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Médico alerta: o alimento prático e cheio de proteína que você não deve comer todos os dias
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

O ideal é variar o cardápio e buscar diversidade de fontes proteicas

Médico alerta: o alimento prático e cheio de proteína que você não deve comer todos os dias

Em casos de consumo constante, o médico alerta para possíveis danos cognitivos (Crédito: Shutterstock)

O atum em lata é um clássico das despensas: barato, versátil e com uma boa dose de proteína e ômega 3. Vai bem em saladas, massas, sanduíches e é prático para quem vive na correria.

Mas, segundo especialistas, esse “amigo fiel” da dieta saudável pode se tornar um problema quando aparece no prato com frequência excessiva.

De acordo com o médico espanhol Manuel Viso, o atum é bom amigo, mas nunca uma relação estável... 

Riscos do consumo frequente de atum em lata

O nível médio de mercúrio nas latas de atum pode ser alto em muitos lugares. O problema não está em comer uma lata ocasionalmente, mas em transformar o produto em hábito diário.

O mercúrio é eliminado lentamente pelo corpo e, com o tempo, pode causar sintomas neurológicos, como dificuldade de concentração, perda de memória e alterações de humor.

Em casos de consumo constante, o médico alerta para possíveis danos cognitivos, redução da coordenação motora e até distúrbios de linguagem. 

Quem deve ter mais cuidado

As recomendações são ainda mais rigorosas para crianças e mulheres grávidas, já que o sistema nervoso em desenvolvimento é mais vulnerável. Nessas fases, o excesso de mercúrio pode afetar o crescimento e a função cerebral do bebê.

Por isso, instituições de saúde orientam que o atum em lata seja consumido com moderação: no máximo duas porções semanais.

O tipo de atum faz diferença

Nem todas as latas são iguais: o tipo de peixe usado influencia diretamente na quantidade de mercúrio.

  • O chamado atum claro tende a acumular mais metais pesados
  • Já o atum listado normalmente identificado apenas como “atum” na embalagem, tem níveis muito mais baixos

Em outras palavras: se for consumir o produto, vale ler o rótulo com atenção. Prefira o atum listado e evite o “claro” com muita frequência.

Alternativas seguras e igualmente saudáveis

Para não abrir mão das proteínas e gorduras boas, há outras opções que podem substituir o atum no dia a dia. Você pode dar férias ao atum e incluir outras fontes ricas em ômega 3, como sardinhas, melva, salmão e até as nozes.

Esses alimentos trazem benefícios semelhantes para o coração e o cérebro, mas sem o risco de acúmulo de metais pesados. Além disso, as sardinhas, por exemplo, são uma excelente fonte de cálcio e vitamina D — e custam menos do que o atum enlatado.

O equilíbrio continua sendo a chave

O atum em lata pode continuar no cardápio, desde que não vire rotina diária. O ideal é variar o cardápio e buscar diversidade de fontes proteicas: ovos, leguminosas, peixes menores e carnes magras são boas alternativas.

Em resumo, abrir uma lata de atum de vez em quando é totalmente seguro. Mas fazer disso o centro da dieta pode gerar problemas a longo prazo.

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