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Bianca García, nutricionista: "Ao comprar atum enlatado, evite aqueles rotulados como 'atum light', pois contêm mais mercúrio"
Jéssica AntunesPor  Jéssica Antunes  | Redatora

Jornalista apaixonada pelo universo gastronômico. Aprendi a cozinhar de verdade (com panela de pressão e tudo) depois de sair da casa dos meus pais para estudar. Desde então, amo experimentar sabores, conhecer novas culinárias e me arriscar em receitas diferentes.

O atum enlatado exige atenção na escolha para evitar excesso de mercúrio e outros metais pesados

Bianca García, nutricionista: "Ao comprar atum enlatado, evite aqueles rotulados como 'atum light', pois contêm mais mercúrio"

Apesar de prático e nutritivo, o atum enlatado exige atenção ao rótulo para evitar o consumo excessivo de mercúrio. (Foto: Shutterstock)

Entender o rótulo do atum enlatado pode fazer mais diferença na saúde do que muita gente imagina. Apesar de prático e muito presente em dietas, esse alimento exige atenção para não aumentar a ingestão de mercúrio sem perceber.

O atum enlatado é visto como uma opção rápida, acessível e rica em proteína, especialmente por quem busca emagrecimento ou ganho de massa muscular. No entanto, segundo nutricionistas, nem todas as versões disponíveis no supermercado são equivalentes do ponto de vista nutricional e de segurança alimentar.

Por que o atum enlatado pode conter mercúrio?

A presença de mercúrio no atum está relacionada ao tamanho e à posição do peixe na cadeia alimentar. Peixes maiores acumulam mais metais pesados ao longo da vida, já que se alimentam de espécies menores que também podem conter mercúrio.

Por isso, o consumo excessivo de atum, especialmente em versões menos indicadas, pode levar a uma ingestão acima do recomendado desse metal pesado, que em altas quantidades é prejudicial ao sistema nervoso.

O alerta sobre o atum rotulado como “light”

A nutricionista Blanca García, conhecida nas redes sociais como @blancanutri, faz um alerta importante: ao comprar atum enlatado, é melhor evitar aqueles rotulados como “atum light” ou “atum claro”.

Essas versões costumam ser feitas com espécies maiores de atum, que tendem a concentrar mais mercúrio. Já as latas identificadas apenas como “atum” geralmente utilizam espécies menores, consideradas mais seguras para consumo frequente.

Essa diferença não está ligada à quantidade de calorias ou gordura, como muitos imaginam, mas sim à espécie utilizada.

Atum enlatado ainda pode fazer parte da alimentação?

Sim, o atum enlatado pode ser incluído em uma alimentação equilibrada, desde que consumido com moderação e escolha consciente.

Segundo especialistas em nutrição, ele pode ser considerado um alimento processado saudável, mas dois pontos merecem atenção:

  • Quantidade de mercúrio, que varia conforme a espécie do peixe
  • Teor de sal, que pode ser elevado em algumas marcas

Para se ter uma ideia, a cada 100 g de atum enlatado (aproximadamente uma lata e meia), o consumo de sal pode chegar a 1,5 g, o que já representa uma parcela significativa da recomendação diária.

Como escolher a melhor opção no supermercado

  • Na hora da compra, algumas dicas ajudam a fazer escolhas mais seguras:
  • Prefira latas rotuladas apenas como “atum”, evitando as versões “light” ou “atum claro”
  • Dê preferência ao atum em água ou ao natural, em vez das versões em óleo
  • Observe o teor de sódio no rótulo nutricional
  • Varie as fontes de proteína ao longo da semana, alternando com peixes menores, ovos e leguminosas

Esses cuidados reduzem o risco de ingestão excessiva de mercúrio e ajudam a manter uma alimentação mais equilibrada.

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