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Para deixar o cérebro afiado: a dieta mediterrânea reduz o risco de Alzheimer, segundo estudo
Clarice MunizPor  Clarice Muniz  | Redatora

Sou jornalista e assessora de imprensa especializada em conteúdos de saúde e bem-estar. Adepta da comida de verdade, costumo preparar as minhas refeições diariamente, seguindo as recomendações de cuidados e saúde de especialistas. Sou fã de pimenta. Se você não curte comida picante, não se arrisque em tirar uma provinha da minha panela.

Muitos estudos indicam possíveis benefícios cognitivos ligados a uma alimentação adequada

Para deixar o cérebro afiado: a dieta mediterrânea reduz o risco de Alzheimer, segundo estudo

Estudo aponta como é possível prevenir ou retardar o Alzheimer com uma alimentação adequada e individualizada (Foto: Freepik)

A relação entre a dieta mediterrânea e a prevenção do Alzheimer vem sendo amplamente estudada, mas os resultados ainda são inconclusivos, embora pareçam animadores.

Enquanto muitos estudos indicam possíveis benefícios cognitivos ligados à alimentação, revisões de ensaios clínicos com suplementos isolados costumam mostrar poucos efeitos reais.

Diante dessas limitações, o grupo Nutrição para Prevenção da Demência propõe novas diretrizes para futuras pesquisas, com foco em padrões alimentares completos, uso de biomarcadores e estudos mais personalizados ou de grande escala.

Desta forma, as respostas podem gerar resultados mais aplicáveis à saúde pública. Entenda!

O poder da dieta mediterrânea para o cérebro

Os especialistas defendem que trabalhar com padrões alimentares completos, como a dieta mediterrânea, pode trazer benefícios mais significativos para o cérebro.

Isso porque esse tipo de dieta combina vários alimentos protetores, como folhas verdes, frutas vermelhas e azeite de oliva, capazes de atuar em conjunto para proteger a saúde cognitiva.

A chamada dieta MIND, por exemplo, une características da dieta mediterrânea e da DASH (voltada à redução da pressão alta), sendo apontada como uma das mais promissoras para proteger o cérebro.

Essa dieta está sendo estudada em grandes pesquisas internacionais. Os cientistas também destacam que a alimentação precisa ser avaliada considerando o momento da vida da pessoa.

Manter uma dieta saudável a partir da meia-idade (por volta dos 40 a 50 anos) pode trazer mais proteção contra o Alzheimer no futuro, já que fatores como obesidade, hipertensão e diabetes nessa fase são mais associados ao risco de demência do que quando surgem em idade mais avançada.

Unir genética e nutrição ajuda a prevenir ou retardar o Alzheimer

Os hábitos alimentares variam entre culturas, regiões e épocas do ano, por isso é fundamental que os estudos considerem essas diferenças para tornar as orientações mais eficazes e inclusivas.

Para populações pouco representadas, é necessário adaptar as ferramentas de avaliação da dieta. Avanços como os biomarcadores, obtidos por análises de sangue, urina e microbioma intestinal, têm ajudado a personalizar as recomendações nutricionais conforme o perfil genético e metabólico de cada pessoa.

A expectativa é que, ao unir genética e nutrição, seja possível prevenir ou retardar o Alzheimer por meio de uma alimentação adequada e individualizada. 

A microbiota intestinal pode impactar a saúde do cérebro

A alimentação influencia diretamente a microbiota intestinal, que por sua vez pode impactar a saúde do cérebro.

Certas bactérias presentes em dietas ricas em carne, por exemplo, produzem substâncias inflamatórias, enquanto dietas mais vegetais favorecem um perfil intestinal mais benéfico.

Esse equilíbrio pode até modificar os efeitos de dietas saudáveis, como a mediterrânea.

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