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Pesquisadores descobrem como reduzir os níveis de mercúrio no atum enlatado usando um método simples
Clarice MunizPor  Clarice Muniz  | Redatora

Sou jornalista e assessora de imprensa especializada em conteúdos de saúde e bem-estar. Adepta da comida de verdade, costumo preparar as minhas refeições diariamente, seguindo as recomendações de cuidados e saúde de especialistas. Sou fã de pimenta. Se você não curte comida picante, não se arrisque em tirar uma provinha da minha panela.

Conheça o método simples e promissor para reduzir o teor de mercúrio do atum em lata

Pesquisadores descobrem como reduzir os níveis de mercúrio no atum enlatado usando um método simples

Solução descoberta por pesquisadores ajuda a reduzir o mercúrio no atum enlatado (Foto: Shutterstock) 

O consumo do atum é bastante recomendado por especialistas em saúde devido aos seus benefícios, mas muita gente ainda teme os efeitos da conserva de peixe armazenado em lata no corpo. O motivo é o medo de contaminação por mercúrio.

O atum enlatado, por exemplo, apesar de manter as propriedades benéficas para o organismo, é conhecido por seu teor relativamente alto de mercúrio.

Mas uma nova descoberta surge como uma solução promissora para quem hesita comer ou preparar receitas com atum em lata temendo ingerir essa substância. Pesquisadores encontraram um método eficaz para reduzir o problema.

Pesquisadores descobrem como reduzir os níveis de mercúrio do atum em lata

Pesquisadores da Universidade Sueca de Ciências Agrárias e da Universidade de Tecnologia Chalmers descobriram que é possível reduzir os níveis de mercúrio no atum enlatado em até 35% apenas mudando a embalagem.

A descoberta se baseia na cisteína, um aminoácido que se liga ao mercúrio. Ao adicioná-la à água de conservação do atum, parte do mercúrio é transferida para o líquido, diminuindo a contaminação no peixe.

Testes de laboratório mostraram que o atum em água com cisteína perdeu de 25% a 35% do mercúrio, e quanto mais tempo em contato com a solução, maior a remoção.

Os pesquisadores destacam que o método funciona durante o armazenamento, sem exigir grandes mudanças no processo produtivo, podendo ser facilmente aplicado na indústria de conservas.

"A aplicação dos nossos resultados pode aumentar a margem de segurança para o consumo de peixes ", afirma o químico Przemysław Strachowski, um dos autores do estudo.

Sabor ou cheiro no atum não sofrem alteração em contato com  a substância

Uma importante vantagem no uso desse método é que o peixe em lata não sofre alteração de qualidade. Os pesquisadores envolvidos neste estudo indicaram que nenhuma mudança notável foi observada na aparência ou no odor dos peixes tratados com cisteína.

O processo de remoção de mercúrio pode continuar até duas semanas após a embalagem, sem a necessidade de outros aditivos.

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