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Um estudo revelou que o consumo moderado de vinho pode ter um efeito protetor: quais são os motivos?
Stephany MarianoPor  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Um estudo apresentado no Colégio Americano de Cardiologia mostrou os possíveis benefícios

Um estudo revelou que o consumo moderado de vinho pode ter um efeito protetor: quais são os motivos?

Entenda o que os pesquisadores descobriram sobre o consumo dessa bebida (Créditos: Shutterstock)

Seja para celebrar, socializar com os amigos ou acompanhar um jantar especial, o vinho é uma bebida muito apreciada ao redor do mundo. Devido a presença de antioxidantes e outros compostos ativos, muitos pesquisadores buscam entender os possíveis benefícios para a saúde do consumo regular do vinho. 

Recentemente, um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology, apontou que o consumo moderado pode estar ligado a um efeito protetor para o organismo. Entenda! 

Qual é o possível efeito protetor do vinho para a saúde?

O estudo, que utilizou dados de mais de 340.000 adultos do Biobanco do Reino Unido, foi liderado pelo professor Zhangling Chen do Hospital Xiangya da Universidade Central do Sul, na China. 

Os hábitos de consumo de álcool e os dados de mortalidade de adultos britânicos foram analisados e, ao longo de um período médio de acompanhamento de 13 anos, os pesquisadores classificaram os participantes de acordo com seu consumo semanal e diário de álcool, diferenciando entre bebedores ocasionais, leves, moderados e pesados.

Os resultados mostraram que o consumo moderado de vinho foi associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares em comparação com aqueles que não bebem ou bebem apenas ocasionalmente. 

Por outro lado, mesmo o consumo em pequenas quantidades de cerveja, sidra ou destilados foi associado a um aumento de 9% no risco de mortalidade por doenças cardiovasculares. Já no caso do vinho, a presença de compostos antioxidantes e polifenóis pode ajudar a explicar possíveis efeitos mais favoráveis à saúde do coração em comparação com outras bebidas alcoólicas.

O estudo utilixou dados do Biobanco do Reino Unido (Créditos: Freepik)

O estudo utilixou dados do Biobanco do Reino Unido (Créditos: Freepik)

Em reunião do Colégio Americano de Cardiologia, onde o estudo foi apresentado, os pesquisadores afirmaram que os resultados “podem ajudar a refinar as recomendações, enfatizando que os riscos do álcool para a saúde dependem não apenas da quantidade consumida, mas também do tipo de bebida”. 

No entanto, especialistas ressaltam que se trata de um estudo observacional e por isso não há prova de causa e efeito entre beber vinho e ter mais saúde do coração, por exemplo. Ainda seria preciso uma pesquisa mais aprofundada, onde muitas variáveis deveriam ser consideradas. 

Além disso, apesar dos possíveis benefícios, o consumo excessivo de álcool segue sendo prejudicial, por isso exige cautela e moderação. Estudos ainda não conseguiram demonstrar que o vinho, por si só, melhora a saúde cardiovascular, mas as análises ajudam a entender os 

Os cuidados com o consumo do vinho

Segundo a Organização Mundial da Saúde, não existe uma dose considerada totalmente segura para o consumo de bebidas alcoólicas. Ainda assim, a Sociedade Brasileira de Cardiologia estabelece limites para quem opta por beber: até duas taças por dia para homens e uma para mulheres, sendo cada taça entre 200 ml e 250 ml.

Além disso, pessoas com doenças crônicas ou em tratamento devem buscar orientação médica antes de consumir álcool. Os possíveis benefícios do vinho ainda estão em estudo, por isso, antes de incorporar o consumo diário à rotina, o mais indicado é conversar com um profissional de saúde.

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