Alimento acessível e fácil de encontrar. (Créditos: Canva)
Quando o assunto é alimentação saudável, o peixe costuma aparecer entre as opções mais recomendadas para variar as fontes de proteína. Mas existe uma espécie que chama atenção não apenas pelo sabor e pelo preço acessível, mas também pela quantidade de nutrientes que oferece: a sardinha.
A nutricionista americana Samantha Cassetty destaca o alimento como uma excelente escolha para incluir regularmente na alimentação. A sardinha reúne proteínas, gorduras boas e diferentes micronutrientes em um peixe relativamente pequeno e fácil de encontrar, inclusive em sua versão enlatada.
Sardinha é fonte de ômega-3
Um dos principais diferenciais da sardinha é a concentração de ácidos graxos ômega-3, um tipo de gordura associado à saúde cardiovascular e cerebral e estudado também por sua participação na regulação de processos inflamatórios do organismo.
A recomendação da American Heart Association é que adultos consumam aproximadamente duas porções de frutos do mar por semana, incluindo peixes. Nesse contexto, a sardinha pode ser uma alternativa prática para quem deseja diversificar o consumo.
E não é preciso encontrar o peixe fresco para aproveitar seus nutrientes. A versão enlatada também pode fazer parte da alimentação. Além de ter maior durabilidade e praticidade, algumas sardinhas são comercializadas com as espinhas pequenas e macias, que podem ser consumidas.
Um peixe que também fornece cálcio e vitamina D
As espinhas presentes na sardinha enlatada são uma das razões pelas quais o alimento pode apresentar uma quantidade significativa de cálcio. Esse mineral é fundamental para a formação e manutenção dos ossos e dentes, além de participar de outras funções importantes do organismo.
A sardinha também contém vitamina D, nutriente que auxilia na absorção do cálcio e está relacionado à manutenção da saúde óssea e ao funcionamento adequado do sistema imunológico.
A quantidade exata de nutrientes, entretanto, varia de acordo com a espécie, o modo de preparo e o produto comercializado. Por isso, vale conferir as informações nutricionais na embalagem da versão enlatada.
Estudos investigam seus possíveis benefícios
O consumo de sardinha também já foi analisado em pesquisas relacionadas à saúde metabólica. Um estudo publicado em 2021 na revista científica Clinical Nutrition acompanhou pessoas com pré-diabetes que passaram a consumir sardinha duas vezes por semana. Os pesquisadores observaram mudanças favoráveis em alguns indicadores relacionados ao risco metabólico.
Isso não significa, porém, que comer sardinha seja capaz de prevenir ou tratar diabetes ou doenças cardiovasculares. Os resultados de uma única pesquisa não são suficientes para estabelecer esse tipo de conclusão.
Da lata à cozinha: sardinha é versátil
Além do perfil nutricional, outro ponto positivo é a versatilidade. A sardinha pode aparecer em preparações simples, como saladas, sanduíches, massas, tortas e molhos, ou ser consumida diretamente da lata.
No Brasil, a versão enlatada se tornou especialmente popular justamente pela praticidade e pelo preço geralmente acessível.
Assim, para quem procura uma maneira simples de aumentar a variedade de peixes na alimentação, a sardinha reúne características interessantes: é fonte de proteína, fornece ômega-3 e pode oferecer cálcio e vitamina D, além de ser encontrada com facilidade nos supermercados brasileiros.
Veja mais
Batata gratinada aos 3 queijos: receita prática que suja pouca louça e rende para toda a família
