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A indústria está adicionando proteína ao café, iogurte e até mesmo no pão: mas será que esses produtos são realmente benéficos para a saúde?
JoannaPor  Joanna  | Redatora

Quem a vê assumindo o papel de chef nas viagens com os amigos não imagina que a Joanna descobriu o seu talento com as panelas reproduzindo receitas do Instagram e TikTok. Tornou-se expert em receitas na prática e, agora, também é a grande responsável pelas sobremesas nos almoços em família

O mercado de alimentos proteicos está crescendo rapidamente e eles querem fazer você acreditar que quanto mais proteína melhor. 

A indústria está adicionando proteína ao café, iogurte e até mesmo no pão: mas será que esses produtos são realmente benéficos para a saúde?

Existe uma infinidade de produtos com suplemento de proteína, mas nem sempre eles são necessários. (créditos: Shutterstock)

Ninguém mais se surpreende quando vai ao supermercado e encontra um alimento comum com proteína extra. Do café ao pão, do iogurte ao cereal, a tendência de aumentar o teor proteico nos alimentos ganhou popularidade nos últimos anos e está atraindo muitos consumidores, não estamos falando apenas de quem segue um estilo de vida fitness

Mas a questão é: será que esses alimentos proteicos realmente trazem benefícios à saúde ou é apenas uma estratégia de marketing? De acordo com alguns especialistas, o entusiasmo por esses produtos pode ter ido longe demais. 

Para que serve os produtos com proteína adicionada 

Os produtos ricos em proteína têm como público alvo atletas ou pessoas que realizam treinos com foco em ganho de massa muscular. Nesses casos, alimentos fortificados podem ser uma opção conveniente para atender às necessidades diárias sem recorrer a suplementos em pó.

Entretanto, para a população em geral, o excesso de proteína não traz benefícios adicionais. Quem mantém uma dieta balanceada com fontes naturais de proteína, como carne, ovos, legumes e nozes, não precisa recorrer a produtos fortificados. Sem falar que muitos dos alimentos industrializados vendidos como proteicos não têm um valor nutricional tão alto. 

Em muitos alimentos processados, a proteína vem de isolados de soro de leite, soja ou ervilha, que, embora sejam fontes válidas, nem sempre contêm o mesmo perfil de aminoácidos essenciais dos alimentos integrais. Além disso, alguns produtos incluem aditivos e adoçantes que podem reduzir o valor nutricional do alimento.

Um exemplo são os shakes e iogurtes com proteína adicionada. Os consumidores os consomem acreditando que o produto é saudável por ser proteico, mas, na realidade, esses alimentos são ricos em conservantes, açúcar e outros ingredientes de baixo valor nutricional.

Outro ponto a ser avaliado é o impacto econômico. Os produtos fortificados geralmente têm preços significativamente mais altos do que suas versões regulares, o que pode levar os consumidores a pagar mais por um benefício que poderiam obter naturalmente em sua dieta. Um iogurte com proteína, por exemplo, pode custar o dobro de um iogurte normal, sem que a diferença nutricional justifique o preço.

Produtos proteicos não substituem alimentos naturais 

Embora a proteína seja um macronutriente importante para o ganho de massa muscular, melhoria do desempenho físico e controle do peso, sua eficácia depende da quantidade consumida e de sua combinação com outros nutrientes. Um café rico em proteínas, por exemplo, não é suficiente para substituir um café da manhã completo com ovos, frutas e grãos integrais.

De maneira geral, embora a incorporação de proteínas em produtos do dia a dia possa ser benéfica para alguns, para a maioria das pessoas não é uma necessidade real. Por isso, antes de escolher esses produtos, é importante revisar sua composição, avaliar se realmente agregam valor à sua alimentação e, claro, consultar um profissional para saber se o seu corpo precisa de um reforço proteico. Em muitos casos, uma dieta balanceada continua sendo a melhor estratégia para garantir uma ingestão adequada de proteínas.

Se você tem interesse em consumir suplementos de proteína em pó, não deixe de consultar um nutricionista/médico. A suplementação é uma boa maneira de aumentar a ingestão proteica, mas tudo precisa ser feito com acompanhamento de um profissional. 

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