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Segundo especialistas, esse adoçante comum em diversos produtos pode elevar o risco de AVC e afetar a saúde cerebral
Amanda LopesPor  Amanda Lopes  | Redatora

Fascinada por MasterChef, culinária nordestina, pratos empanados, receitas rápidas e drinks diferentes, Amanda não abre mão de um bom cafezinho acompanhado de água com gás após o almoço, mesmo nos dias quentes.

Um adoçante presente em muitos produtos do dia a dia pode causar risco para a saúde. Venha conferir!

Segundo especialistas, esse adoçante comum em diversos produtos pode elevar o risco de AVC e afetar a saúde cerebral

Devemos estar atentos aos produtos que consumimos. (Créditos: Shutterstock)

Presente em barras de proteína, bebidas energéticas e alimentos “sem açúcar”, o eritritol é há anos considerado uma alternativa segura ao açúcar. No entanto, pesquisas recentes levantam preocupações sobre possíveis impactos desse adoçante na saúde cardiovascular e cerebral. Estudos sugerem que, embora amplamente aprovado por agências reguladoras, seu consumo frequente pode estar associado a alterações importantes em mecanismos de proteção do organismo, especialmente aqueles ligados ao cérebro e aos vasos sanguíneos.

O que os estudos recentes apontam

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Colorado investigou os efeitos do eritritol em células da barreira hematoencefálica, estrutura responsável por proteger o cérebro contra substâncias nocivas, ao mesmo tempo em que permite a entrada de nutrientes essenciais.

Os cientistas observaram sinais de estresse oxidativo, processo caracterizado pelo aumento de radicais livres e pela redução das defesas antioxidantes naturais do corpo. Esse desequilíbrio prejudicou o funcionamento celular e, em alguns casos, levou à morte das células.

Outro achado relevante foi a interferência do eritritol na regulação do fluxo sanguíneo. Vasos saudáveis dependem do equilíbrio entre duas moléculas para estimular a contração. O estudo identificou redução na produção de óxido nítrico e aumento da endotelina-1, cenário que pode favorecer a constrição dos vasos sanguíneos. Esse tipo de alteração está associado ao risco de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, causado por coágulos que bloqueiam a circulação no cérebro.

O que isso significa para o consumidor?

Estudos observacionais de grande escala já haviam associado o consumo regular de eritritol a maiores taxas de eventos cardiovasculares, como infarto e derrame. Ainda assim, é importante destacar que os experimentos recentes foram realizados em células isoladas em laboratório. Isso significa que os resultados não reproduzem integralmente o funcionamento complexo do corpo humano, e pesquisas adicionais são necessárias.

O eritritol ocupa uma posição peculiar entre os adoçantes. Diferentemente de compostos artificiais como aspartame e sucralose, ele é um álcool de açúcar naturalmente produzido em pequenas quantidades pelo organismo. Essa característica contribuiu para sua aprovação por agências como a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar e a FDA dos Estados Unidos.

Sua popularidade também se deve ao perfil sensorial: ele oferece cerca de 80% da doçura do açúcar, sem o sabor residual intenso de outros substitutos, sendo amplamente utilizado em produtos “diet” e compatíveis com a dieta cetogênica.

Apesar disso, as novas evidências sugerem que a substituição do açúcar por alternativas consideradas mais seguras pode não ser isenta de riscos. Especialistas ressaltam a importância de moderação e de mais estudos para compreender os efeitos a longo prazo.

 

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