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"O que eu decidi sobre o veganismo de longo prazo": cientista compara dieta vegana com o consumo de carne em experimento
Fausto Fagioli FonsecaPor  Fausto Fagioli Fonseca  | Redator

Fausto é jornalista há mais de 15 anos, tendo trabalhado em diversos veículos com foco em saúde, alimentação, bem-estar e atividade física. Admite que não é um grande cozinheiro como as suas avós, mas tem suas receitinhas secretas!

Esse cientista decidiu fazer um autoexperimento para avaliar se uma dieta vegana poderia fazer mal (ou bem)

"O que eu decidi sobre o veganismo de longo prazo": cientista compara dieta vegana com o consumo de carne em experimento

Veja o que esse cientista inglês concluiu sobre a dieta vegana! (Crédito: Shutterstock)

O veganismo é um estilo de vida que envolve muitas coisas além de simplesmente parar de comer carne. Nessa prática, também entendida como uma filosofia de vida, a busca é por excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e crueldade contra os animais para alimentação, vestuário ou qualquer outra finalidade. 

Ou seja, pessoas veganas adotam uma dieta baseada exclusivamente em frutas, vegetais e legumes, evitando todos os produtos de origem animal, incluindo carne, laticínios, ovos e mel. Além disso, a escolha de roupas, produtos de higiene e cosméticos também importa.

Para muitos, porém, esse estilo de vida, e principalmente a alimentação sem produtos de origem animal, pode ser considerado pouco saudável. Será mesmo? Um cientista decidiu botar isso à prova usando a si mesmo como cobaia!

O "autoexperimento" vegano

Eric Robinson é cientista comportamental e professor de psicologia na Universidade de Liverpool e, há alguns anos, namorou uma mulher que seguia o veganismo. Isso despertou seu interesse pela prática e o fez querer entender mais sobre seus efeitos na saúde. Os resultados foram disponibilizados na publicação Physiology and Behavior.

Para o experimento científico, ele passou a seguir uma dieta vegana durante um mês e diariamente registrava tudo o que fazia no dia. Além disso, semanalmente ele se pesava e media sua circunferência da cintura, além de responder a questionários sobre sintomas de depressão e ansiedade. 

Sua base alimentar tinha:


Depois de um mês passado, o cientista abandonou o veganismo e passou a se alimentar com queijos, carnes e peixes, mantendo o diário de registros diário e a medição semanal da circunferência abdominal.

Depois desse período, ele retornou normalmente à sua dieta vegana por uns meses até começar a fase 2 do experimento, que começou com uma dieta não vegana por dois meses.

“Nesse período eu não media nada diariamente, pois estava preocupado que isso pudesse me tornar mais consciente do meu comportamento e potencialmente me fazer agir de maneira mais saudável”, disse em um artigo no The Guardian.

“A ideia de que registrar o próprio comportamento pode influenciar o comportamento subsequente está bem estabelecida na psicologia e é chamada de ‘automonitoramento’. É uma ferramenta utilizada para ajudar no gerenciamento da saúde mental , na perda de peso e no aumento da adesão ao uso de medicamentos”, completou.

Resultados do experimento vegano

O cientista se propôs a analisar diversos aspectos do experimento, inclusive como a dieta vegana ou não vegana influenciava sua vida social.

“Primeiro, como não vegano, alguns amigos e familiares estavam mais interessados ​​em sair comigo quando havia comida envolvida e expressaram desapontamento durante os períodos veganos do estudo”, disse.

Além disso, ele percebeu que o veganismo agia como uma espécie de bloqueador para comportamentos que envolviam uma alimentação desnecessária. 

“Por exemplo, como não vegano, lanches, guloseimas e sobremesas estavam disponíveis em abundância, e a tentação se transformou em comer. Mas, como vegano, essas tentações eram muitas vezes eliminadas”.

Os efeitos de cada tipo de alimentação também foram sentidos em seu corpo: seu peso corporal era menor quando vegano e maior durante o não veganismo. “Depois de dois meses de não veganismo, ganhei 1,6 kg e, ao mudar para o veganismo nos dois meses seguintes, perdi 1,2 kg”.

Quando o assunto era saúde mental, o cientista disse não ter notado grandes diferenças nos resultados. “Minhas gravações semanais de sintomas de depressão e ansiedade foram quase idênticas durante os dois períodos de estudo”.

Conclusão da experiência

O cientista faz questão de afirmar que o autoexperimento científico, como o feito por ele para avaliar uma dieta vegana e uma dieta não vegana, tem limitações. Ainda assim, ele conclui que o veganismo pode ter uma influência no peso corporal, assim como provavelmente não afeta a saúde mental.

“A meu ver, os prováveis ​​benefícios da dieta vegana para a minha saúde, para o ambiente e para a redução do sofrimento dos animais superam os pequenos inconvenientes. Enquanto escrevo isso, nove meses após o término da experiência, ainda sou um vegano comprometido”, finalizou.

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