Passar muito tempo no trânsito estimula consumo de fast-food, diz estudo. (créditos: Shutterstock)
Passar horas no trânsito é, sem dúvida, uma das experiências mais estressantes do dia a dia. Além de toda a impaciência e inconvenientes que ficar parado no congestionamento pode trazer, a situação também pode interferir na sua alimentação. É o que mostra uma pesquisa da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, publicada no Journal of Urban Economics, que revelou como perder tempo no engarrafamento aumenta o desejo por fast-food.
Para chegar a esse resultado, os pesquisadores cruzaram informações sobre o trânsito nas rodovias de Los Angeles, entre os anos de 2017 e 2019, com dados sobre a clientela das redes de fast-food no mesmo período. Os dados mostraram que, nos dias de maior congestionamento, as pessoas tendiam a se alimentar nos estabelecimentos de comida rápida, em vez de irem a restaurantes ou supermercados.
De acordo com a pesquisa, para cada 31 segundos de atraso para percorrer uma milha (1,6 quilômetro), houve um crescimento de 1% nas visitas às lanchonetes de fast-food. Os pesquisadores relatam que esse número representa 1,2 milhão de idas a mais a esses locais em Los Angeles a cada ano. Os efeitos foram mais acentuados na hora do rush do fim de tarde.
Falta de tempo e impaciência são os principais fatores para o aumento do desejo por fast-food
O objetivo da pesquisa era descobrir como situações de estresse e falta de tempo podem impactar nossa alimentação. Ao final, os pesquisadores concluíram o que quase todo mundo já sabia: uma rotina agitada influencia negativamente as escolhas alimentares. Além disso, o estudo também aborda como fatores ambientais, como o trânsito, podem impactar a nutrição.
Vale ressaltar que o estudo foi realizado em uma cidade estadunidense com alto nível de trânsito. Outro ponto a destacar é que nos EUA existe uma forte cultura de fast-food. Por isso, em cidades ou países onde os estabelecimentos de comida rápida não são tão acessíveis, os resultados podem ser diferentes.
Mesmo assim, os pesquisadores acreditam que os resultados não seriam muito diferentes se o estudo fosse feito em outras metrópoles ao redor do mundo. A pesquisa se propõe a discutir como as refeições caseiras e nutritivas estão sendo substituídas por comidas ultraprocessadas e de baixo valor nutricional.
Como se alimentar bem com a correria do dia a dia
Com a rotina acelerada e os inúmeros compromissos, muitas vezes é difícil manter uma alimentação saudável. No entanto, é possível fazer escolhas que favoreçam a saúde mesmo nos dias mais agitados. O TudoGostoso separou algumas dicas para se alimentar bem mesmo com a correria do dia a dia:
Planeje suas refeições: dedicar um tempo na semana para planejar o cardápio pode ajudar a evitar a tentação de recorrer ao fast-food. Planeje lanches rápidos e refeições equilibradas para facilitar a escolha durante o dia.
Prepare suas refeições com antecedência: cozinhar em maior quantidade e armazenar porções individuais na geladeira ou no congelador pode economizar tempo. Marmitas saudáveis, por exemplo, são uma ótima opção para levar ao trabalho ou faculdade.
Invista em lanches saudáveis: frutas, castanhas, iogurte natural e barras de cereais caseiras são alternativas saudáveis e práticas para evitar os alimentos processados. Leve esses lanches com você para matar a fome durante o dia.
Escolha refeições simples, mas nutritivas: se não tem tempo para cozinhar, opte por alimentos que sejam rápidos de preparar e nutritivos. Por exemplo, saladas, ovos cozidos, grãos como quinoa ou arroz integral, e proteínas magras como frango grelhado.
Evite pular refeições: a correria pode fazer com que você pule refeições, mas esse hábito é muito prejudicial. Tente fazer pequenas refeições ao longo do dia, para manter a energia e evitar escolhas alimentares impulsivas.
Coma conscientemente: Em meio à correria, é fácil comer de forma apressada. Tente dedicar um momento do seu dia para realizar as refeições sem pressa, saboreando os alimentos e prestando atenção no que está consumindo.
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