Saiba qual é o jeito certo de incluir a cúrcuma na rotina alimentar (Créditos: Shutterstock)
A cúrcuma virou presença constante na rotina de quem segue uma alimentação saudável, seja em receitas variadas ou até nos famosos shots matinais. Conhecida pelas propriedades anti-inflamatórias, ela ganhou fama como um ingrediente quase milagroso. Mas existe um detalhe importante que muita gente desconhece: consumir cúrcuma sozinha pode reduzir bastante seus efeitos positivos no organismo.
O verdadeiro problema da cúrcuma está na absorção
Segundo a tecnóloga em alimentos Irene Domínguez, o principal composto ativo da cúrcuma é a curcumina, substância associada à ação antioxidante e anti-inflamatória. O problema é que o corpo humano consegue absorvê-la muito pouco quando ela é consumida isoladamente e isso tem a ver com a sua baixa biodisponibilidade — termo usado para indicar o quanto uma substância realmente é aproveitada pelo organismo.
Na prática, a curcumina até é absorvida no intestino, mas acaba sendo metabolizada e eliminada muito rápido. Isso significa que apenas uma quantidade muito pequena da substância consegue circular pelo corpo e agir de forma efetiva. E é justamente aqui que entra a pimenta-do-reino.
Por que a pimenta-do-reino faz tanta diferença?
A pimenta-preta contém piperina, um composto natural que ajuda a bloquear enzimas responsáveis por degradar rapidamente a curcumina. Com isso, a substância permanece mais tempo no organismo e em concentrações maiores.
De acordo com Irene Domínguez, essa combinação aumenta significativamente a biodisponibilidade da curcumina, potencializando seus efeitos. E esse mecanismo é explicado pela própria química digestiva. Não à toa muitos especialistas defendem que cúrcuma e pimenta-do-reino funcionam melhor juntas do que separadas.
Quais benefícios essa combinação pode oferecer?
Entre os benefícios mais estudados da cúrcuma, que podem ser potencializados com a pimenta-do-reino, estão:
- proteção das células contra os radicais livres;
- auxílio na modulação da resposta inflamatória do organismo;
- apoio ao sistema imunológico;
- possível melhora de parâmetros metabólicos, como colesterol e triglicerídeos;
- contribuição para a sensibilidade à insulina;
- potencial apoio à memória, à função cerebral e ao humor.
Ainda assim, a cúrcuma não deve ser tratada como uma solução milagrosa. Ela pode complementar hábitos saudáveis, mas não substitui alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física e controle do estresse.
Como consumir cúrcuma da forma correta?
Para aumentar as chances de aproveitar melhor a curcumina, a recomendação é simples e envolve três cuidados principais. Primeiro, é importante consumi-la junto com a pimenta-do-reino para que sua absorção no organismo seja mais eficiente.
Em segundo lugar, vale misturar a cúrcuma com uma gordura saudável. Isso porque a curcumina é lipossolúvel, ou seja, precisa de gordura para ser absorvida adequadamente. Por isso, vale combiná-la com azeite de oliva, abacate, castanhas, sementes ou leite vegetal.
Outro ponto essencial é consumir a cúrcuma junto das refeições para favorecer ainda mais a absorção e reduzir desconfortos digestivos. Esses ajustes simples já podem fazer uma grande diferença no dia a dia.
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