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Garrafas de plástico não são as mais contaminadas com microplásticos; perigo é maior nas garrafas de vidro, aponta estudo
Stephany MarianoPor  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Nova pesquisa gera alerta sobre a quantidade de microplásticos em garrafas de vinho, refrigerante e outros

Garrafas de plástico não são as mais contaminadas com microplásticos; perigo é maior nas garrafas de vidro, aponta estudo

Veja porque as garrafas de vidro estão cheias de microplástico e se existe risco para a saúde (Créditos: Shuttertstock)

Nos últimos anos, os microplásticos têm se tornado uma questão preocupante para os pesquisadores. Presentes nos mares, no ar que respiramos e até mesmo nos saquinhos de chá, um novo estudo identificou uma grande quantidade de microplásticos em garrafas de vidro.

Cientistas encontraram, em média, quase 100 partículas por litro em garrafas de vidro de refrigerantes, cerveja, chá gelado e muito mais. Veja por que isso está acontecendo e existem riscos para a saúde!

Por que as garrafas de vidro estão cheias de microplástico?

O estudo realizado pela agência francesa de segurança alimentar (ANSES), e divulgado na última sexta-feira (20), identificou que boa parte dos microplásticos encontrados nas garrafas de vidro vem das próprias tampas e de seu revestimento. 

Os pesquisadores encontraram, em média, quase 100 partículas de microplásticos por litro, um resultado que representa entre cinco e 50 vezes mais do que a quantidade presente em garrafas de plástico ou latas de metal. Guillaume Duflos, diretor de pesquisas da agência, disse à AFP que a intenção era "investigar a quantidade de microplásticos em diferentes tipos de bebidas vendidas na França e examinar o impacto dos diferentes tipos de embalagens".

No caso das garrafas de água, a quantidade de microplásticos era uma das mais baixas, com cerca de 4,5 partículas por litro e 1,6 partículas nas garrafas de plástico. As garrafas de vinho também tinham poucos microplásticos e os refrigerantes apresentavam quase 30 microplásticos por litro; a limonada 40 e cerveja cerca de 60. 

Segundo Duflos, o motivo dessa diferença ainda precisa ser entendida. "Detectamos que, no vidro, as partículas detectadas tinham a mesma forma, cor e composição de polímero — portanto, o mesmo plástico — que a tinta na parte exterior das tampas que fecham as garrafas de vidro", explica o pesquisador.

Os microplásticos nas garrafas de vidro apresentam riscos para a saúde?

Embora ainda não exista um nível de referência para uma quantidade com potencial tóxico de microplásticos, a ANSES diz que, no momento, não é possível afirmar se estes números apresentam riscos para a saúde. Ainda assim, a agência recomenda que os fabricantes adotem medidas para minimizar a exposição aos consumidores.

Por mais que não seja possível comprovar o perigo de microplásticos em garrafas de vidro, existem outros estudos sobre o assunto. Um deles é uma pesquisa publicada no Journal of the American Heart Association, que indica que os microplásticos presentes na brisa marinha, em mananciais de água e nos peixes, podem aumentar os riscos de diabetes tipo 2, doenças crônicas e derrame.

Além disso, a ciência já detectou a presença desses compostos nos pulmões, no sistema reprodutivo e até mesmo na corrente sanguínea, demonstrando como os microplásticos estão se espalhando de maneira surpreendente e preocupante. 

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