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Jeremy London, cirurgião cardíaco: "Mesmo o consumo moderado de álcool pode causar ou agravar a pressão alta"
Clarice MunizPor  Clarice Muniz  | Redatora

Sou jornalista e assessora de imprensa especializada em conteúdos de saúde e bem-estar. Adepta da comida de verdade, costumo preparar as minhas refeições diariamente, seguindo as recomendações de cuidados e saúde de especialistas. Sou fã de pimenta. Se você não curte comida picante, não se arrisque em tirar uma provinha da minha panela.

O que a ciência realmente diz sobre o consumo moderado álcool e os impactos no coração

Jeremy London, cirurgião cardíaco: "Mesmo o consumo moderado de álcool pode causar ou agravar a pressão alta"

Cirurgião cardíaco condena o consumo moderado de álcool: "Pode causar ou piorar a pressão alta" (Foto: Shutterstock)  

Durante muito tempo, uma taça de vinho tinto por dia foi considerada benéfica para a saúde cardiovascular. Mas as pesquisas mais recentes estão derrubando esse mito estabelecido.

Esse é o caso do Dr. Jeremy London (@drjeremylondon), cirurgião cardíaco há mais de 25 anos, que usou as suas redes sociais para alertar sobre os riscos reais do álcool, mesmo em quantidades moderadas.

O especialista explica que o álcool atua como um gatilho para mecanismos fisiológicos que são desfavoráveis ao coração.

Em particular, ele estimula o sistema nervoso simpático, causando o estreitamento dos vasos sanguíneos e a aceleração da frequência cardíaca.

Esses dois efeitos se combinam para aumentar a pressão arterial. “Mesmo o consumo moderado de álcool pode causar ou piorar a pressão alta”, afirma ele.

Efeitos prejudiciais para além da pressão arterial

O consumo de álcool tem muitas consequências para o sistema cardiovascular. O cirurgião ressalta que ele também aumenta o risco de arritmias cardíacas, como a fibrilação atrial, um distúrbio de ritmo que pode levar a complicações graves, como o derrame.

A causa são os desequilíbrios no sistema nervoso autônomo. O álcool perturba o metabolismo dos lipídios, altera a sensibilidade à insulina e pode contribuir para o desenvolvimento da síndrome metabólica, que aumenta muito o risco de doenças cardiovasculares.

O consumo crônico pode danificar as células cardíacas, reduzindo sua capacidade de contração e levando à insuficiência cardíaca. Esse dano geralmente é irreversível.

"O álcool é uma escolha pessoal. Não podemos mudar nossos genes, mas podemos influenciar a maneira como eles se expressam", diz o médico.

Recomendações oficiais e realidade científica

As autoridades de saúde, como a Sociedade Europeia de Cardiologia, atualizaram suas recomendações para 2021. Elas recomendam não exceder 100 gramas de álcool por semana, ou cerca de 7 a 12 copos normais.

No entanto, esse limite ainda é criticado por muitos especialistas, pois, de acordo com um estudo publicado em 2018 na revista The Lancet e realizado em 195 países, nenhum nível de consumo de álcool é totalmente isento de riscos.

O NHS, o serviço de saúde pública britânico, confirma os importantes benefícios da redução do consumo de álcool.

  • Em curto prazo: menos fadiga, pele mais brilhante, economia de custos;

  • A longo prazo: pressão arterial mais baixa, risco reduzido de derrame, hipertensão, câncer, insuficiência hepática, melhora do humor e da memória.

Como resume o Dr. London: "A sobriedade oferece tudo o que o álcool promete. No final das contas, é o seu corpo, suas regras, suas escolhas. Mas informe-se, preste atenção e cuide de sua saúde."

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