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Uma especialista revela o que acontece se você comer proteína demais
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

A proteína é essencial para o corpo humano, mas seu excesso não traz vantagens 

Uma especialista revela o que acontece se você comer proteína demais

Saber escolher a fonte e respeitar a quantidade adequada faz toda a diferença (Crédito: Shutterstock)

A proteína ocupa lugar central nas discussões sobre saúde e nutrição. Não é à toa: ela é essencial para a formação de músculos, ossos, hormônios e enzimas.

Nas redes sociais e nas embalagens de muitos produtos, o estímulo ao consumo proteico só cresce. Mas será que mais proteína significa mais saúde?

De acordo com a professora Margaret Murray, especialista em nutrição da Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, a resposta é não!

Quanto de proteína precisamos?

As diretrizes internacionais recomendam que 15% a 25% da energia diária venha da proteína. Em termos práticos, isso corresponde a cerca de 0,84 g por quilo de peso corporal para homens e 0,75 g por quilo para mulheres.

Assim, um homem de 90 kg precisa, em média, de 76 g de proteína por dia, enquanto uma mulher de 70 kg necessita de cerca de 53 g.

Pessoas idosas e crianças podem ter necessidades um pouco maiores, enquanto atletas de força e praticantes de musculação podem se beneficiar de até 1,6 g de proteína por quilo de peso corporal.

Acima desse ponto, porém, os estudos mostram que não há ganho adicional de massa muscular. Ou seja, ultrapassar a recomendação não significa resultados melhores.

O que acontece quando exageramos?

Murray explica que o corpo não elimina automaticamente o excesso de proteína. Ele é metabolizado e convertido em energia e, quando há sobra energética, em gordura corporal.

Além disso, a ingestão exagerada pode sobrecarregar alguns órgãos e sistemas:

  • Rins: pessoas com doença renal crônica precisam limitar proteínas, já que o excesso pode acelerar a perda da função renal
  • Digestão: altas doses podem causar desconfortos gastrointestinais, como gases, inchaço e constipação

A especialista lembra ainda que, ao priorizar só proteína, muitos acabam deixando de lado carboidratos e gorduras saudáveis o que gera uma condição chamada intoxicação por proteínas.

Nem todas as proteínas são iguais

A pesquisadora destaca que o excesso de proteína animal — especialmente carne vermelha e processada — tem sido associado a maior risco de diabetes tipo 2 e câncer em idosos.

Isso porque muitos alimentos de origem animal vêm acompanhados de gordura saturada, ligada a doenças cardiovasculares.

Já as fontes vegetais de proteína (como feijão, lentilha, grão-de-bico e cereais integrais) oferecem um cenário oposto: são ricas em fibras, ajudam a reduzir o colesterol, melhoram a saúde intestinal e estão associadas a menor risco de doenças crônicas.

O equilíbrio é a chave

A ciência é clara: proteínas são fundamentais, mas devem estar em equilíbrio com carboidratos, gorduras boas, vitaminas e minerais. O exagero pode atrapalhar a saúde, enquanto a variedade garante um corpo bem nutrido.

Se você busca aumentar a ingestão proteica, prefira alternar entre fontes animais magras e vegetais e, acima de tudo, respeite os limites recomendados.

Como resume Margaret, não se trata de adicionar cada vez mais proteína, mas de encontrar um equilíbrio que sustente a saúde a longo prazo.

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