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30g de proteína em 3 latas: nutricionista revela a verdade sobre a cerveja proteica e seus benefícios
Adriana DouglasPor  Adriana Douglas

Cerveja com proteína reforça a onda dos alimentos funcionais para agradar o público fitness, mas exige alguns cuidados no consumo

30g de proteína em 3 latas: nutricionista revela a verdade sobre a cerveja proteica e seus benefícios

Bebida “funcional” está disponível na versão com e sem álcool (Créditos: Shutterstock)

A onda dos alimentos funcionais enriquecidos com proteína chegou a um novo patamar. Agora até a cerveja entrou na lista! Incrementando uma categoria de bebidas que já conta com opções sem glúten, com baixo teor de carboidratos e zero álcool, a cerveja proteica é a nova aposta do mercado que promete conquistar quem busca conciliar o prazer de beber com a preocupação em manter um estilo de vida mais saudável.

No Brasil, a marca Beer Protein é a pioneira no segmento, com uma cerveja que oferece 10 gramas de proteína em cada lata de 355 ml. Isso significa que, ao consumir três unidades, é possível ingerir até 30g de proteína – quantidade equivalente à de uma refeição considerada proteica. E o produto ainda está disponível em duas versões: com álcool (4,6%) e sem álcool.

Para quem quer ou precisa consumir um alto teor de proteínas diariamente, esse apelo parece mais do que convidativo. Mas será que a cerveja proteica realmente é benéfica ou existem ressalvas (e até restrições) em seu consumo? O TudoGostoso foi atrás dessas respostas para esclarecer o que você deve considerar ao incluir este tipo de bebida na sua rotina. Confira!

Promessas da cerveja proteica: quais são os benefícios e possíveis prejuízos?

Assim como diversos produtos enriquecidos com proteína que já estão no mercado, o conceito da cerveja proteica é simples: transformar a bebida em uma opção que não pese tanto na consciência de quem se preocupa com a alimentação. Segundo a marca, essa cerveja pode ajudar a aumentar a ingestão de proteínas no dia a dia e trazer um diferencial em ocasiões sociais, como churrascos, happy hours e encontros entre amigos.

Para se ter uma ideia, enquanto as cervejas comuns têm cerca de 1,64g de proteína por lata (356ml), o produto criado pela Beer Protein chega a ter 10g de proteínas na mesma porção. Ou seja, são quase sete vezes mais proteínas na mesma quantidade de bebida.

No entanto, apesar da proposta inovadora, especialistas alertam que a cerveja proteica não deve ser vista como substituta de refeições ou suplementos, como whey protein, carnes magras, ovos e leguminosas. No caso da versão alcoólica, ainda há a questão da ingestão de álcool, que pode comprometer a recuperação muscular, prejudicar a hidratação, afetar a síntese proteica e causar efeitos adversos à saúde hepática, cardiovascular e metabólica quando em excesso.

“Além disso, o álcool pode interferir na qualidade do sono e aumentar o risco de dependência”, declara Mariana Duro, nutricionista clínica funcional e esportiva. Isso significa que, embora contenha proteína, a bebida não entrega os mesmos benefícios de fontes alimentares tradicionais

Por outro lado, a versão sem álcool pode ser mais segura. “Essa alternativa elimina os efeitos negativos do álcool, mantendo o benefício proteico, e pode ajudar na hidratação, já que muitas cervejas sem álcool têm composição mais próxima à de bebidas isotônicas. Porém, ainda deve ser avaliada a presença de carboidratos, calorias adicionais e a real biodisponibilidade da proteína utilizada”, explica a especialista.

Quem pode consumir e quais cuidados ter ao apostar na cerveja proteica

De acordo com Mariana, em termos gerais, os praticantes de atividade física que buscam um consumo diferenciado de proteínas, principalmente em contextos sociais em que a cerveja já estaria presente, podem se beneficiar dessa bebida funcional (especialmente quando falamos na versão com álcool).

Além disso, a cerveja proteica também pode ser consumida por pessoas que têm dificuldade em atingir a ingestão proteica diária. “Contudo, é necessário cuidado com a quantidade ingerida, lembrando que, apesar de conter proteína, trata-se de uma bebida alcoólica”, reforça a nutricionista. 

Já a versão sem álcool pode ser mais segura, mas ainda deve ser consumida com moderação, atentando-se à composição nutricional total da bebida. “O consumo excessivo da cerveja proteica pode adicionar calorias e açúcares indesejados à dieta. E ela nunca deve ser vista como substituta de refeições ou de suplementação proteica de qualidade comprovada”, afirma Mariana.

A especialista também enfatiza que gestantes, lactantes e pessoas com restrições específicas (diagnosticadas com doenças renais ou hepáticas, ou que seguem dietas controladas em proteína) não devem consumir este tipo de bebida sem orientação médica, mesmo a versão sem álcool. Assim, evita-se qualquer risco associado ao consumo do produto.

Portanto, ao consumir a cerveja proteica, tenha em mente que a bebida deve ser encarada como um extra divertido, e não como pilar da alimentação. E sempre beba com moderação (tanto a versão com álcool quanto a versão sem álcool)! 

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