Nutricionista de Messi revela quais os principais erros no consumo de proteínas (Créditos: Canva/Shutterstock)
A proteína virou a queridinha da alimentação nos últimos anos. Basta olhar as prateleiras do supermercado para encontrar iogurtes, bebidas, barrinhas e até pães com a palavra “proteico” estampada na embalagem. Mas será que é preciso colocar proteína em todas as refeições para ter uma alimentação adequada?
Para o nutricionista Ismael Galancho, que já assessorou o jogador Lionel Messi, a resposta não é tão simples. Em entrevista ao jornal espanhol ABC, o especialista chamou atenção para dois erros opostos: consumir pouca proteína no café da manhã e acreditar que é necessário incluí-la em todas as refeições.
O que o nutricionista de Messi diz sobre a proteína?
Galancho explica que não é necessário adotar uma postura radical em relação ao nutriente. “Os dois extremos nunca são corretos: é preciso ver a proteína como uma ferramenta útil dentro de uma dieta coerente”, afirmou ao ABC.
Ao explicar quais seriam os erros mais comuns, ele foi direto: “Por exemplo, não introduzir quase nenhuma proteína no café da manhã e comer apenas um pouquinho de presunto. Também é um erro, dentro do mundo fitness, pensar que é preciso colocar proteína em todas as refeições porque não é necessário.”
Ou seja, para o nutricionista, o problema está nos dois extremos. De um lado, deixar a proteína praticamente de fora do café da manhã. Do outro, transformar todas as refeições em uma oportunidade para aumentar o consumo do nutriente sem necessidade.
Por que não é preciso exagerar na proteína?
Segundo Galancho, a proteína funciona como um “balde de água”: depois que a quantidade necessária é atingida, adicionar ainda mais não significa necessariamente obter mais benefícios. Ele afirma que muitas pessoas chegam a consumir duas ou três vezes mais proteína do que deveriam.
O nutricionista também destaca que alguns grupos podem ter necessidades maiores do nutriente, como pessoas que praticam esportes, quem busca ganhar massa muscular ou perder gordura, crianças em crescimento, idosos e mulheres durante a gravidez, lactação e menopausa.
Isso não significa, porém, que todo mundo precise começar o dia com alimentos ou suplementos “proteicos”. A quantidade adequada depende das necessidades individuais e do restante da alimentação.
A principal mensagem de Galancho é justamente fugir dos extremos: nem ignorar a proteína, nem transformar o nutriente em protagonista obrigatório de todas as refeições.