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Nem tudo que reluz é ouro: como reconhecer um bom azeite de oliva
Isabela HenriquesPor  Isabela Henriques  | Redatora

Isabela é apaixonada por cozinhar (e comer) desde pequena. Durante as horas vagas, além de dar pitaco na comida alheia, gosta de ler livros de qualidade duvidosa, viajar e descobrir restaurantes pouco explorados do Rio de Janeiro.

Não gaste dinheiro à toa no mercado: saiba o que olhar no rótulo do azeite antes de comprar e escolha sempre o melhor produto pelo melhor preço

Nem tudo que reluz é ouro: como reconhecer um bom azeite de oliva

Azeite de oliva: como escolher um bom e não cair em cilada (Créditos: Canva)

Você já ficou parada na frente da prateleira do mercado sem saber qual azeite escolher? Uma fileira enorme de garrafinhas verdes, preços que variam bastante e você sem saber o que faz um ser melhor que o outro. Isso é muito mais comum do que parece, e a boa notícia é que dá para resolver com algumas informações simples.

Como escolher um bom azeite no mercado?

A verdade é que o mundo do azeite tem mais pegadinhas do que a gente imagina. Tem marca que cobra caro por um produto mediano, tem embalagem bonita que esconde uma mistura de óleos, e tem azeite baratinho que surpreende. Saber o que olhar no rótulo é o que separa uma boa compra de um dinheiro jogado fora.

A primeira coisa a ignorar é o preço do azeite

Preço alto não é sinônimo de qualidade quando o assunto é azeite. Antes de olhar o valor, leia o que está escrito na embalagem. Muitas marcas mais em conta entregam um produto tão bom quanto as famosas, e o contrário também acontece. Então, antes de colocar qualquer garrafa no carrinho, dê uma olhada no rótulo.

Azeite extravirgem é a melhor escolha

Na hora de escolher o tipo, vá de extravirgem sempre que puder. Esse é o azeite mais puro que existe, sem refinamento, e é o que preserva mais nutrientes. Serve para tudo: salada, pão, refogado, tempero. O ponto fraco é que costuma custar mais. Mas se o orçamento apertar, o azeite virgem é uma alternativa razoável, com qualidade um pouco menor porém ainda boa.

Já o azeite tipo único é o mais barato, mas também o de menor qualidade. Ele é uma mistura de azeite refinado com virgem ou extravirgem. Não é ruim para tudo, mas é importante saber o que você está comprando.

O número que você precisa conhecer: a acidez do azeite

Essa é a informação mais importante do rótulo e a que mais gente ignora. A acidez do azeite diz muito sobre a qualidade dele. Para ser extravirgem de verdade, a acidez precisa ser de até 0,8%. O virgem pode chegar a 2,0%. O tipo único fica em até 1%, mas lembre-se que ele é uma mistura.

Se você pegar uma garrafa escrito "extravirgem" e a acidez estiver acima de 0,8%, pode deixar no lugar. Não é o que promete ser.

Cuidado com as misturas

Tem bastante produto por aí que mistura azeite de oliva com outros óleos vegetais para baratear o custo de produção. Geralmente, esse tipo de produto vem em embalagem de plástico e tem preço bem baixo. Se o rótulo não disser claramente que é 100% azeite de oliva, desconfie.

Onde o azeite fica na prateleira importa

Esse é um detalhe que pouca gente sabe: o azeite não pode ter contato com luz e umidade, porque isso faz ele perder qualidade mais rápido. No mercado, os produtos que ficam na frente da prateleira ficam mais expostos à iluminação do ambiente. Por isso, prefira sempre os que estão lá no fundo.

Vidro escuro é o melhor sinal

Por último, olhe para a embalagem. O vidro escuro é o material ideal para guardar azeite, porque protege contra a oxidação e mantém os nutrientes por mais tempo. Embalagem transparente ou de plástico deixa o produto vulnerável à luz e pode comprometer a qualidade com o tempo.

Com essas dicas, a próxima ida ao mercado vai ser bem diferente. Menos tempo parada na dúvida e mais certeza de estar levando para casa um produto que vale cada centavo.

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