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Por que produtos ultraprocessados são mais baratos que os saudáveis? Entenda a reforma tributária para implementar o imposto seletivo

TudoGostoso explica como a reforma tributária pode afetar o preços dos alimentos ultraprocessados e dos alimentos in natura

Entenda como a reforma tributária pode afetar o preço dos alimentos (Créditos: Shuttertock)

Os alimentos ultraprocessados estão se tornando cada vez mais comuns na alimentação-base dos brasileiros, o que está gerando preocupações em relação à saúde da população. Por isso, uma das propostas para a reforma tributária é fazer com que os alimentos ultraprocessados sejam taxados com Imposto Seletivo (IS), e o que os alimentos in natura tenham alíquota zero (sem taxação de imposto), em uma tentativa de incentivar a alimentação saudável. Ficou confuso? Calma, o TudoGostoso vai explicar tudo sobre a reforma tributária de produtos ultraprocessados abaixo. Confira!

O que são alimentos ultraprocessados?

Os alimentos ultraprocessados são produtos em que a fabricação passa por muitas etapas diferentes, incluindo a adição de diversos ingredientes que, em muitos casos, são apenas de uso industrial. Alguns dos exemplos são biscoitos, refrigerantes, macarrão instantâneo, pizzas industriais, cereais matinais, sorvetes, molhos e muito mais. Além disso, os alimentos ultraprocessados costumam ter uma enorme lista de ingredientes no rótulo, com mais de cinco itens, e possuem alto teor de açúcar, gordura e sal.

O que é o Imposto Seletivo?

O Imposto Seletivo (IS) é uma taxa tributária federal que pretende desestimular o consumo de bens e serviços que são prejudiciais à saúde humana ou ao meio ambiente. O exemplo que o governo tem dado da aplicação desse imposto é sobre cigarros e bebidas alcoólicas.

A reforma tributária que pretende impor o IS ainda está no estágio inicial. Porém, desde o final de 2023, existe uma pressão para que seja cobrado imposto seletivo em cima de alimentos ultraprocessados também.

Por que o imposto seletivo deve ser cobrado em cima de alimentos ultraprocessados?

Diversas organizações e personalidades famosas como Drauzio Varella, Bela Gil, Daniel Cady e Rita Lobo estão se manifestando a favor do aumento de tributos em cima de alimentos ultraprocessados com a justificativa de que eles são nocivos para a saúde.

Por que alimentos ultraprocessados são mais baratos?

O motivo para os alimentos ultraprocessados serem mais baratos é bem simples: como eles são produzidos em larga escala e, normalmente, por empresas multinacionais, os preços se tornaram cada vez mais acessíveis para competir com outras marcas que estejam lançando alimentos parecidos.

Por isso que a parte da população que mais consome alimentos ultraprocessados são as pessoas de baixa renda. Um exemplo simples é beber suco de caixinha em vez de suco natural, visto que o primeiro pode ser muito mais barato do que o segundo.

Como substituir os alimentos ultraprocessados?

Os alimentos ultraprocessados podem ser muito difíceis de substituir, principalmente para quem vive uma vida muito corrida. Afinal, eles precisam de mais preparação e um tempo maior na cozinha para que possam se tornar uma refeição.

De forma geral, o tema é “descasque mais, desembale menos”. Para que isso possa ser aplicado na prática, o melhor a se fazer é tirar um dia da semana para fazer as refeições da semana inteira, ou de 15 dias. Sendo assim, o ideal seria congelar a comida caseira. Dessa forma, você consegue mais nutrientes na sua alimentação e consome menos alimentos ultraprocessados.

Quais são os impactos do consumo de alimentos ultraprocessados?

Segundo um estudo de 2022 publicado pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade Estadual de São Paulo (Nupens-USP) em conjunto com a Fiocruz-RJ, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade de Santiago (no Chile), os alimentos ultraprocessados são os causadores de mais de 50 mil mortes por ano no Brasil. Esse número é com base nos dados de 2019, e ele é maior do que a quantidade de homicídios no mesmo período, que é de 45,5 mil.

A pesquisa ainda indica que a maior parte das mortes por consumo de alimentos ultraprocessados está entre as idades 50 e 69 anos, e a incidência é maior entre o sexo masculino. Os dados mostram também que se a população conseguir diminuir o consumo em 10%, cerca de 6 mil vidas podem ser salvas.

Já existem diversos estudos e pesquisas que comprovam que os alimentos ultraprocessados podem causar diversas doenças como diabetes tipo 2, ansiedade, infarto, AVC, dislipidemia e câncer.

Manter hábitos saudáveis com a prática de exercício físico, uma alimentação balanceada sem excessos são uma ótima forma de manter a saúde do corpo. Em caso de qualquer dúvida, não hesite em procurar um médico!

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