A histamina é invisível, não tem gosto nem cheiro, mas pode causar sintomas sérios após ƒapenas uma refeição. (Foto: Shutterstock)ƒ
Sim, é verdade: uma simples refeição com peixe ou queijo pode desencadear sintomas graves como formigamento na boca, manchas vermelhas pelo corpo, dor de cabeça e até queda de pressão. O nome dessa condição assustadora é intoxicação por toxina escombróide, também conhecida como intoxicação por histamina do peixe. As informações a seguir foram organizadas com base no Manual das Doenças Transmitidas por Alimentos da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
O que é a toxina escombróide?
Trata-se de uma toxina produzida em alimentos ricos em aminoácidos quando estão contaminados por determinadas bactérias. Essas bactérias atuam sobre a histidina (um aminoácido natural dos alimentos), transformando-a em histamina. Essa substância, quando ingerida em grandes quantidades, pode provocar reações semelhantes a uma alergia grave.
Quais são os sintomas?
- Dormência ou queimação na boca
- Erupções na pele (especialmente no tronco)
- Dor de cabeça e coceira
- Queda de pressão
- Enjoo, vômito e diarreia
Os sintomas geralmente começam cerca de 30 minutos após a ingestão do alimento contaminado, mas podem surgir até 2 horas depois. Em pessoas idosas ou com saúde fragilizada, os efeitos podem ser mais intensos e durar vários dias.
Quais alimentos estão envolvidos?
- Peixes como atum, sardinha e cavalas
- Queijos fermentados, como o queijo tipo suíço
Mesmo com cozimento ou refrigeração, a toxina permanece ativa. Por isso, o cuidado deve ser na forma de conservação antes do consumo.
Como evitar a intoxicação?
- Nunca deixe peixes ou queijos fora da geladeira por muito tempo
- Evite comprar alimentos de origem duvidosa
- Armazene pescados em temperatura correta desde a compra até o preparo
E se acontecer?
O tratamento geralmente inclui o uso de anti-histamínicos, e nos casos graves, pode ser necessário procurar atendimento médico. O diagnóstico é feito com base nos sintomas, histórico alimentar recente e, se disponível, análise laboratorial do alimento.
Se houver suspeita de surto (duas ou mais pessoas com sintomas após consumir o mesmo alimento), o caso deve ser comunicado à vigilância sanitária local.
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