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Café pode alterar o colesterol? Descubra os tipos que podem fazer mal para o seu coração e por que evitá-los
Clarice MunizPor  Clarice Muniz  | Redatora

Sou jornalista e assessora de imprensa especializada em conteúdos de saúde e bem-estar. Adepta da comida de verdade, costumo preparar as minhas refeições diariamente, seguindo as recomendações de cuidados e saúde de especialistas. Sou fã de pimenta. Se você não curte comida picante, não se arrisque em tirar uma provinha da minha panela.

Pesquisa aponta que certos tipos de café podem elevar o colesterol; veja a forma mais segura de consumo para proteger o coração

Café pode alterar o colesterol? Descubra os tipos que podem fazer mal para o seu coração e por que evitá-los

Um tipo de café pode afetar o coração sem você saber (Fotos: banco de imagens Canva)

 

O café coado ou preparado na cafeteira elétrica ainda é o mais tradicional no Brasil. Mas, se você é do tipo que consome várias xícaras ao longo do dia e costuma recorrer aos cafés preparados em máquinas, é bom ficar atento e controlar esse hábito.

Isso porque um estudo recente mostrou que o café não filtrado - o de máquina - pode aumentar o colesterol, indo na contramão de todos os benefícios que pesquisas e especialistas apontam sobre a bebida.

O café é conhecido pela alta concentração de antioxidantes e por melhorar o foco, além de reduzir o risco de doenças neurodegenerativas - como Alzheimer e Parkinson -, graças à presença da cafeína. A bebida também ajuda na prevenção do diabetes tipo 2.

Desta forma, não há dúvidas de que o café é uma bebida saudável, desde que consumida em doses moderadas.

O tipo de café que aumenta o colesterol

De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Upsália, na Suécia, um tipo de café aumenta o colesterol LDL (o "ruim") e reduz o HDL (o "bom").

Os pesquisadores envolvidos no trabalho perceberam que o café não filtrado, como é o caso do café grego, do turco e do café preparado na prensa francesa, podem ser prejudiciais à saúde.

Isso acontece devido à presença do cafestol e o kahweol, dois compostos naturais que pertencem ao grupo dos diterpenos. Essas substâncias podem afetar o perfil lipídico do sangue de forma negativa.

Esse tipo de café é mais seguro para consumo

O estudo liderado por David Iggman analisou 14 máquinas de café em ambientes de trabalho e comparou a presença de diterpenos em diferentes métodos de preparo, como filtrado com papel, Chemex, espresso e máquinas automáticas. 

Cafés filtrados e os preparados por extração úmida apresentaram os menores níveis de diterpenos, sendo mais seguros para o controle do colesterol.

Já métodos sem filtragem de papel, como prensa francesa ou café fervido, tiveram os maiores índices da substância.

"Ainda não sabemos com exatidão o quanto esses compostos afetam os lipídios no sangue, pois tudo depende da quantidade consumida diariamente", ressalta Iggman.

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