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Essa intoxicação por peixe está crescendo e poucos sabem o motivo
Jéssica AntunesPor  Jéssica Antunes  | Redatora

Jornalista apaixonada pelo universo gastronômico. Aprendi a cozinhar de verdade (com panela de pressão e tudo) depois de sair da casa dos meus pais para estudar. Desde então, amo experimentar sabores, conhecer novas culinárias e me arriscar em receitas diferentes.

A toxina escombróide é um perigo pouco conhecido, mas presente em peixes e queijos mal conservados

Essa intoxicação por peixe está crescendo e poucos sabem o motivo

Reação alérgica após comer peixe pode ser intoxicação por histamina: sintomas surgem rápido e exigem atenção (Foto: Shutterstock)

Pouca gente sabe, mas um peixe mal armazenado pode provocar sintomas muito semelhantes aos de uma reação alérgica grave. Trata-se da intoxicação alimentar por toxina escombróide, também chamada de intoxicação por histamina. As informações são do Manual das Doenças Transmitidas por Alimentos, publicado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE).

A doença é causada por peixes ou outros alimentos ricos em aminoácidos que se deterioram fora de refrigeração. Com o tempo e calor, bactérias transformam a histidina natural dos alimentos em histamina e outras substâncias vasoativas que causam a intoxicação.

Como identificar os sintomas da intoxicação por toxina escombróide

Os sintomas costumam aparecer entre 30 minutos e 2 horas após a ingestão do alimento contaminado. Veja os sinais mais comuns:

  • Dormência ou formigamento na boca
  • Sensação de queimação na língua e lábios
  • Erupções na pele, especialmente no tronco
  • Queda de pressão
  • Dor de cabeça
  • Coceiras intensas
  • Enjoo, vômitos e diarreia

Geralmente o quadro é leve e se resolve em poucas horas, mas em casos mais graves pode durar dias e até exigir hospitalização, especialmente em idosos ou pessoas com baixa imunidade.

O que causa a toxina e quais alimentos podem estar contaminados

A toxina escombróide está associada à deterioração de alimentos ricos em aminoácidos, como:

Peixes: atum, sardinha, cavalinha e outros pescados

Queijos fermentados: como o tipo suiço

O problema está relacionado ao tempo e temperatura em que esses alimentos ficam fora da refrigeração. Mesmo após cozidos ou congelados, eles podem continuar tóxicos. O gosto, o cheiro e a aparência nem sempre revelam a presença da toxina, que só pode ser detectada por exame laboratorial.

Como prevenir a intoxicação e quando buscar ajuda médica

A prevenção é simples, mas exige atenção no armazenamento e compra dos alimentos. Confira as recomendações:

Cuidados preventivos:

  • Evite consumir pescados e queijos de origem duvidosa
  • Mantenha peixes sempre refrigerados ou congelados
  • Não deixe alimentos fora da geladeira por tempo prolongado

Em caso de sintomas:

  • Procure atendimento médico
  • O tratamento é feito com medicamentos antihistamínicos
  • Surtos com mais de um caso devem ser notificados à vigilância epidemiológica

Entenda por que essa doença tem aparecido com mais frequência

A globalização do comércio de alimentos e o aumento do consumo de peixes crus ou mal armazenados contribuíram para mais casos no mundo todo. Nos Estados Unidos e Japão, já é considerada uma intoxicação alimentar comum. No Brasil, ainda não há dados oficiais, mas o alerta é importante.

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