Pratos pensados no seu bem-estar e na sua saúde estão entre as tendências gastronômicas para 2025 (Foto: Shutterstock)
Para quem é fã do cenário gastronômico da região Ásia-Pacífico, prepare-se para um ano dinâmico com as tendências de comidas apontadas pelo relatório Future of Food da Marriott International. Depois de descobrirmos a fruta que será a sensação no verão 2025, saiba o que vai estar em alta no seu prato.
Tudo indica que essa região vai desempenhar um papel relevante nas tendências alimentares globais. Para se ter uma ideia, 37,8% do mercado global de turismo culinário em 2023 foi comandado pela região Ásia-Pacífico.
De acordo com as projeções levantadas, ele crescerá para US$ 6,2 trilhões até 2033. O que demonstra a importante influência da região na maneira como comemos. De acordo com o site Titler Asia, conheça 5 tendências de comida para 2025.
Quais são as tendência gastronômicas para 2025?
Refeições hiperlocais, culinária sustentável, cardápios voltados para o bem-estar e comidas praticamente "medicinais", essa região está influenciando o futuro da alimentação de maneira expressiva.
1. Da Ásia-Pacífico para o mundo:
A região da Ásia-Pacífico vem se firmando como uma potência culinária global, com influências japonesas na culinária francesa, o crescimento dos sabores coreanos e a renovação das normas ocidentais por temperos indianos.
Chefs notáveis, como Yoshihiro Narisawa, que valoriza ingredientes sazonais e fermentação, e Kei Kobayashi, o primeiro japonês a conquistar três estrelas Michelin na França, estão à frente desse movimento.
Kobayashi recentemente voltou ao Japão para abrir o Héritage by Kei Kobayashi, onde funde técnicas francesas com precisão japonesa.
2. A volta de ingredientes esquecidos:
Chefs de toda a Ásia estão revitalizando ingredientes esquecidos. Na Coreia, Mingoo Kang, do Mingles, promove o jang artesanal, essencial na culinária tradicional.
Na Índia, chefs estão redescobrindo grãos como o painço, enquanto nas Filipinas, Jordy Navarra, do Toyo Eatery, defende ingredientes locais como o asin tibuok, um sal marinho artesanal.
Essas iniciativas preservam o patrimônio culinário e promovem a sustentabilidade.
3. Comida 'medicinal' e bem-estar no prato:
Os restaurantes estão adotando menus focados no bem-estar, priorizando saúde intestinal, equilíbrio hormonal e longevidade.
Novas dietas personalizadas, apoiadas por tecnologia de IA, oferecem refeições adaptadas a dados de saúde individuais.
Na Ásia, há uma abordagem que considera os alimentos como medicamentos, utilizando adaptógenos e probióticos para criar pratos que promovem a saúde física e mental.
4. Cozinha consciente:
A sustentabilidade permanece uma prioridade para os chefs, que estão adotando práticas como agricultura regenerativa, reciclagem de ingredientes e redução de resíduos.
No JW Marriott Khao Lak, por exemplo, aparas de legumes são desidratadas para criar pó umami, e cascas de melancia são transformadas em doces. Essas iniciativas mostram como os chefs estão reduzindo sua pegada ambiental enquanto oferecem pratos saborosos.
5. Peixes, da espinha à pele:
A próxima evolução do conceito "da fazenda para a mesa" é o "da fazenda para o futuro", com chefs adotando práticas agrícolas inovadoras, como agricultura vertical e cultivo biodinâmico.
Josh Niland, reconhecido por sua abordagem sustentável ao peixe no Saint Peter em Sydney, aplica essa filosofia no FYSH de Cingapura, utilizando todas as partes do peixe para reduzir desperdícios e promover a sustentabilidade.
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