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Rio de Janeiro é o maior polo gastronômico do Brasil: tem boteco, comida de rua e restaurantes sofisticados. Veja onde comer!

A cidade do Rio de Janeiro tem opções de sobra de lugares para comer comida boa e que agradam qualquer paladar

Boteco, comida de rua ou restaurante renomado: escolha o seu estilo e encontre o lugar ideal para comer no Rio de Janeiro (Créditos: Alexandre Macieira/Riotur e Divulgação)

Não é segredo que a culinária brasileira é maravilhosa e, dentre tantas cidades com comida deliciosa, o Rio de Janeiro se destaca como o maior polo gastronômico do Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). O equilíbrio entre a quantidade e a qualidade de estabelecimentos que vão da comida de rua aos restaurantes premiados rendeu o título para a cidade. O Rio de Janeiro também sedia festivais culinários dos dois lados da balança, como a Feira Nacional do Podrão e o Rio Gastronomia. Descubra no TudoGostoso opções deliciosas de onde comer no Rio de Janeiro para todos os gostos e bolsos.

Bares e botecos no Rio de Janeiro com petiscos para happy hour, rodas de samba e dias de jogo

Confira bares, botecos e botequins para reunir os amigos no Rio de Janeiro.

Bode Cheiroso

Quem vai assistir um jogo de futebol no Maracanã pode dar um pulinho no Bode Cheiroso, tradicional boteco que fica na rua atrás do estádio. Simples e com comida bem saborosa desde 1945, o Bode Cheiroso é veterano do concurso Comida Di Boteco e chegou a entrar no top 5 na edição de 2015. Em 2023, ainda levaram os petiscos que são conhecidos para o Jockey Club Brasileiro no Rio Gastronomia. No Bode Cheiroso não pode deixar de pedir o famoso torresmo, carinhosamente chamado de “barrinha de cereais” pelo seu formato. O Bar do Bode Cheiroso fica na Rua General Canabarro, 218, no Maracanã, Zona Norte do Rio, e funciona de terça a domingo, do almoço até o jantar.

Bar Velho Adonis

Quem gosta de um boteco bem raíz com boa bebida e petiscos para reunir a galera precisa ir ao Bar Velho Adonis. Em funcionamento em Benfica desde 1952, o bar foi tombado como Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro e tem algumas das melhores comidas de boteco da cidade. O Velho Adonis recebeu o título de melhor chope em 2009, melhor bolinho de bacalhau em 2010 e ainda foi eleito o melhor “pé sujo” da cidade no Prêmio Rio Show de Gastronomia. E nem só de petiscos vive o bar. O cardápio ainda tem pratos deliciosos com frutos do mar, como paella, moqueca de bacalhau e mexilhões na manteiga de scargot. O Bar Velho Adonis fica na Rua São Luiz Gonzaga, 2.156 Loja A, em Benfica, Zona Norte do Rio de Janeiro, e funciona de terça a domingo das 10h da manhã até de noite.

O Bar do Adonis manteve a simplicidade e o sabor nas décadas de funcionamento (Créditos: Alexandre Macieira/Riotur)

Bar da Portuguesa

O Bar da Portuguesa ganhou popularidade por causa do seu cliente fiel mais célebre. Não demorou muito tempo depois da inauguração do bar em 1968 para Pixinguinha criar o hábito de passar as manhãs no Bar da Portuguesa para uma cerveja preta acompanhada de tremoço. O costume marcou tanto o lugar que ganhou uma mesa fixa eterna: um monumento de Pixinguinha sentado em uma mesa na calçada em frente ao bar. Até hoje o Bar da Portuguesa mantém a fama da bebida bem gelada e cardápio de comida boa e barata que une a gastronomia portuguesa com a brasileira, do bolinho de bacalhau ao mocotó. O bar ainda chegou ao top 5 do Comida Di Boteco duas vezes, em 2014 e 2015, e virou Patrimônio Cultural da cidade. O endereço do Bar da Portuguesa é Rua Custódio Nunes, 155, em Ramos, Zona Norte. Hoje em dia ele funciona de terça a sexta das 17h às 23h e aos sábados e domingos de 11h às 17h. Segunda não abre.

Baródromo

Bar e sambódromo ao mesmo tempo, o Baródromo é o bar perfeito para quem gostaria que o carnaval durasse o ano inteiro. A decoração do bar tem pinturas e fotos da apoteose, camisas de carnavais passados de várias Escolas de Samba e até alguns adereços e fantasias. O cardápio de drinks, petiscos e pratos de almoço faz referências a sambas-enredos e termos do carnaval, como a Velha Guarda, um prato feito com arroz, feijão, farofa e batata-frita e a Feijoada Nota Dez, bem clássica já que não tem como deixar de lado a feijoada de Carnaval. O Baródromo funciona de terça a domingo. Nos dias de semana é apenas pela noite, das 17h até 00h ou 1h da manhã. Nos finais de semana o samba começa ao meio dia e vai até tarde da noite. De quinta a domingo sempre tem um samba para agitar a noite carioca. O Baródromo fica na Rua Dona Zulmira, 41, Maracanã, Zona Norte do Rio.

No Baródromo dá para pular carnaval e comer feijoada o ano inteiro (Créditos: Alexandre Macieira/Riotur)

Botequim do Jóia

O Botequim do Jóia, ou Bar do Jóia, é um centenário no cenário carioca. De família, em 1909, João Nunes fundou o estabelecimento chamado de Café e Bar Rio Paiva. Nos anos 50, seu filho Joaquim, conhecido como Seu Jóia, assumiu a gerência e, eventualmente, mudou de nome para Bar do Jóia. Em 1982, Dona Alayde, viúva de Seu Jóia, passou a comandar o Botequim do Jóia. Uma verdadeira joia no centro do Rio, esse botequim tombado como Patrimônio Cultural Carioca tem comida bem caseira, com paio no feijão, frango com quiabo, bife a rolê, frango e carne assada e feijoada. O Botequim do Jóia tem suas rodas de samba, em especial o Samba do Aposentado. O bar funciona de segunda à sexta, de 12h às 15h30 na Rua Júlia Lopes de Almeida, 26, Centro do Rio de Janeiro

Armazém Senado

Com cara de que parou no tempo, o Armazém Senado é um pedaço de história do Rio de Janeiro. Fundado em 1907, as prateleiras altas que hoje guardam majoritariamente garrafas de bebida já tiveram de tudo e hoje é considerado um bar centenário e reduto do samba que também é Patrimônio Cultural Carioca. O balcão original ainda serve para fazer pedidos de bebidas e petiscos simples como frios, salgadinhos e as famosas empadas da casa. O Armazém Senado funciona de segunda a sábado desde as 8h da manhã até de noite às 21h. Aos sábados é quando a casa fica mais agitada com rodas de samba ou jazz alternadas. O Armazém Senado fica no centro do Rio, na esquina entre a Avenida Gomes Freire, 256, e a Rua do Senado, 60, que dá nome ao estabelecimento.

A Armazém Senado mantém as prateleiras e o balcão originais do estabelecimento centenário (Créditos: Alexandre Macieira/Riotur)

Barracas de comida de rua no Rio de Janeiro com lanches práticos e saborosos

Bateu fome no meio do passeio? Fique de olho nessas barracas de comida de rua bem cariocas.

Spobreto

Com tanta comida de rua no Rio de Janeiro pode ser difícil se destacar. Nessas horas o segredo, além de boa comida, é um bom nome. O Spobreto, barraca de macarrão na chapa que o cliente escolhe os ingredientes, veio da mistura de um famoso restaurante de massas, Spoleto, em uma versão de “pobre”, como o dono do negócio, Leandro da Cruz Lopes, diz. A barraca não tem tantas opções quanto o original e Leandro cuida de tudo sozinho, mas a criatividade e o sabor da comida ganharam clientes fiéis. O Spobreto surgiu e viralizou pouco antes da pandemia de COVID-19, em março de 2020, mas superou as dificuldades e até hoje está servindo na Avenida Presidente Vargas em frente a Faculdade Estácio de Sá no Centro, de 12h até a comida acabar.

Batata de Marechal

A chamada “Batata de Marechal” já é um ícone da comida de rua carioca e virou Patrimônio Cultural do Estado do Rio de Janeiro em 2022. O empreendimento de Ademar de Barros Moreira começou há mais de 30 anos e já impressionou até o Snoop Dogg. O carro-chefe da barraca do “Seu Ademar” é batata-frita em porções generosas servidas em quentinhas de alumínio e sacolas plásticas e que ainda podem incluir complementos como bacon, frango frito e calabresa, com ketchup e outros molhos à vontade. O preço do lanche vai entre 15 reais e 45 reais e pode chegar a pesar 3 kg. A generosidade da porção transformou a Batata de Marechal em um “point” para ir com os amigos à noite, já que a barraca funciona das 17h até depois da meia noite. Em bons dias, Seu Ademar chega a vender uma tonelada de batata por dia. A Batata de Marechal original tem ponto fixo na Rua João Vicente, 1543, em Marechal Hermes, Zona Norte do Rio.

Barraca da Fátima

Comida de rua no Rio de Janeiro também pode ser bebida de rua. A Barraca da Fátima é conhecida por ter uma das melhores caipirinhas da Lapa – o que é um grande feito na região! A barraca vende caipirinha, caipifruta e drinks com e sem álcool diversos. O preço depende do tamanho do copo que pode custar entre cerca de 5 a 10 reais. Se preferir, dá para comprar logo o litrão da bebida em uma garrafa. A Barraca da Fátima fica na Rua Joaquim Silva, 135, Lapa e foi feita para os festeiros: ela abre de quinta a domingo das 18h às 04h da manhã.

Quiosque Mureta do Leme

Qualquer ida a uma praia no Rio de Janeiro passa por um quiosque de praia com drinks refrescantes e petiscos para curtir na praia. Um dos mais famosos da cidade é o Mureta do Leme, que fica no calçadão do Caminho dos Pescadores no final da praia do Leme, ao lado do Forte Duque de Caxias. É o lugar ideal para tomar um café da manhã ou comer na saída da praia com uma das vistas mais bonitas da cidade. O cardápio vai desde o café com pão na chapa até o almoço executivo com peixe grelhado ou costela suína e, é claro, os lanches de praia clássicos como pastel, camarão empanado e lula a doré. Não deixe de pedir um dos drinks da casa com nomes de praias do Rio de Janeiro. O quiosque abre todos os dias em torno das 9h e fica até depois da meia noite.

Acarajé di Dó

No Rio de Janeiro dá para ter uma palhinha da comida baiana com as barracas de acarajé pela cidade. Uma delas é o Acarajé di Dó, comandando por um baiano legítimo desde 2015. Completo e tradicional, o acarajé é recheado com vatapá e caruru como a receita pede. A barraca ainda vende abará com camarão e bolo de banana. Os preços variam entre 20 e 40 reais. A barraca do Acarajé di Dó fica no Largo Paula Cândido, 14, Glória, Zona Sul do Rio, de terça a sábado de 17h30 às 22h. Como é uma barraca móvel, em dias de chuva pode não funcionar.

Cachorro-Quente do Oliveira

Quem gosta de um bom cachorro-quente de rua completão e está no Rio de Janeiro precisa provar o lanche da barraca do Cachorro-Quente do Oliveira. Há décadas o quiosque funciona no Humaitá nas noites cariocas servindo cachorro-quente na combinação preferida do freguês, seja com queijo derretido, batata-palha, milho, frango desfiado, cebola caramelizada, rúcula, ketchup, molho rosé, barbecue, manga com curry ou o que preferir. Tudo a um preço acessível, com o lanche mais tradicional saindo em torno de 10 reais. A barraca do Cachorro-Quente do Oliveira fica na Rua Humaitá, em frente ao número 210, na Zona Sul do Rio. Ele fica aberto todos os dias das 18h até o último cliente, normalmente indo até 4h da manhã de domingo a quinta e até o nascer do sol às sextas e sábados.

O Cachorro-Quente do Oliveira tem todos os acompanhamentos típicos que o lanche tem no Rio de Janeiro (Créditos: Instagram Cachorro-Quente do Oliveira)

Restaurantes sofisticados no Rio de Janeiro para momentos especiais

Para celebrar datas festivas ou uma ocasião especial, experimente a alta gastronomia desses restaurantes cariocas.

Lasai

O Restaurante Lasai foi eleito o 58º melhor do mundo, o 20º melhor da América Latina, o 2º melhor do Brasil pela revista EXAME e ainda tem uma estrela Michelin. Essas são apenas algumas credenciais que o Lasai acumulou ao longo dos anos. No Rio Gastronomia 2023, o chef Rafa Costa e Silva deu uma aula sobre o famoso menu degustação do seu restaurante de gastronomia contemporânea e ainda foi eleito o melhor chef do evento. Os pratos feitos com técnicas modernas de cozinha são quase obras de arte e misturam sabores de rabanete com melancia ou chuchu e vieira. Os vegetais servidos vem das duas hortas do Lasai que ficam em Itanhangá e no Vale das Videiras e alteram o cardápio do restaurante. O restaurante Lasai, que fica no Largo dos Leões 35, Humaitá, funciona apenas com o menu degustação em horas marcadas: às 20h de terça a sexta e às 19h e 22h aos sábados.

Giuseppe

O restaurante Giuseppe começou como um restaurante de comida italiana no centro do Rio de Janeiro nos anos 90. Três décadas depois, o Giuseppe passou a ser conhecido pela rede de estabelecimentos de luxo espalhados pela cidade, como o Giuseppe Grill, no Leblon, eleito 12 vezes a Melhor Carne do Rio e também vencedor do prêmio melhor carne no Rio Show de Gastronomia, o Giuseppe Mar, no Village Mall na Barra da Tijuca, especializado em frutas do mar e o Giuseppe Square, no Barra Shopping, que junta todos os restaurantes da rede. Ou seja, tem um restaurante para cada gosto, um mais delicioso do que o outro. O restaurante Giuseppe na Rua Sete de Setembro, 65, no Centro, serve tanto massas quanto carnes de segunda a sexta de 11h30 às 17h.

O Giuseppe é um restaurante com raízes italianas mas que se destaca pelos pratos de carne e de frutos do mar (Créditos: Alexandre Macieira/Riotur)

Mee

Para uma refeição refinada, basta buscar nos restaurantes tradicionais do Rio de Janeiro. O restaurante Mee, por exemplo, fica no luxuoso Copacabana Palace que em 2023 completou 100 anos. Dentro do verdadeiro pólo gastronômico do hotel, o Mee é responsável pela premiada cozinha pan-asiática de Alberto Morisawa que não só foi o melhor asiático do Rio Show de Gastronomia como também tem uma estrela Michelin. O cardápio tem pratos desde a comida tailandesa como Som Tam, até os sushis e wagyus japoneses ou então uma mistura de culinárias globais como o kimchi tartare. Para quem confia no chefe, o menu Omakase do bar de sushi tem de 16 a 19 pratos montados pelo chefe com liberdade. Em vez das clássicas cartas de vinho, o Mee tem uma carta de sakês. O Mee fica no Copacabana Palace na Avenida Atlântica, 1702, aberto de terça a domingo de 19h às 00h.

Oro

Brasileiro e moderno, o restaurante Oro, do chef Felipe Bronze, tem um cardápio de ouro com as suas duas estrelas Michelin. Os pratos usam ingredientes e receitas tão brasileiras quanto o pão de queijo e o arroz, transformados e servidos de uma forma nova com técnicas modernas. Para completar, a parceria com a sommelière Cecilia Aldaz traz a indicação ideal de bebidas para cada prato, elevando a experiência de comer no Oro. Como é comum em restaurantes da alta gastronomia, o menu é limitado, mas o cliente pode escolher entre uma seleção de pratos para montar o seu menu degustação com entrada, pratos principais e sobremesa. O Oro fica na Rua General San Martin, 889, Leblon, Zona Sul do Rio, com funcionamento de terça a sábado das 19h às 23h. Aos sábados ainda abre para o almoço de 13h às 15h.

Oteque

Um dos melhores e mais refinados restaurantes do Rio de Janeiro fica escondido na cidade. Quem vai à Rua Conde de Irajá, 581, em Botafogo, Zona Sul do Rio, nem acredita que no endereço que mais parece uma casa cinza e sem graça fica um restaurante que tem duas estrelas Michelin e está entre os 6 brasileiros na lista de melhores restaurantes do mundo. Por dentro, o restaurante contemporâneo do chef paranaense Alberto Landgraf tem paredes de tijolo e cozinha integrada ao salão. Com um menu degustação servido de terça a sábado às 19h e 23h30, dá para ver a sua comida sendo preparada na hora e com todo o frescor, já que frutos do mar vêm do próprio aquário local. O teto minimalista e elegante funciona como isolamento acústico para minimizar o som de conversas enquanto os chefs cozinham.

Chez Claude

O chef Claude Troigros é famoso pela sua comida tanto na TV quanto ao vivo nos restaurantes que criou no Rio de Janeiro e em São Paulo e em eventos como sua aula de carbonara no Rio Gastronomia 2023. Na cidade maravilhosa, o Chez Claude tem entretenimento por si só com o espaço do salão dividido entre as mesas e a cozinha, separada apenas por uma parede de vidro. Você pode ver a comida sendo preparada na sua frente e chega na mesa ainda na panela, ideal para cada um servir o seu. A indicação do restaurante inclusive é pedir os pratos para dividir, assim cada um pode provar um pouco da cozinha do chef Claude que tem um gostinho de França, Itália, Brasil e várias culinárias pelo mundo. O Chez Claude funciona na Rua Conde de Bernadotte, 26, Leblon, de segunda a sábado de 18h30 à meia noite e domingo de meio dia às 16h.

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