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Esse adoçante comum para substituir o açúcar está associado a maior risco de AVC, segundo estudo
Stephany MarianoPor  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Pesquisadores apontam que o consumo desse adoçante pode afetar os vasos sanguíneos cerebrais

Esse adoçante comum para substituir o açúcar está associado a maior risco de AVC, segundo estudo

Veja o que os cientistas identificaram sobre esse adoçante comum (Créditos: Shutterstock)

Muitas pessoas utilizam adoçantes por questões de saúde e outras estão começando a optar por esse produto para reduzir o consumo de açúcar no dia a dia. No entanto, um estudo recente demonstrou que o eritritol, um adoçante muito comum, está associado ao risco de AVC (acidente vascular cerebral, também conhecido como derrame.

Esse adoçante é muito utilizado na fabricação de produtos “zero açúcar”, sendo um alerta para quem tem o hábito de consumi-los. Entenda o que os pesquisadores identificaram sobre o adoçante!

O que é o eritritol?

O eritritol é um adoçante natural, também conhecido como poliol, que tem uma aparência cristalina branca, visualmente semelhante ao açúcar comum. Ele está naturalmente presente em algumas plantas e frutas, como melão, uva e pera, mas também pode ser produzido por meio de processos industriais.

Amplamente utilizado na fabricação de alimentos com a rotulagem "zero açúcar", o eritritol é encontrado em produtos como barras de proteína, refrigerantes e sorvetes. Além disso, pode ser facilmente incorporado ao preparo de receitas caseiras, como bolos, sucos e sobremesas. Por ser isento de calorias e não provocar picos de insulina, o eritritol é especialmente popular entre pessoas que desejam perder peso ou controlar os níveis de açúcar no sangue.

O que o estudo diz sobre os efeitos deste adoçante?

O estudo da Universidade do Colorado, publicado no Journal of Applied Physiology, associou o eritritol ao risco maior de AVC. Os cientistas analisaram dados celulares de mais 4 mil pessoas dos Estados Unidos e Europa e identificaram que os indivíduos com níveis elevados de eritritol no sangue apresentaram um risco maior de doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral. 

A análise feita pelos pesquisadores indicou que o eritritol pode danificar as células cerebrais, fazendo com que as células produzam mais radicais livres, substâncias que inflamam os tecidos e danificam as células. As células com eritritol também apresentaram uma produção menor de uma substância responsável por dissolver coágulos no corpo, o que pode significar vasos mais contraídos, mais coágulos e menos defesa natural contra eles, o que explica a elevação do risco de AVC.

Embora ainda seja preciso realizar pesquisas mais aprofundadas para confirmar os efeitos, os cientistas recomendam conferir com atenção o rótulo dos produtos para evitar aqueles que possuem eritritol em sua composição, pois o consumo diário pode intensificar os impactos no organismo. “Nosso estudo reforça as evidências que sugerem que adoçantes não nutritivos, que geralmente são considerados seguros, podem não estar isentos de consequências negativas para a saúde”, afirma o autor do estudo, Christopher DeSouza.

É possível prevenir um AVC?

O estilo de vida saudável pode ajudar a reduzir o risco de AVC, como a prática de atividade física, o consumo de alimentos saudáveis e frescos como verduras, frutas, legumes e grãos integrais e um cuidado com a rotina de sono. Além disso, evitar o consumo excessivo de álcool, evitar o tabagismo e controlar a pressão arterial, o colesterol e a diabetes.

Qual foi a resposta da associação que representa a indústria dos adoçantes no Brasil?

A ABIAD (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres) fez um posicionamento por meio de nota, afirmando que apesar da repercussão sobre a ligação do eritritol com riscos para a saúde, trata-se de um adoçante utilizado em todo mundo e que “sua segurança é respaldada por órgãos de referência em saúde em todo o mundo, como o Comitê de Especialistas em Aditivos Alimentares da FAO/OMS (JECFA), a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e a FDA (EUA)”.

Além disso, a associação enfatiza que o consumo de eritritol é aprovado pela Anvisa e que as pesquisas divulgadas recentemente avaliam grupos de indivíduos específicos. Na nota, eles afirmam a importância de considerar novas evidências, mas que “estudos pontuais, mesmo quando conduzidos com metodologia adequada, não devem ser interpretados de forma isolada”.

A associação complementa: “A ABIAD reforça seu compromisso com a disseminação de informações baseadas em evidências científicas de qualidade, e permanece à disposição para contribuir com o debate sobre alimentação, saúde e segurança dos ingredientes autorizados no Brasil”.

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