Em casos de consumo constante, o médico alerta para possíveis danos cognitivos (Crédito: Shutterstock)
O atum em lata é um clássico das despensas: barato, versátil e com uma boa dose de proteína e ômega 3. Vai bem em saladas, massas, sanduíches e é prático para quem vive na correria.
Mas, segundo especialistas, esse “amigo fiel” da dieta saudável pode se tornar um problema quando aparece no prato com frequência excessiva.
De acordo com o médico espanhol Manuel Viso, o atum é bom amigo, mas nunca uma relação estável...
Riscos do consumo frequente de atum em lata
O nível médio de mercúrio nas latas de atum pode ser alto em muitos lugares. O problema não está em comer uma lata ocasionalmente, mas em transformar o produto em hábito diário.
O mercúrio é eliminado lentamente pelo corpo e, com o tempo, pode causar sintomas neurológicos, como dificuldade de concentração, perda de memória e alterações de humor.
Em casos de consumo constante, o médico alerta para possíveis danos cognitivos, redução da coordenação motora e até distúrbios de linguagem.
Quem deve ter mais cuidado
As recomendações são ainda mais rigorosas para crianças e mulheres grávidas, já que o sistema nervoso em desenvolvimento é mais vulnerável. Nessas fases, o excesso de mercúrio pode afetar o crescimento e a função cerebral do bebê.
Por isso, instituições de saúde orientam que o atum em lata seja consumido com moderação: no máximo duas porções semanais.
O tipo de atum faz diferença
Nem todas as latas são iguais: o tipo de peixe usado influencia diretamente na quantidade de mercúrio.
- O chamado atum claro tende a acumular mais metais pesados
- Já o atum listado normalmente identificado apenas como “atum” na embalagem, tem níveis muito mais baixos
Em outras palavras: se for consumir o produto, vale ler o rótulo com atenção. Prefira o atum listado e evite o “claro” com muita frequência.
Alternativas seguras e igualmente saudáveis
Para não abrir mão das proteínas e gorduras boas, há outras opções que podem substituir o atum no dia a dia. Você pode dar férias ao atum e incluir outras fontes ricas em ômega 3, como sardinhas, melva, salmão e até as nozes.
Esses alimentos trazem benefícios semelhantes para o coração e o cérebro, mas sem o risco de acúmulo de metais pesados. Além disso, as sardinhas, por exemplo, são uma excelente fonte de cálcio e vitamina D — e custam menos do que o atum enlatado.
O equilíbrio continua sendo a chave
O atum em lata pode continuar no cardápio, desde que não vire rotina diária. O ideal é variar o cardápio e buscar diversidade de fontes proteicas: ovos, leguminosas, peixes menores e carnes magras são boas alternativas.
Em resumo, abrir uma lata de atum de vez em quando é totalmente seguro. Mas fazer disso o centro da dieta pode gerar problemas a longo prazo.
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