Frutas devem ser consumidas com cautela por quem tem glicose alta (Créditos: Shutterstock)
Maçã e banana estão entre as frutas mais consumidas no dia a dia: são práticas, saciam e estão disponíveis o ano inteiro. No entanto, quem precisa controlar o açúcar no sangue deve ter cautela ao incluir esses alimentos na dieta. Embora ambas possam fazer parte de uma alimentação equilibrada, uma delas costuma levar vantagem quando o foco é a estabilidade glicêmica.
Maçã ou banana: qual eleva mais a glicose?
Quando analisadas isoladamente, as duas frutas têm composição semelhante em carboidratos. Ainda assim, a maçã tende a provocar uma elevação mais lenta e moderada da glicose. O principal motivo disso é seu maior teor de fibras solúveis, especialmente a pectina, que desacelera a digestão e a absorção dos açúcares.
A título de comparação, uma maçã média fornece cerca de 25 g de carboidratos e 4 g de fibras (boa parte concentrada na casca). Já uma banana madura contém em média 27 g de carboidratos e cerca de 3 g de fibras. Ou seja, a diferença entre elas é pequena, mas existe!
Aqui, vale destacar que, apesar de ser vista como “mais doce”, a banana não precisa ser necessariamente evitada por quem tem glicose alta. Isso porque as fibras presentes em sua composição ajudam a reduzir picos de glicose, e o efeito real do açúcar da fruta no organismo depende muito do tamanho e do grau de maturação.
De acordo com especialistas em nutrição, as bananas maiores e mais maduras tendem a elevar a glicose mais rapidamente; enquanto as menores e ainda levemente verdes, por terem mais amido resistente, provocam resposta glicêmica mais suave.
O detalhe que faz mais diferença do que a fruta em si
De modo geral, para quem tem glicose alta ou resistência à insulina, a escolha da fruta que será consumida é, sim, relevante. Porém, outros hábitos do dia a dia costumam ter impacto ainda maior no controle da glicemia e eles não se resumem apenas à alimentação.
Na prática, combinar carboidratos (frutas) com proteína ou gordura, como castanhas, queijo, iogurte ou pasta de amendoim, ajuda a reduzir picos glicêmicos. Além disso, é fundamental se atentar às porções – as frutas não precisam ser excluídas, mas quantidades menores tendem a gerar respostas mais estáveis no organismo.
Também é muito importante se mover após comer (uma caminhada leve de 10 a 15 minutos depois de ingerir carboidratos facilita a captação de glicose pelos músculos). E não podemos esquecer que dormir bem é outro fator essencial na estabilidade glicêmica, já que o sono irregular prejudica a regulação do açúcar no sangue.
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