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Sou especialista em longevidade e garanto: "Uma dieta sem gordura e açúcar é tão ruim quanto colheradas de azeite de oliva"
Jéssica AntunesPor  Jéssica Antunes  | Redatora

Jornalista apaixonada pelo universo gastronômico. Aprendi a cozinhar de verdade (com panela de pressão e tudo) depois de sair da casa dos meus pais para estudar. Desde então, amo experimentar sabores, conhecer novas culinárias e me arriscar em receitas diferentes.

Entenda como manter o equilíbrio entre saúde mental e física

Sou especialista em longevidade e garanto: "Uma dieta sem gordura e açúcar é tão ruim quanto colheradas de azeite de oliva"

Açúcares e gorduras boas podem ser consumidores com moderação. (Foto: Shutterstock)

Comer de forma saudável é essencial para viver mais e melhor, mas há muitas armadilhas no caminho. Dietas extremas que eliminam por completo gorduras e açúcares, por exemplo, podem ser tão prejudiciais quanto exageros do tipo ingerir grandes quantidades de azeite de oliva. O equilíbrio continua sendo a chave quando falamos de longevidade.

Especialistas apontam que o foco não deve ser viver até os 120 anos, mas chegar aos 80 ou 90 com saúde física e mental preservadas. "Não vai adiantar chegar aos 120 com câncer ou Alzheimer", resume Salvador Macip, professor e pesquisador de biologia do envelhecimento.

O que realmente importa para viver mais e melhor

A longevidade não depende apenas de um único fator. É a soma entre genética e estilo de vida. Se não temos controle sobre nossos genes, podemos ao menos fazer boas escolhas no dia a dia para compensar:

Alimentação equilibrada

  • Evite extremos: cortar totalmente o açúcar ou as gorduras pode ser prejudicial.
  • Prefira as boas gorduras: azeite de oliva é ótimo, mas com moderação. Nada de colheradas.
  • Reduza o açúcar refinado e a gordura saturada, sem excluir alimentos nutritivos como frutas ou grãos.
  • Dieta mediterrânea, baseada em vegetais, gorduras boas e pouca carne vermelha, é a mais associada à longevidade.

Sono de qualidade

  • Dormir pouco ou mal afeta diretamente o cérebro.
  • A faxina cerebral acontece durante o sono — e ela não pode ser compensada depois.
  • Cada organismo precisa de um tempo diferente de descanso, que pode variar de 6 a 10 horas.

Atividade física regular

  • Exercício moderado e constante é mais benéfico que treinos intensos e pontuais.
  • A musculação é tão importante quanto o aeróbico: previne perda muscular e osteoporose.

Saúde mental e equilíbrio emocional

  • Reduzir o estresse é essencial.
  • Hobbies que envolvem repetição e foco, como costura, ajudam a relaxar e treinar o cérebro.
  • Ter boas conexões sociais contribui para uma vida mais longa — desde que não causem esgotamento.

O papel da ciência no futeuro da longevidade

Embora ainda não exista um tratamento comprovado capaz de reverter o envelhecimento, estudos com medicamentos senolíticos e marcadores como telômeros e relógios epigenéticos já mostram caminhos promissores. A ciência busca, sobretudo, maneiras de prevenir doenças ligadas ao avanço da idade — como Alzheimer, câncer e problemas cardíacos — em vez de apenas estender a quantidade de anos vividos.

No fim, o recado dos especialistas é claro: melhor do que perseguir milagres da juventude eterna é investir na saúde cotidiana. Comer bem, dormir direito, se exercitar com constância e manter uma vida social ativa ainda são as estratégias mais sólidas para envelhecer com qualidade.

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