Veja o que esse cientista inglês concluiu sobre a dieta vegana! (Crédito: Shutterstock)
O veganismo é um estilo de vida que envolve muitas coisas além de simplesmente parar de comer carne. Nessa prática, também entendida como uma filosofia de vida, a busca é por excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e crueldade contra os animais para alimentação, vestuário ou qualquer outra finalidade.
Ou seja, pessoas veganas adotam uma dieta baseada exclusivamente em frutas, vegetais e legumes, evitando todos os produtos de origem animal, incluindo carne, laticínios, ovos e mel. Além disso, a escolha de roupas, produtos de higiene e cosméticos também importa.
Para muitos, porém, esse estilo de vida, e principalmente a alimentação sem produtos de origem animal, pode ser considerado pouco saudável. Será mesmo? Um cientista decidiu botar isso à prova usando a si mesmo como cobaia!
O "autoexperimento" vegano
Eric Robinson é cientista comportamental e professor de psicologia na Universidade de Liverpool e, há alguns anos, namorou uma mulher que seguia o veganismo. Isso despertou seu interesse pela prática e o fez querer entender mais sobre seus efeitos na saúde. Os resultados foram disponibilizados na publicação Physiology and Behavior.
Para o experimento científico, ele passou a seguir uma dieta vegana durante um mês e diariamente registrava tudo o que fazia no dia. Além disso, semanalmente ele se pesava e media sua circunferência da cintura, além de responder a questionários sobre sintomas de depressão e ansiedade.
Sua base alimentar tinha:
Depois de um mês passado, o cientista abandonou o veganismo e passou a se alimentar com queijos, carnes e peixes, mantendo o diário de registros diário e a medição semanal da circunferência abdominal.
Depois desse período, ele retornou normalmente à sua dieta vegana por uns meses até começar a fase 2 do experimento, que começou com uma dieta não vegana por dois meses.
“Nesse período eu não media nada diariamente, pois estava preocupado que isso pudesse me tornar mais consciente do meu comportamento e potencialmente me fazer agir de maneira mais saudável”, disse em um artigo no The Guardian.
“A ideia de que registrar o próprio comportamento pode influenciar o comportamento subsequente está bem estabelecida na psicologia e é chamada de ‘automonitoramento’. É uma ferramenta utilizada para ajudar no gerenciamento da saúde mental , na perda de peso e no aumento da adesão ao uso de medicamentos”, completou.
Resultados do experimento vegano
O cientista se propôs a analisar diversos aspectos do experimento, inclusive como a dieta vegana ou não vegana influenciava sua vida social.
“Primeiro, como não vegano, alguns amigos e familiares estavam mais interessados em sair comigo quando havia comida envolvida e expressaram desapontamento durante os períodos veganos do estudo”, disse.
Além disso, ele percebeu que o veganismo agia como uma espécie de bloqueador para comportamentos que envolviam uma alimentação desnecessária.
“Por exemplo, como não vegano, lanches, guloseimas e sobremesas estavam disponíveis em abundância, e a tentação se transformou em comer. Mas, como vegano, essas tentações eram muitas vezes eliminadas”.
Os efeitos de cada tipo de alimentação também foram sentidos em seu corpo: seu peso corporal era menor quando vegano e maior durante o não veganismo. “Depois de dois meses de não veganismo, ganhei 1,6 kg e, ao mudar para o veganismo nos dois meses seguintes, perdi 1,2 kg”.
Quando o assunto era saúde mental, o cientista disse não ter notado grandes diferenças nos resultados. “Minhas gravações semanais de sintomas de depressão e ansiedade foram quase idênticas durante os dois períodos de estudo”.
Conclusão da experiência
O cientista faz questão de afirmar que o autoexperimento científico, como o feito por ele para avaliar uma dieta vegana e uma dieta não vegana, tem limitações. Ainda assim, ele conclui que o veganismo pode ter uma influência no peso corporal, assim como provavelmente não afeta a saúde mental.
“A meu ver, os prováveis benefícios da dieta vegana para a minha saúde, para o ambiente e para a redução do sofrimento dos animais superam os pequenos inconvenientes. Enquanto escrevo isso, nove meses após o término da experiência, ainda sou um vegano comprometido”, finalizou.
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