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ATENÇÃO se você come muito na rua: evite esses lugares e alimentos para não se arriscar com uma intoxicação alimentar

Especialista lista os itens e locais mais perigosos para desencadear uma intoxicação alimentar e aconselha evitar.

Intoxicação alimentar: especialista lista alimentos para evitar problemas (Foto Shutterstock).

Se você tem pavor de sofrer uma intoxicação alimentar grave em casa ou durante uma viagem, o que não é algo tão incomum, então precisa encarar as orientações de um especialista no assunto. Alguns alimentos e locais que você menos imagina oferecem um enorme perigo e podem atrapalhar um sonhado momento de lazer.

Para evitar correr riscos de contaminação - seja em casa, em restaurante ou viagem -, e fugir de um mal-estar que pode ser perigoso, nada como prestar atenção nos conselhos da microbiologista Primrose Freestone. Ela dá dicas importantes e revela os alimentos e lugares onde você nunca deve comer.

Quais são os perigos de uma intoxicação alimentar?

A intoxicação alimentar é um problema que atinge cerca de 600 milhões de pessoa por ano vítimas de contaminação por bactérias, vírus, parasitas ou substâncias químicas. E é importante ressaltar que cerca de 420 mil morrem por complicações causadas pela doença, conforme dados da OMS (Organização Mundial de Saúde).

Os sintomas costumam ser dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreias, febre, dor de cabeça e perda de apetite. Já nos casos mais graves, as características são a desidratação, o sangue na urina e a fraqueza.

Com essas informações alarmantes, um artigo publicado pelo site The Conversation, assinado pela microbiologista e professora de Microbiologia Clínica na Universidade de Leicester, na Inglaterra, trouxe alguns alimentos e situações considerados perigosos.

Intoxicação alimentar: lugares para evitar uma contaminação

O primeiro conselho da especialista é que se evite comer ao ar livre. Freestone explica que o risco de intoxicação alimentar é maior quando a comida é levada ao ar livre.

  • A microbiologista cita a falta de possibilidade de higienizar as mãos corretamente, uma vez que encontrar água corrente e sabão em áreas como parques ou praias não é muito fácil.

  • Os alimentos expostos ao ar livre tendem a atrair insetos como moscas, vespas e formigas, o que podem possibilitar a contaminação da comida por germes, como o E. coli, Salmonella e Listeria.

  • Fica difícil manter os alimentos perecíveis frios e cobertos, pois o número de germes pode duplicar se os alimentos aquecerem até 30°C por mais do que algumas horas.

  • No caso de churrascos, a carne deve estar bem cozida. Se a temperatura interna for inferior a 70º C, ela não deve ser consumida. Freestone sugeriu a utilização de um termômetro para carnes.

Outro lugar bastante arriscado é em buffet, e tanto faz se é num café da manhã de hotel, em refeições de restaurantes ou num simples coffee break de um evento.

  • Segundo a microbiologista, nos bufê os germes se espalham quando os clientes falam, espirram ou tossem perto dos alimentos.

  • Mesmo em ambientes fechados, é possível que haja a contaminação por insetos, como moscas ou vespas, ao se instalarem em alimentos descobertos.

  • Alimentos perecíveis se tornam impróprios para consumo em duas horas caso não sejam protegidos por uma cobertura ou refrigerados. E nem sempre é fácil garantir que essa regra seja seguida.

  • Em buffets quentes, como os de café da manhã em hotéis, a recomendação é evitar alimentos mornos, pois as bactérias responsáveis por intoxicação alimentar podem crescer muito rápido se os alimentos estiverem a menos de 60°C.

Alimentos com grande risco de intoxicação alimentar para evitar

Freestone alerta que mariscos crus, como ostras, são alimentos de grande risco e devem ser evitados. Segundo a especialista, pelo fato de as ostras serem filtradoras, elas podem concentrar germes, como Vibrio e norovírus, em seus tecidos.

Mas ela também ressalta que é possível contrair intoxicação alimentar com qualquer outro tipo de marisco cru, e isso incluem amêijoas, mexilhões, búzios, berbigões. A recomendação é optar por comer esses alimentos cozidos e no TudoGostoso você encontra 45 receitas com mariscos saborosas.

As saladas ensacadas podem conter germes intoxicantes alimentares, conforme apontado em estudo recente, como E. coli, Salmonella e Listeria. A microbiologista afirma que a maioria das saladas ensacadas higienizadas são seguras quando armazenadas refrigeradas, bem lavadas antes do consumo (você não leu errado) e consumidas o mais rápido possível após a compra.

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