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O que a ciência diz sobre alimentos enriquecidos com creatina: "É pagar ingresso VIP e sentar na arquibancada"
Adriana DouglasPor  Adriana Douglas

Descubra se vale a pena consumir barrinhas e outros alimentos enriquecidos com creatina para ter os mesmos benefícios do suplemento em pó

O que a ciência diz sobre alimentos enriquecidos com creatina: "É pagar ingresso VIP e sentar na arquibancada"

Dose de creatina presente em produtos alimentícios é adequada para quem faz uso do suplemento em pó? (Créditos: Shutterstock)

Ao fazer compras no supermercado, é provável que você já tenha se deparado com um monte de produtos que trazem o famigerado whey protein em sua composição. Só que, de uns tempos para cá, começou a surgir nas prateleiras dos estabelecimentos uma nova categoria de alimentos enriquecidos com outra substância que faz sucesso entre o público fitness: a creatina.

São barrinhas, balas, cookies e até tapioca que trazem esse composto na lista de ingredientes. Mas será que o consumo desses produtos realmente vale a pena para quem faz uso do suplemento em pó? E mais: qualquer pessoa pode ingerir esse tipo de alimento? Entenda o que a ciência indica sobre esse tema para você não cair em nenhuma enrascada.

O que é creatina e quem pode consumir essa substância?

A creatina é um composto de aminoácidos produzido naturalmente pelo nosso corpo, e também encontrada em carnes e peixes. Ela atua como uma espécie de “combustível extra” para os músculos, ajudando principalmente no desempenho em atividades de alta intensidade e curta duração, como a musculação. Por isso, é um dos suplementos mais populares no mundo esportivo.

No entanto, não são apenas as pessoas que treinam que podem se beneficiar com a creatina. De acordo com especialistas, a suplementação dessa substância (disponibilizada em pó) pode ser positiva para adultos saudáveis e idosos, já que ajuda tanto no ganho de força quanto na preservação muscular ao longo dos anos.

Normalmente, quem deve evitar o uso de creatina são indivíduos com problemas renais já diagnosticados, e gestantes ou lactantes sem orientação médica. Fora isso, o uso costuma ser bem tolerado e com poucos efeitos adversos. Mesmo assim, vale reforçar que o ideal é sempre buscar a orientação de um profissional da área da saúde antes de incluir esse suplemento na rotina, viu?

Mas e os alimentos enriquecidos com creatina: valem a pena?

Embora tenha benefícios, quando olhamos para a creatina em barrinhas, biscoitos ou balas, a quantidade por porção costuma ser muito baixa – muitas vezes, menos de 1 grama por porção. Em geral, a recomendação comum gira em torno de 3 gramas de creatina por dia.

Isso significa que, para atingir a dose eficaz, seria preciso comer várias unidades do produto, o que não faz sentido nem para a saúde (se colocarmos na conta as calorias e açúcares a mais) nem para o bolso. Afinal, o preço desses alimentos enriquecidos costuma ser proporcionalmente maior do que a creatina em pó, que rende mais, é prática e tem dosagem controlada. "É pagar ingresso VIP e sentar na arquibancada", compara uma análise feita pelo app Desrotulando.

Então, se a ideia é consumir creatina de verdade, o suplemento em pó continua sendo a opção mais eficaz, econômica e estudada. As barrinhas e outros produtos com a substância até podem ser um agrado eventual, mas dificilmente vão entregar a quantidade necessária para gerar os benefícios comprovados pela ciência.

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