerebral significativamente maior do que as que bebiam menos de sete unidades por semana.
Além disso, as pessoas com diabetes têm um risco até 73% maior de demência e um risco duas vezes maior de demência vascular do que os não diabéticos.
Por este motivo, alguns alimentos - desde o consumo de frutas em quantidades ideais - são considerados aliados como medidas para reduzir os efeitos no cérebro.
Como a poluição afeta a função cognitiva
O escapamento do trânsito é um perigo devido à queima de combustíveis fósseis, que gera dióxido de nitrogênio. Assim como no diabetes e álcool, esse poluente pode prejudicar o cérebro indiretamente por meio do aumento do risco de doenças cardiovasculares (conhecido fator de risco para a demência).
O poluente também pode entrar diretamente no cérebro, causando alterações como inflamação.
"Embora a poluição do ar não possa ser totalmente evitada, há medidas para reduzir sua exposição. Você pode limitar a exposição ao escapamento do carro fechando as saídas de ar e as janelas quando estiver no trânsito intenso", sugere a especialista.
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