Mariuccia prepara suas refeições com ingredientes naturais da sua própria horta. (créditos: Facebook por Maria Carla Rivano )
Chegar aos 80, 90 ou até aos 100 anos é uma conquista, mas mais importante do que a idade em si é como vivemos até lá, com saúde, autonomia e bem-estar. A combinação de uma alimentação equilibrada com a prática regular de exercícios é, sem dúvida, uma fórmula vencedora para alcançar essa longevidade saudável.
Existem muitos casos reais de pessoas que, mesmo quase centenárias, mantêm uma saúde invejável, daquelas que até pessoas bem mais jovens gostariam de ter. A italiana Maria Carla Rivano é um ótimo exemplo.
Maria, conhecida por todos como Mariuccia, completará 99 anos no dia 20 de novembro. Ela mora em Roma, mas é natural da província de Gênova. E, como faz todos os anos, já reservou suas férias de verão na Sardenha, para onde costuma viajar para praticar um dos seus esportes favoritos: o windsurf.
O truque de Mariuccia para chegar quase aos 100 em ótima forma
Mariuccia tem um hábito curioso que, segundo ela, faz toda a diferença: não comer nada antes das 11 da manhã. Para começar o dia, diz que precisa apenas de meio litro de água em temperatura ambiente, que bebe devagar. "Não tomo tudo de uma vez, deixo um pouco na garrafa. Depois, adiciono um suplemento de potássio e magnésio, que ajudam nos ossos e na pressão arterial, é claro", contou ao Corriere della Sera.
Enquanto bebe essa água com suplementos, ela lê ou escuta as notícias. “Isso mantém minha mente ocupada”, explica.
O café da manhã mesmo vem um pouco depois e é preparado pelo marido, Mauro. Suco de kiwi ou laranja e uma infusão de erva-doce, que ajuda na digestão e no bem-estar do estômago.
Na hora das refeições, Mariuccia observa com certo saudosismo. “As coisas não têm o mesmo gosto de antigamente. Nem batata frita tem gosto de batata frita. Sabe por quê? Porque são congeladas”, explicou ao jornal italiano Corriere della Sera.
Por isso, ela mantém frutas e verduras frescas em sua própria horta, seguindo fielmente a filosofia do “da planta para a mesa”. Costuma comer um pouco de tudo, mas dá preferência a alimentos de origem vegetal. E faz até geleia caseira, sem conservantes, claro.
Seu marido que costuma preparar o almoço, quase sempre com saladas. A especialidade dele são cenouras gratinadas com tomate e aipo.
Mariuccia também aprecia combinações simples e saborosas, como pão torrado com muçarela de búfala, queijo feta e azeitonas.
À noite, o jantar continua leve, baseado em vegetais cozidos, como cenoura, batata e abobrinha. Ainda assim, ela não se priva de um agrado quando sente vontade:
“Se eu quiser comer um bife, como. Aliás, tenho que admitir que é isso que vou jantar hoje à noite.”
O esporte é parte essencial da vida de Mariuccia
A atividade física sempre foi parte fundamental da rotina de Mariuccia, desde muito jovem. Ela começou a nadar ainda na época da ditadura de Mussolini, já que nasceu em 1926. Depois da natação, vieram o tênis e o windsurf. E ela nunca mais parou. Nem mesmo após se tornar mãe.
“Eu não queria ser dona de casa. Pelo contrário, sempre tentei reservar um tempo para mim. Basquete, tênis, caminhada e corrida. Uma maneira de me sentir bem comigo mesma e, consequentemente, com os outros. O poder da atividade física.”
Aos 80 anos, depois de ficar viúva do primeiro marido, ela decidiu aprender golfe. E aos 90, começou a tocar piano:
“Sabe, quando a gente fica viúva, os dias parecem intermináveis. A primavera em Sestri Levante parecia eterna, então procurei distrações. Comprei um piano de segunda mão para os meus seis netos e acabei me envolvendo.”
Foi nesse renascimento pessoal, após a viuvez, que surgiu Mauro, seu atual companheiro. Trinta anos mais jovem, Mauro é engenheiro eletrônico e, segundo ela, o completo oposto de Mariuccia. Enquanto ela gosta de acordar cedo e manter uma rotina, ele prefere começar o dia com mais calma:
“Preciso do meu tempo. Não tenho vontade de comer assim que acordo.”
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