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A receita de sonho caseiro da minha tia que me faz flutuar: já comi até sem recheio de tão bom que é!
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

O sonho caseiro é mais do que uma receita, é um abraço doce que atravessa gerações

A receita de sonho caseiro da minha tia que me faz flutuar: já comi até sem recheio de tão bom que é!

A massa leve, o toque crocante e o sabor que remete à infância fazem desse doce um clássico! (Crédito: Shutterstock)

Poucas receitas têm o poder de resgatar lembranças como o sonho caseiro. O cheiro do fermento crescendo, o toque da massa entre os dedos e o açúcar polvilhado no final fazem desse doce um verdadeiro clássico da confeitaria.

Esta versão, passada de geração em geração, é daquelas que dispensam complicações: simples, leve e tão saborosa que muita gente come antes mesmo de rechear.

Sonho caseiro perfeito

O segredo desse sonho está na combinação de fermentos e no processo de pré-assar antes de fritar, o que garante uma massa aerada, com casquinha delicada por fora e interior fofo.

E, para transformar o lanche em uma sobremesa de padaria, basta preparar o creme de confeiteiro tradicional, uma camada aveludada e doce na medida certa que completa o sabor.

Veja o passo a passo!

Ingredientes

Para a massa:

  • 3 xícaras (chá) de farinha de trigo sem fermento
  • 10 g de fermento biológico seco (ou 30 g de fresco)
  • ½ colher (sopa) de fermento químico em pó
  • ¼ xícara (chá) de açúcar
  • 6 colheres (sopa) de óleo
  • ⅔ xícara (chá) de leite morno
  • 2 ovos
  • 1 colher (chá) rasa de sal
  • Óleo para fritar
  • Açúcar de confeiteiro para polvilhar

Para o recheio:

  • 1 lata de leite condensado
  • 3 gemas peneiradas
  • 2 colheres (sopa) de amido de milho
  • 2 xícaras (chá) de leite
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha

Modo de preparo

  1. Em uma tigela grande, misture a farinha de trigo, o fermento biológico e o fermento químico
  2. No centro, acrescente o açúcar, o óleo, o leite morno e os ovos
  3. Adicione o sal por último, evitando contato direto com o fermento no início
  4. Misture tudo com uma colher e, em seguida, sove a massa por cerca de 15 a 20 minutos até que fique lisa e elástica
  5. Faça o teste do véu: pegue um pedaço e estique até ficar quase transparente sem rasgar — é o ponto certo
  6. Modele uma bola, coloque em um recipiente untado, cubra e deixe crescer até triplicar de volume (aproximadamente 1 hora)
  7. Depois do crescimento, divida a massa em 20 a 24 porções e modele bolinhas lisas
  8. Coloque-as em uma assadeira enfarinhada, cubra novamente e deixe descansar até dobrarem de tamanho (cerca de 40 minutos)
  9. Pré-asse em forno baixo (150 °C) por 15 a 20 minutos, apenas até ficarem firmes, sem dourar
  10. Em seguida, aqueça o óleo e frite as bolinhas até dourarem, virando para dourar por igual
  11. Escorra em papel-toalha e polvilhe açúcar de confeiteiro
  12. Hora do recheio! Em uma panela, dissolva o amido de milho no leite
  13. Junte o leite condensado, as gemas peneiradas e a baunilha
  14. Leve ao fogo médio, mexendo sem parar até engrossar e atingir a textura de creme de confeiteiro
  15. Deixe esfriar coberto com filme plástico em contato com o creme para não formar película
  16. Depois de frio, corte os sonhos ao meio e recheie com uma colher ou saco de confeitar
  17. Polvilhe açúcar de confeiteiro por cima e sirva

O segredo para que o sonho fique leve está em respeitar os tempos de fermentação. A primeira serve para o glúten se desenvolver; a segunda, para incorporar o ar que deixará o interior aerado. Se estiver frio, uma boa dica é deixar a massa crescer dentro do forno desligado, com apenas a luz acesa.

Já o pré-assamento é um truque de padaria: ajuda o sonho a manter o formato, evita que absorva muito óleo e ainda garante uma textura mais delicada. Outra dica importante é não deixar o óleo muito quente, o ideal é em torno de 170 °C. Se fritar rápido demais, ele doura por fora e fica cru por dentro.

Para quem busca praticidade, a massa pode ser feita na batedeira com gancho, mas o resultado manual costuma ser ainda mais leve.

Variações e acompanhamentos

Além do creme de confeiteiro clássico, vale rechear com doce de leite, geleia de frutas vermelhas ou até Nutella, para quem quer um toque moderno. Se preferir uma versão mais simples, apenas o açúcar polvilhado já é suficiente para realçar o sabor da massa.

O sonho também pode ser assado em vez de frito: nesse caso, leve ao forno médio (180 °C) por cerca de 25 minutos ou até dourar. A textura muda um pouco, mas continua deliciosa e mais leve.

Como conservar e servir

Depois de frios, os sonhos podem ser armazenados em pote hermético por até dois dias. Para devolver a maciez, aqueça por 5 minutos no forno baixo antes de servir. Recheados, o ideal é consumir no mesmo dia.

Eles ficam perfeitos servidos com café, chocolate quente ou um cappuccino cremoso. É o tipo de doce que combina com manhãs preguiçosas, cafés da tarde em família e qualquer momento em que se queira um carinho em forma de massa fofa e açúcar.

Experimente!

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