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Todo mundo faz, mas poucos sabem que o hábito de reutilizar garrafas de plástico com água é muito perigoso e aqui está por quê
Isabela HenriquesPor  Isabela Henriques  | Redatora

Isabela é apaixonada por cozinhar (e comer) desde pequena. Durante as horas vagas, além de dar pitaco na comida alheia, gosta de ler livros de qualidade duvidosa, viajar e descobrir restaurantes pouco explorados do Rio de Janeiro.

Reutilizar garrafas plásticas com água pode ser perigoso: veja o que estudos revelam o hábito e saiba como reduzir danos ou escolher alternativas mais seguras!

Todo mundo faz, mas poucos sabem que o hábito de reutilizar garrafas de plástico com água é muito perigoso e aqui está por quê

Entenda por que reutilizar garrafas de plástico de água não é recomendado por especialistas (Créditos: Canva)

Reutilizar garrafas de plástico para colocar água parece uma prática inofensiva, e, de fato, é algo que muita gente faz todos os dias. Corredores, pessoas que treinam frequentemente e até quem usa garrafinhas no trabalho ou na escola costuma reabastecê-las várias vezes. 

Mas estudos recentes mostram que esse hábito, tão comum, pode trazer riscos sérios para a saúde. Especialistas em nutrição e microbiologia alertam que, embora pareça prático e econômico, reutilizar garrafas plásticas pode favorecer a proliferação de bactérias e aumentar a exposição a substâncias químicas prejudiciais.

O que a ciência descobriu sobre garrafas de plástico reutilizadas

Um estudo publicado pela revista Treadmill Reviews analisou garrafas de água reutilizadas por um atleta durante uma semana. O resultado chamou atenção: a garrafa mais contaminada acumulou 900.000 unidades de bactérias, quantidade superior à encontrada em um assento de privada.

Ainda mais alarmante foi constatar que 60% desses microrganismos tinham potencial para causar doenças, segundo a nutricionista e especialista consultada para a pesquisa, Dra. Marilyn Glenville. Por isso, ela recomenda não reutilizar esse tipo de garrafa e optar pela reciclagem após o uso único.

O perigo químico escondido no plástico

Garrafa plástica de água sendo amassada (Créditos: Canva)

Garrafa plástica de água sendo amassada (Créditos: Canva)

Além da contaminação microbiológica, há outro risco importante. Muitas garrafas plásticas contêm bisfenol A (BPA) e outros compostos que podem se desprender com mais facilidade quando o plástico sofre desgaste ou é exposto ao calor.

Para minimizar a exposição a esses químicos, a Dra. Glenville recomenda:

  • preferir garrafas livres de BPA
  • evitar lavar com água quente demais
  • não prolongar o uso do mesmo recipiente.

Esses cuidados podem reduzir riscos relacionados a alterações hormonais e outros problemas associados ao consumo indireto dessas substâncias.

Estudos anteriores reforçam o alerta de não reutilizar garrafas plásticas

A preocupação não é nova. Uma pesquisa de 2002, publicada no Canadian Journal of Public Health, analisou 76 garrafas de alunos do ensino fundamental. O resultado? Dois terços delas apresentavam níveis de bactérias acima do recomendado, e algumas não eram lavadas havia até seis meses.

Isso mostra que o problema é recorrente e ainda subestimado por grande parte da população.

Se ainda quiser reutilizar, siga esses cuidados essenciais

Para quem não abre mão de reaproveitar garrafinhas, especialistas reforçam que o maior risco está no desgaste do plástico, que cria microfissuras onde bactérias se acumulam. Para reduzir danos:

  • lave a garrafa após cada uso com água morna
  • não use água muito quente
  • descarte imediatamente se notar rachaduras, cheiro estranho ou deformações
  • considere substituir por modelos de aço inoxidável ou vidro, que são mais seguros para reutilização.

Reutilizar garrafinhas pode parecer inofensivo, mas os estudos mostram que o cuidado precisa ser muito maior do que se imagina. Avaliar o estado do recipiente e priorizar materiais mais seguros pode fazer toda a diferença para a saúde no dia a dia.

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