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Já salva, anota ou printa e manda pra quem bebe vinho Reservado: o que você precisa saber sobre a bebida, segundo esse sommelier
Clarice MunizPor  Clarice Muniz  | Redatora

Sou jornalista e assessora de imprensa especializada em conteúdos de saúde e bem-estar. Adepta da comida de verdade, costumo preparar as minhas refeições diariamente, seguindo as recomendações de cuidados e saúde de especialistas. Sou fã de pimenta. Se você não curte comida picante, não se arrisque em tirar uma provinha da minha panela.

Especialista em vinhos explica um detalhe sobre o vinho Reservado que ninguém te conta

Já salva, anota ou printa e manda pra quem bebe vinho Reservado: o que você precisa saber sobre a bebida, segundo esse sommelier

Especialista em vinhos explica o que diferencia o vinho Reservado dos demais (Foto: Shutterstock)

Quando você tem vontade de tomar um bom vinho sem gastar muito dinheiro, uma ida ao supermercado pode ser a solução para esse problema.

Diante de uma variedade de rótulos nas prateleiras e preços variados, algumas opções econômicas enchem os olhos. Afinal, nem sempre os mais caros são os melhores.

E se está escrito "Reservado" no rótulo, muita gente já imagina que aquele vinho é especial. Será? Segundo o sommelier Fabiano Silva (@sommelier_fabianosilva), pode ser que seja a hora de repensar essa impressão.

O vinho reservado é um bom vinho? 

O nome é sedutor, mas a verdade é que "Reservado" não é um título oficial ou garantia de qualidade

Segundo o especialista, muitas vezes esse termo funciona apenas como uma estratégia de marketing para conquistar seu paladar e seu bolso.

O sommelier explica o que você realmente precisa saber antes de abrir a carteira para levar essa bebida para casa.

1. Não se deixe enganar pelo nome

Diferente de selos europeus como DOC ou Reserva, que seguem regras rigorosas, o termo Reservado não tem nenhuma exigência lega no Brasil ou no Chile, onde é muito usado.

Ou seja: o produtor pode colocar o título no rótulo sem precisar cumprir requisitos de estágio em barrica, seleção de uvas ou nível mínimo de qualidade.

2. A seleção é especial mesmo?

O nome sugere que o vinho foi feito com uvas de parcelas selecionadas ou vinhas mais antigas, mas a verdade é que a maioria não revela a porcentagem do blend nem a origem exata dos vinhedos.

O resultado é que você não tem como saber se está levando algo realmente diferenciado.

3. O mistério da barrica

Em vinhos de alta qualidade, o rótulo geralmente informa quanto tempo o vinho passou em barricas, se elas eram novas ou reutilizadas e o tipo de carvalho. E o que acontece no caso do Reservado?

Quase nunca há essas informações, o que dificulta avaliar se o carvalho realmente contribuiu para o sabor, aroma e textura.

4. Quer saber se vale? Compare!

Fabiano recomenda um teste simples: prove o Clássico e o Reservado da mesma vinícola lado a lado e observe a diferença entre eles:

  • Os taninos estão mais macios?
  • A cor é mais intensa?
  • Há aromas mais complexos, como baunilha ou notas defumadas?

Se a resposta for 'não', talvez você esteja apenas pagando mais pelo nome.

5. Como escolher melhor

O sommelier deixa um checklist para não cair na armadilha:

  1. Prefira rótulos com selo de origem (DOC, IGP) e informações claras sobre tempo em barrica;
  2. Consulte a ficha técnica do produtor, muitas vezes disponíveis no site;
  3. Veja se é lote único ou vem de parcelas específicas;
  4. Compare safras: um vinho verdadeiramente reservado deve evoluir bem com o tempo.

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