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Os impostores: 7 vegetais que não são tão saudáveis quanto você pensa
Stephany MarianoPor  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Alguns vegetais apresentados como superalimentos, na verdade, possuem um valor nutricional baixo

Os impostores: 7 vegetais que não são tão saudáveis quanto você pensa

Veja quais são os vegetais que não são tão saudáveis quanto se pensa (Créditos: Shutterstock)

Nos últimos anos, muitas pessoas começaram a se conscientizar sobre a importância de manter uma alimentação saudável, especialmente devido ao crescimento da comunidade fitness na internet. Isso fez com que a presença de verduras e legumes no cardápio das pessoas aumentasse bastante, no entanto, nem todos vegetais são tão saudáveis quanto você pensa. 

Calma, não estamos dizendo que eles não fazem bem para a sua saúde, apenas que alguns deles apresentam um valor nutricional relativamente baixo se comparado a outros alimentos. Abaixo, vamos te mostrar quais são e quais deveriam ter mais destaque no seu prato!

Quais são os vegetais que não são tão saudáveis assim?

É preciso deixar claro que os vegetais não são inimigos, pelo contrário, mas alguns deles são basicamente compostos por água, pobres em proteínas, fibras e às vezes até apresentam um alto índice glicêmico ou excesso de sódio, o que exige uma atenção.

Em alguns casos, eles até são colocados como superalimentos ou são atribuídos a benefícios que não oferecem de verdade. Por isso, é importante conhecer as propriedades e benefícios de cada alimento para saber se ele realmente se enquadra em seu objetivo alimentar, por exemplo. Veja alguns dos vegetais:

Aipo

Verde e crocante, o aipo não é muito popular por aqui. Embora, seja fonte de fibras, cálcio, ferro e outras vitaminas, esse vegetal é 95% composto por água. Existem alegações de que ele seria uma fonte de calorias negativas, ajudando a queimar gorduras, mas isso não é verdade. Embora o aipo tenha um teor calórico muito baixo, e que o corpo gaste alguma energia para digeri-lo, a quantidade de energia gasta não é suficiente para que o alimento seja considerado "negativo”.

Pimenta

Existem vários tipos de pimenta, desde as versões extremamente apimentadas até os pimentões coloridos. Muitas pessoas têm o hábito de incluir o ingrediente na rotina alimentar e elas podem oferecer benefícios à saúde, no entanto, seu consumo em excesso pode levar a efeitos colaterais, como sudorese, desconforto e irritação estomacal. Isso não significa que você precisa retirar esse ingrediente das suas comidas por completo, mas que você pode encontrar mais benefícios em outros alimentos, variando o cardápio.

Berinjela 

A berinjela pode ser utilizada no preparo de diversas receitas, mas é um vegetal que apresenta poucas proteínas, vitaminas e minerais, por isso, pode não ser tão interessante a depender de seus objetivos. Uma de suas versões mais saborosas é quando está frita, mas infelizmente ela absorve o óleo da fritura como uma esponja, por isso, quando for comê-la é melhor optar por outro tipo de preparo, como assar ou refogar.

Batatas

Batatas são versáteis, podem ser consumidas assadas, como purê ou fritas, mas é preciso cautela, pois são ricas em amido, um carboidrato complexo que se decompõe rapidamente em açúcar no sangue e têm um alto índice glicêmico. Além disso, a ingestão frequente, especialmente da versão processada, está associado a um risco aumentado de obesidade e diabetes.

Vegetais enlatados

Eles oferecem muita praticidade no dia a dia, mas os vegetais enlatados não são tão benéficos assim, podendo apresentar uma quantidade alta de sódio. E mesmo que você~e mesmo lave-os bem antes de consumir, não é possível remover todo o sódio. De acordo com a Associação Americana do Coração, o excesso de sódio aumenta a pressão arterial e sobrecarrega os rins. Por isso, é melhor optar pelas versões frescas sempre que possível.

Alface americana

A alface americana é muito consumida por aqui, estando presente no almoço ou jantar e em muitos buffets por aí, mas ela tem pouco valor nutricional. Composta por 96% de água, apresenta uma quantidade não muita expressiva de vitaminas minerais, sendo superada por folhas verde-escuras como espinafre, couve e rúcula. Ela é indicada para quem quer aumentar o volume da salada sem adicionar muitas calorias, mas, para enriquecer a alimentação, vale incluir folhas mais nutritivas, ricas em ferro, cálcio, magnésio e antioxidantes, por exemplo, não apenas a alface.

Rabanete

O rabanete adiciona crocância, sabor e cor a saladas e sanduíches, mas seu valor nutricional é limitado. Embora tenha antioxidantes como vitamina C e antocianinas, as quantidades são pequenas, assim como os minerais potássio, cálcio e magnésio. Além disso, contém compostos como rafinose e enxofre, que dão o sabor picante, mas podem causar inchaço e gases em pessoas mais sensíveis.

Os vegetais que deveriam ter mais destaque no seu prato 

Existem vegetais que, embora nem sempre recebam o devido destaque, oferecem um alto valor nutricional. Entre as folhas, o espinafre se destaca por ser rico em ferro, potássio, magnésio, ácido fólico e vitaminas A, C e K. O nabo, muitas vezes esquecido, é baixo em calorias e uma boa fonte de vitamina C.

Outras ótimas opções para uma alimentação saudável são a cenoura, a couve e o brócolis. A cenoura é rica em betacaroteno e fornece vitamina K1, biotina, potássio e fibras. A couve se destaca pelas vitaminas A, C e K, além de fibras e antioxidantes. Já o brócolis é considerado um dos vegetais mais saudáveis, com fibras, vitaminas C e K, folato, potássio e ferro, além do sulforafano, um composto estudado por seus efeitos protetores contra o câncer e a inflamação.

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