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Não existe uma quantidade segura de carne processada para comer, de acordo com uma nova pesquisa
Stephany MarianoPor  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Esses alimentos podem ser mais práticos, mas pesquisas comprovam os riscos para a saúde

Não existe uma quantidade segura de carne processada para comer, de acordo com uma nova pesquisa

Veja o que os especialistas falam sobre os riscos do consumo de carne processada (Créditos: Shutterstock)

Carnes processadas como salsicha, salame, bacon, mortadela e outros fazem parte da rotina alimentar de muitas pessoas, seja pela praticidade ou por já terem um hábito de comer esses alimentos.

No entanto, diversos estudos vêm investigando os impactos desse tipo de alimento na saúde, e uma pesquisa recente afirma que não existe uma quantidade segura para o consumo de carnes processadas. Especialistas e nutricionistas alertam para a relação entre esses produtos e o aumento do risco de doenças graves, como diabetes tipo 2, câncer e outras condições crônicas. Entenda por que esse alerta merece atenção!

O que é carne processada?

Carne processada é todo tipo de carne que passou por alterações industriais, como salga, cura, defumação ou adição de conservantes, com o objetivo de prolongar a durabilidade e intensificar o sabor: presunto, salsicha, linguiça, salame, bacon e mortadela, por exemplo. Esses produtos costumam conter substâncias como nitritos, nitratos, excesso de sal e compostos da fumaça da defumação.

O que novo estudo fala sobre o consumo de carne processada?

O novo estudo, publicado no início do mês na revista Nature Medicine, analisou os dados de mais de 60 estudos anteriores sobre a relação entre carnes processadas, bebidas adoçadas com açúcar e ácidos graxos trans na dieta para determinadas doenças. 

O resultado mostrou que “o consumo habitual, mesmo em pequenas quantidades, de carne processada, bebidas açucaradas e gorduras trans está ligado ao aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2, doença cardíaca isquêmica e câncer colorretal”, afirma Demewoz Haile, autor principal do estudo.

Além disso, os dados também mostram que aqueles que consumiam apenas um cachorro-quente por dia tinham um risco 11% maior de diabetes tipo 2 e 7% maior de câncer colorretal, em comparação com quem que não consumia carne processada. Segundo os pesquisadores, o risco aumenta conforme o consumo cresce e, no caso das carnes processadas, os dados mostram que não há uma quantidade segura.

Especialistas de fora do estudo concordam com o alerta feito. O professor de epidemiologia clínica e nutrição na Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, Mingyang Song, afirma em matéria da CNN, que as carnes processadas podem apresentar um aumento de risco para essas doenças, mesmo que com níveis baixos de consumo.

Estudos anteriores indicam que o consumo de carnes processadas pode contribuir para processos inflamatórios no organismo, enquanto as bebidas açucaradas estão associadas ao ganho de peso e à ativação de mecanismos metabólicos ligados a doenças cardíacas e diabetes. Além disso, os ácidos graxos trans também preocupam, pois tendem a reduzir o colesterol bom (HDL) e aumentar o colesterol ruim (LDL), elevando o risco de problemas cardiovasculares.

Como evitar esses alimentos e como substituir?

Especialistas recomendam adotar uma alimentação equilibrada e variada, reduzindo a ingestão de bebidas açucaradas, carnes processadas e gorduras hidrogenadas. Isso significa evitar lanches e alimentos ultraprocessados e substituir por alimentos naturais, como frutas, verduras, legumes e grãos. 

Mais do que restringir, é fundamental incluir alimentos que forneçam os nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo. Se você tem o hábito de consumir com frequência esses produtos ultraprocessados, contar com o apoio de um nutricionista pode ser uma boa estratégia para substituí-los por opções mais saudáveis, adaptadas às suas necessidades.

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