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É o fim do café arábica? O que dizem estudos internacionais e quando a crise pode chegar à sua xícara
Clarice MunizPor  Clarice Muniz  | Redatora

Sou jornalista e assessora de imprensa especializada em conteúdos de saúde e bem-estar. Adepta da comida de verdade, costumo preparar as minhas refeições diariamente, seguindo as recomendações de cuidados e saúde de especialistas. Sou fã de pimenta. Se você não curte comida picante, não se arrisque em tirar uma provinha da minha panela.

Entenda por que o café arábica, um dos preferidos entre os apreciadores da bebida, pode estar com os dias contados

É o fim do café arábica? O que dizem estudos internacionais e quando a crise pode chegar à sua xícara

Estudos apontam o que vai acontecer com o café arábica e qual tipo pode ser uma alternativa (Foto: Shutterstock)

Para quem aprecia um bom café, com aquele aroma marcante que impacta até o humor e o sabor suave, o arábica é quase insubstituível. Essa variedade, que representa cerca de 60% do consumo mundial, reina absoluta nas xícaras dos apaixonados pela bebida.

Mas nos últimos anos, uma dúvida amarga começou a preocupar os amantes dessa bebida: será que o café arábica está com os dias contados?

As mudanças climáticas, o avanço de pragas e outros desafios ambientais vêm colocando em risco a produção dessa variedade tão valorizada.

Notícias sobre sua possível extinção preocupam produtores e consumidores ao redor do mundo, além dos altos preços dos produtos nos supermercados. Entenda os motivos.

O café arábica está mesmo com os dias contados?

Infelizmente, a ameaça ao café arábica realmente tem causado preocupação entre produtores, cientistas e consumidores.

Isso porque a planta é altamente sensível às mudanças climáticas, prosperando apenas em condições específicas: temperaturas entre 18°C e 21°C, chuvas regulares e altitudes elevadas.

Com o aumento das temperaturas, secas prolongadas e chuvas irregulares, a produtividade e a qualidade dos grãos estão sendo diretamente afetadas.

O cenário se agrava com o desmatamento, o avanço de pragas e doenças, além da redução das áreas adequadas para cultivo.

Pesquisas indicam que, até 2050, metade dessas áreas poderá se tornar imprópria, afetando especialmente o Brasil, principal produtor mundial de arábica. 

Mudanças climáticas são as principais ameaças ao café arábica

Muitas pesquisas internacionais e nacionais confirmam a ameaça ao café arábica. E as mudanças climáticas estão entre os principais motivos.

De acordo com a Royal Botanic Gardens de Kew, no Reino Unido, 60% das espécies de café do mundo correm risco de extinção a longo prazo, e o arábica está entre elas. 

Estudos da Unesp e de institutos federais preveem que o Brasil poderá perder mais de 50% das áreas favoráveis ao cultivo de arábica até 2080, mesmo em cenários climáticos moderados.

Aumento dos preços e mais espaço para o café robusta 

Mas os apreciadores do café arábica não precisam entrar em pânico. Ele não deve desaparecer por completo, mas sua produção em larga escala está ameaçada.

A tendência é que ele se torne mais raro e mais caro, concentrado em regiões com clima favorável, como áreas de maior altitude.

As consequências são a possível queda na produção do Brasil em cerca de 13% na safra de 2025/2026.

Com isso, o mercado enfrenta maior volatilidade nos preços, e o café robusta, que é mais resistente, ganha espaço como alternativa nos blends e no consumo diário.

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