"Superalimentos" ou superestimados? (Créditos: Shutterstock)
Você já deve ter ouvido o termo "superalimentos" ser usado para se referir a alimentos considerados extremamente benéficos para a saúde ou que supostamente podem prevenir doenças, como espinafre, o salmão ou o brócolis, por causa da altíssima quantidade de proteínas, vitaminas, antioxidantes e outros nutrientes essenciais presentes neles.
Em um momento em que cada vez mais pessoas se preocupam com sua saúde ou alimentação, porém, a ideia de "superalimentos" chama bastante atenção. Mas será que um "superalimento" vale o preço mais elevado no mercado? Ou será que é apenas "hype" e eles são superestimados? O TudoGostoso vai sanar suas dúvidas!
Como surgiram os "superalimentos"?
De acordo com o The Nutrition Source, um dos sites do Departamento de Nutrição da Universidade de Harvard, o termo "superalimentos" se popularizou a partir de uma campanha de marketing dedicada a vender bananas no início do século 20.
Na época da 1ª Guerra Mundial, médicos e especialistas americanos publicaram estudos sobre como as bananas poderiam aliviar os sintomas de doenças celíacas - ainda não haviam descoberto o glúten! - e diabetes. Isso alavancou as vendas da fruta nos Estados Unidos.
Levando isso em consideração, a companhia The United Food Company, que, até então, focava na praticidade das bananas, que eram baratas e poderiam ser incluídas em saladas ou no cereal, decidiu mudar sua estratégia de marketing.
A empresa incluiu os achados médicos em anúncios e brochuras, exaltando os benefícios da banana para a saúde, o que ajudou a consolidar o termo "superalimentos" no mercado. E é usado ainda hoje com propósitos semelhantes.
"Superalimentos" ou só superestimados?
Hoje, "superalimentos" são sinônimos de vendas enormes e parte de uma indústria bilionária. Inclusive, os consumidores estão dispostos a pagar mais por alimentos que eles consideram mais saudáveis e rótulos como "superalimentos" ajudam na hora de fazer sua decisão de compra. Afinal, uma alimentação saudável está muito associada à saúde, ao bem-estar e à longevidade, dentre outras coisas.
De acordo com a The Nutrition Source, site dedicado à produção e disseminação de conhecimento sobre nutrição da Universidade de Harvard, embora os "superalimentos" sejam mesmo nutritivos, o termo está mais ligado às vendas e marketing do que à saúde.
O foco não deveria ser um alimento específico, como ocorre quando se anuncia um "superalimento" novo, mas a busca por uma alimentação variada, nutritiva e que inspire as pessoas a entender o que deve entrar (ou não) no seu prato. Ao invés de ficar esperando pelo próximo "superalimento", é melhor montar um "super-prato".
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