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Daniel Cady, nutricionista: "Será que pode aquecer o azeite de oliva? O problema é quando ele chega nesse ponto"
Adriana DouglasPor  Adriana Douglas

O azeite pode ser usado em todo tipo de preparo na cozinha, desde que um cuidado simples seja seguido ao aquecê-lo

Daniel Cady, nutricionista: "Será que pode aquecer o azeite de oliva? O problema é quando ele chega nesse ponto"

O azeite é um óleo saudável muito usado para cozinhar (Créditos: Shutterstock)

Que o azeite de oliva é um ingrediente bastante presente na cozinha, isso todo mundo já sabe. No entanto, mesmo sendo uma gordura considerada “do bem”, muita gente acaba cometendo um erro comum ao usá-lo em preparos quentes. E é justamente aí que mora o perigo. Afinal, será que é seguro mesmo aquecer o azeite? É o que vamos descobrir a seguir!

Pode ou não pode esquentar o azeite?

Existe uma crença popular de que qualquer tipo de aquecimento “estraga” o azeite automaticamente. Porém, a resposta para essa dúvida é mais simples (e menos alarmista) do que parece. Segundo o nutricionista Daniel Cady, o problema não é o azeite e, sim, o excesso de calor.

Em termos gerais, o azeite de oliva é uma gordura considerada estável, rica em antioxidantes e gorduras saudáveis. Isso significa que ele pode ser usado sem medo em refogados leves, preparações rápidas e até em receitas simples, como fazer pipoca para as crianças.

O ponto de atenção está na temperatura em que ele é usado. Quando o azeite é aquecido de forma moderada, ele mantém suas propriedades nutricionais e segue sendo uma ótima escolha para o dia a dia.

O verdadeiro problema começa quando o azeite atinge o ponto de fumaça, que é aquele momento em que ele começa a soltar fumaça visível na panela. É aí que ocorre a degradação da gordura. Quando isso acontece, o azeite perde parte dos seus benefícios nutricionais, tem seus antioxidantes destruídos e pode até formar compostos prejudiciais à saúde.

Por isso, o ideal é usar o azeite sempre em fogo baixo, mantendo a temperatura abaixo de 150 °C. Essa faixa é suficiente para cozinhar com segurança e preservar tudo o que o azeite tem de melhor.

Extravirgem é o mais indicado

Além do cuidado com a temperatura, também é importante saber que nem todo azeite é igual. O extravirgem é o mais recomendado, porque passa por menos processamento e mantém maior quantidade de compostos bioativos. Ele funciona muito bem tanto para finalizar pratos quanto para preparações mais rápidas no fogão.

Já para frituras longas ou temperaturas muito altas, o ideal é optar por gorduras mais resistentes ao calor intenso (qualquer outro óleo vegetal). Ou seja, o azeite pode ser aquecido e usado para cozinhar todo tipo de comida, mas nunca deve ser deixado até o ponto de fumegar.

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