Saiba o que considerar antes de congelar um alimento (Créditos: Shutterstock)
Jogar comida fora porque venceu sempre dá uma dorzinha no coração e no bolso, não é mesmo? Nessas horas, muita gente pensa em congelar os alimentos mesmo que estejam bem próximos da data de vencimento. Mas será que isso é uma prática segura e evita mesmo o desperdício? A resposta, na verdade, não é um simples “sim” ou “não” e você vai entender melhor a seguir!
Data de validade não é tudo igual
Antes de mais nada, é preciso saber que nem toda data de validade “funciona” da mesma forma. Na prática, podemos dizer que existem duas categorias diferentes: uma é a data limite de consumo e a outra é a data de durabilidade mínima.
A data limite de consumo (DLC) é mais rígida e envolve alimentos mais sensíveis, como carnes e peixes, ovos, embutidos, laticínios não pasteurizados e pratos prontos refrigerados. Por isso, depois dessa data, especialistas reforçam que o risco de ter problemas associados à ingestão desses itens é real, mesmo que o cheiro e o gosto pareçam normais.
Já a data de durabilidade mínima (DDM) serve para aqueles alimentos que trazem na embalagem a frase “consumir de preferência antes de”. Aqui, entram produtos secos e pouco perecíveis, como massas e cereais, biscoitos, chocolate, especiarias, café e conservas. Nesses casos, consumir um item após a data indicada não costuma trazer perigo à saúde, mas é possível notar alterações no sabor, na textura ou na aparência.
Afinal, congelar um alimento perto do vencimento é boa ou má ideia?
A partir dessa diferença nas datas de vencimento, a decisão de congelar ou não um alimento vai depender principalmente do tipo de produto. No caso dos alimentos com DLC, congelar em cima da hora costuma ser uma falsa solução. Isso porque o congelamento não mata bactérias, apenas “pausa” a atividade delas.
Ou seja, se o alimento já começou a se deteriorar, esse processo só fica parado no tempo. Quando ele for descongelado, tudo volta a acontecer – inclusive a multiplicação de microrganismos. Portanto, o ideal é congelar quando o alimento ainda está bem fresco, com alguns dias de segurança pela frente.
Já os alimentos com DDM costumam aceitar melhor o congelamento próximo à data de validade, desde que não tenham sido congelados antes pelo fabricante.
Em qualquer uma das situações, a alternativa mais segura é cozinhar o alimento antes de congelá-lo. Por exemplo: carnes ou frango com validade curta podem virar um prato bem cozido e, depois disso, ir direto para o congelador.
Nesses casos, para garantir a melhor durabilidade dos alimentos, é importante seguir alguns cuidados extras, como: esperar que esfriem totalmente antes de serem levados ao freezer; usar potes bem vedados; identificar a data de congelamento; manter o freezer a pelo menos -18 °C; e não demorar muito tempo para congelá-los.
Quanto tempo dura uma comida congelada?
Vale destacar que o hábito de congelar alimentos ajuda (e muito) no combate ao desperdício, mas não faz milagre. Afinal, cada alimento tem uma durabilidade específica no freezer. Com o tempo, mesmo estando seguro, alguns produtos perdem qualidade e acabam indo para o lixo mesmo assim. Veja abaixo o prazo estimado de congelamento de alguns itens:
- Carnes cruas: 6 a 12 meses
- Pratos caseiros: 2 a 3 meses
- Legumes branqueados: até 1 ano
- Frutas com muita água: 6 a 12 meses
- Pães e bolos bem embalados: 6 a 12 meses
No fim das contas, a regra é simples: congelar cedo é sempre melhor do que congelar no desespero. Além disso, antecipar as compras e planejar bem as refeições da semana ajuda a evitar perdas e afasta qualquer risco à saúde.
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