Esse é um detalhe que poucas pessoas sabem sobre o caju (Créditos: Freepik)
Nas prateleiras dos supermercados é possível encontrar uma variedade impressionante de nozes, amêndoas e avelãs. A famosa castanha de caju é uma das opções disponíveis, sendo apreciada pelo sabor marcante e levemente adocicado, além de ser reconhecida pelo seu valor nutricional.
No entanto, há uma informação sobre o caju que pode te surpreender: não se trata de uma fruta dentro de uma casca, na verdade, não comemos o fruto em si dessa árvore. De certa forma, o que chamamos de castanha de caju é a semente da árvore, e dentro dessa semente está o miolo comestível, aquele pequeno "rim" cremoso.
A questão é que a castanha de caju nos engana desde o início, porque o que a maioria de nós entende como "fruto" dessa árvore não é o fruto em si, mas um pseudofruto: o famoso caju.
Por que o caju é um pseudofruto?
A parte macia, que pode ser amarela, laranja ou até mesmo avermelhada, é o pedúnculo engrossado, uma parte carnuda, suculenta e muito aromática. Essa parte é conhecida como a “maçã do caju” e, embora possa ser utilizada no preparo de sucos, geleias e licores, ela tem um sabor adstringente (devido aos taninos), gerando aquela sensação de secura.
Pendurado na ponta do que acreditamos ser a fruta, está algo que parece uma noz em forma de rim. É esta parte que é a fruta de verdade. Em outras palavras: o todo consiste na carne do caju (pseudofruto) + a castanha de caju externa (fruto verdadeiro) e, dentro disso, a amêndoa, que é o que comemos.
Para complicar ainda mais as coisas, o fruto verdadeiro parece estar "por fora" e a parte carnosa se parece com o fruto, quando na verdade é o contrário. Além disso, a parte tóxica não é a semente em si, mas a casca e sua resina. Entre as camadas da casca existe um óleo irritante, o famoso "líquido da casca do caju", com compostos cáusticos que podem causar queimaduras e inflamações.
Por isso, as castanhas de caju não são consumidas logo após a colheita: elas são torradas ou cozidas no vapor para neutralizar essa substância, a casca é cuidadosamente quebrada e então a semente está pronta, às vezes ainda com sua fina membrana, que também é removida ou mantida dependendo do processo.
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