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Cuidado com as fórmulas infantis! Estudo encontra substâncias contaminantes e proibidas na composição do produto
Stephany MarianoPor  Stephany Mariano  | Redatora

Como uma verdadeira taurina, Stephany sempre foi apaixonada por comida. No tempo livre, gosta de assistir um k-drama bem clichê, viajar, experimentar novos sabores e fotografar tudo o que encontra por aí.

Pesquisa alerta para a necessidade de uma regulamentação para a fabricação deste produto

Cuidado com as fórmulas infantis! Estudo encontra substâncias contaminantes e proibidas na composição do produto

Entenda como foi feita a pesquisa e o alerta sobre o consumo (Créditos: Shutterstock)

As fórmulas infantis são uma boa alternativa para mães que não podem amamentar por algum motivo ou para complementar a amamentação. Nas prateleiras das farmácias e supermercados, existem inúmeras opções disponíveis, sendo um produto cada vez mais popular. 

Mas, recentemente um estudo identificou a presença de agrotóxicos e outros compostos contaminantes em fórmulas infantis, um dado preocupante para quem faz uso deste produto. Além disso, a pesquisa também traz um alerta para a necessidade de uma regulamentação mais intensa, garantindo mais segurança ao consumidor. Entenda as descobertas do estudo e quais podem ser os riscos.

Como foi feito o estudo?

A Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, realizou um estudo onde os pesquisadores analisaram 30 amostras de produtos comercializados no Brasil e acabou confirmando a presença de resíduos de agrotóxicos e micotoxinas, compostos produzidos por fungos. Em duas das análises, apareceram o carbofurano e o metamidofós, componentes de uso proibido no país, além de substâncias de uso veterinário.

Embora esses componentes estejam em uma concentração e dentro dos limites de segurança, o fato de estarem presentes nessas fórmulas já é o bastante para acender um alerta sobre o risco de contaminação indireta, que pode ocorrer ao longo do processo de fabricação. 

Em relatório publicado pela Unicamp, a autora do estudo, Marcella Vitória Galindo explica: “isso não significa que esses compostos vão, necessariamente, trazer malefícios, porque o organismo tem a capacidade de metabolizá-los e eliminá-los. O problema é que o organismo dos bebês não tem esse sistema ainda completamente desenvolvido”.

Uma segunda análise monitorou os resíduos de agrotóxicos com base em um banco de dados com 278 produtos do tipo, onde seis compostos foram detectados em 86,6% das amostras, que segundo os pesquisadores, podem ter vindo de várias fontes, desde as matérias-primas até o processamento e embalagem. A professora e orientadora da pesquisa, Helena Teixeira Godoy, enfatiza que a intenção não é desencorajar o consumo desses produtos, mas garantir a qualidade dos alimentos que são fornecidos aos bebês.

A importância da regulação de fórmulas infantis 

Embora a concentração dessas substâncias esteja abaixo do nível permitido pelos órgãos de segurança, o fato de terem sido encontrados nas fórmulas infantis já é um alerta para a necessidade de uma regulamentação mais eficaz, segundo os pesquisadores. 

Eles defendem a urgência de normas e legislações específicas, para se ter um controle maior sobre esses produtos. Especialistas também alertam sobre o uso consciente de fórmulas infantis, utilizando-os apenas sob orientação médica. 

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