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Não adianta só cortar o açúcar do café: especialista explica que o problema está no açúcar que você não vê
Jéssica AntunesPor  Jéssica Antunes  | Redatora

Jornalista apaixonada pelo universo gastronômico. Aprendi a cozinhar de verdade (com panela de pressão e tudo) depois de sair da casa dos meus pais para estudar. Desde então, amo experimentar sabores, conhecer novas culinárias e me arriscar em receitas diferentes.

Muitos acreditam que reduzir o açúcar do café é o suficiente, mas o perigo real está nos alimentos que escondem o ingrediente

Não adianta só cortar o açúcar do café: especialista explica que o problema está no açúcar que você não vê

O perigo não está só no açúcar do café, mas nos alimentos que o escondem em sua composição. (Foto: Shutterstock)

O açúcar é um dos ingredientes mais comuns na alimentação diária, mas também um dos mais traiçoeiros. Mesmo quando achamos que estamos consumindo pouco, ele pode estar presente em diversos produtos industrializados — e é justamente aí que mora o problema.

Segundo a nutricionista Angela Quintas, o açúcar que adicionamos ao café não é o grande vilão, e sim aquele que consumimos sem perceber, escondido em alimentos aparentemente inofensivos. “O problema não é o açúcar do café, mas o açúcar oculto que pode ser encontrado em alguns alimentos”, explica a especialista.

Onde o açúcar está escondido

De acordo com a especialista, o açúcar aparece em produtos que dificilmente associamos ao sabor doce, como:

  • Pães industrializados
  • Iogurtes e bebidas lácteas
  • Molhos prontos e condimentos
  • Peito de peru, presuntos e embutidos
  • Barras de cereais e granolas

Esses alimentos contêm açúcares adicionados que, ao longo do dia, somam quantidades significativas — muitas vezes superiores ao limite diário recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como o excesso de açúcar afeta o corpo

O consumo excessivo de açúcar pode causar:

  • Picos de glicose e resistência à insulina
  • Aumento do acúmulo de gordura corporal
  • Cáries
  • Obesidade
  • Diabetes tipo 2
  • Pressão alta e doenças cardiovasculares

Angela explica que o açúcar dispara a produção de insulina, o que estimula o processo chamado lipogênese, no qual o corpo converte carboidratos em gordura — um dos principais motivos do ganho de peso e da inflamação crônica.

Como reduzir o consumo sem sofrimento

Não é preciso cortar o açúcar de forma radical. O ideal é adotar uma redução gradual, permitindo que o paladar se acostume ao sabor natural dos alimentos. Algumas estratégias incluem:

  • Optar por frutas frescas no lugar de sobremesas açucaradas.
  • Ler os rótulos com atenção e evitar produtos com xarope de glicose, maltose ou dextrose.
  • Substituir o açúcar refinado por versões mais naturais, como mel, açúcar de coco, melaço de arroz ou xarope de agave.
  • Aumentar o consumo de fibras, que ajudam a controlar a glicemia e a saciedade.

Dica importante

Quem é muito apegado ao doce deve ter cuidado ao tentar eliminar o açúcar de uma vez. A retirada abrupta pode causar abstinência e compulsão, dificultando a adaptação. Por isso, a orientação de um nutricionista é essencial para equilibrar a dieta e manter resultados duradouros.

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