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O que significa comer quando está triste, entediado ou ansioso? Psicólogos explicam a complexidade de tudo isso
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

Esse "comer compulsivo" pode estar relacionado a sintomas de estresse e depressão

O que significa comer quando está triste, entediado ou ansioso? Psicólogos explicam a complexidade de tudo isso

Veja como evitar a compulsão alimentar que vem junto com as emoções (Crédito: Shutterstock)

Você já deve ter ouvido sobre certos tipos de compulsões alimentares e como muitas pessoas podem mudar seus hábitos alimentares em resposta a estados emocionais, como tristeza, tédio ou ansiedade. 

Comer em momentos de estresse emocional é conhecido como “alimentação emocional”, um comportamento que pode afetar a relação com a comida e a saúde mental. Segundo psicólogos, essa prática é uma resposta comum para lidar com emoções difíceis, mas pode gerar desconforto, culpa e até agravar questões como transtornos alimentares.

Por que comemos emocionalmente?

A alimentação emocional se refere ao ato de comer, geralmente em excesso, como resposta a emoções negativas. Ela pode ser desencadeada por sentimentos como tristeza, ansiedade e até frustração.

Segundo estudos, cerca de 20% das pessoas se envolvem regularmente com esse tipo de comportamento, com prevalência maior entre adolescentes e mulheres. 

Isso está ligado à necessidade de alívio rápido, e os alimentos consumidos frequentemente são ricos em gordura e açúcar, proporcionando conforto imediato, mas a longo prazo, podem resultar em sentimentos de culpa.

Psicólogos acreditam que as pessoas muitas vezes recorrem à comida porque ela oferece uma sensação de controle em momentos emocionalmente turbulentos, além de liberar dopamina, o que causa uma sensação temporária de prazer.

Estresse e suas influências nos hábitos alimentares

O estresse e as emoções intensas afetam diretamente nosso comportamento alimentar. O estresse, por exemplo, ativa a liberação de cortisol, um hormônio que pode aumentar o apetite, principalmente por alimentos ricos em calorias. 

Além disso, situações de estresse ou tristeza prolongada podem desencadear um ciclo de alimentação descontrolada e contribuir para o desenvolvimento de hábitos alimentares prejudiciais.

A depressão também desempenha um papel crucial na alimentação emocional. Estudos mostram que a vulnerabilidade à depressão, assim como a impulsividade e a dificuldade em regular emoções, aumentam as chances de comer emocionalmente.

Como lidar com a alimentação emocional?

Se você percebe que come mais ou menos em resposta a sentimentos como tristeza ou ansiedade, uma abordagem importante é desenvolver a consciência emocional e alimentar. Comece entendendo melhor suas emoções e diferenciando as sensações de fome física e fome emocional. 

Além disso, focar em uma alimentação intuitiva, ou seja, aprender a ouvir os sinais internos de fome e saciedade, pode ajudar a estabelecer uma relação mais saudável com a comida. Em vez de ver a alimentação como uma forma de enfrentamento, é importante aprender a apreciar o ato de comer como uma fonte de prazer e nutrição.

Caso os pensamentos e comportamentos em torno da alimentação emocional estejam impactando negativamente sua vida, pode ser hora de procurar ajuda de um profissional, já que a psicoterapia pode auxiliar no processo de desvendar as emoções que estão por trás desses padrões alimentares. 

Algumas abordagens terapêuticas, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), são eficazes no tratamento de questões relacionadas à alimentação emocional, ajudando a pessoa a identificar gatilhos e desenvolver formas mais saudáveis de enfrentar situações estressantes.

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